domingo, 21 de maio de 2017

O Progresso e a Natureza pura









A manhã está fresca e na habitual caminhada, num raio de mil metros. Tenho um mundo de progresso para nos deslocarmos. E a Natureza no seu estado puro e belo.
Enquanto caminho, passo por cima da autoestrada, que me leva e me devolve a casa.
Uns metros mais adiante, o comboio rápido surge num som ensurdecedor para uns quilómetros mais à frente, deixar toda a gente na estação da cidade.
Mais uns metros, e encontro o helicóptero de emergência, sempre pronto para num ápice, acudir aos acidentes graves.
Mais ao lado existe um aeródromo, onde um pequeno avião transporta os ultra-leves por um cabo de aço até eles tomarem altura para os largar. E durante uns minutos, sobrevoarem o vale que as gigantes montanhas são rainhas e senhoras. Aterrando na pista relvada, como se de enormes pássaros se tratassem.
Isto rodeado de campos onde as sementes já fazem brotar o alimento para bovinos, caprinos e galináceos. Não esquecendo nós os humanos, saciarem a fome, todo o ano.
Mais uns metros e vislumbro a barragem que abastece a cidade e criou um enorme e belíssimo lago.
Por fim a extraordinária beleza da Natureza!
O rio recebe os afluentes apinhados de peixes que saltam à vista.
Já estudamos todas as maneiras de os apanhar, mas a pesca é proibida. Como toda a caça e qualquer alteração do meio ambiente.
Rodeados de árvores protegidas por todos, já que a todos pertence. Muitas delas pela primeira vez que admiro.
 Os lagos abrigam toda a espécie de aves que encantam quem por cá passa.
Muitas delas, só as via, pela televisão.
E a ciclovia que se estende por oitenta e cinco quilómetros. Oferece o jogging para todas as idades e, é ver as bicicletas a circular por quilómetros sem fim.
Tudo isto com a floresta e a frescura do rio a acompanhar, quem usufrui deste paraíso.
Por último, temos a escarpa ingreme com o belíssimo castelo, ex-libris da cidade e, o expoente máximo dum local que ficará na minha memória.

sábado, 20 de maio de 2017

A Praia




O final do dia levou-nos à frescura do mar e, ao jantar bem perto das ondas que se faziam ouvir bem perto do restaurante. Paredes meias, com as barracas carcomidas pelo tempo, dos pescadores que ainda fazem do mar, o seu ganha-pão.
Duas horas, conversamos!
De sorrisos rasgados e olhares brilhantes. Saboreando um jantar, que nos iria tornar eternos.
Duas horas, estendemos os nossos desejos pela mesa farta e mostramos sem pejo, a nossa alegria em estar juntos.
A praia acolheu-nos já trocando beijos com sabor ao marisco e unimo-nos num abraço profundo, que fez inveja ao mar enrolando na areia.
A praia, foi o nosso estonteante momento.
A praia foi a oferenda das nossas brilhantes emoções.
A praia foi a testemunha da nossa estonteante paixão.
Por momentos, o silêncio imperou e o mar silenciou a sua batida na areia. Para não perturbar a pureza de uma entrega há tanto tempo adormecida.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A beleza do meu Fim de Semana






Perguntei ao meu filho ainda a viver os dezoito anos de mansinho.
- Então Duarte, que achaste de um fim-de-semana, que te vai fazer lembrar ao longo dos anos: Papa, tetra e Salvador?
Uma pausa longa e lá saiu a resposta.
- Pai a beleza do meu fim-de-semana, foi namorar, estou apaixonado!


domingo, 14 de maio de 2017

Fé Futebol e Eurofestival






Um país tão pequenino, do tamanho de um Berlim. Que fica mesmo no fim da terra, com o mar a fustigar-lhe e a devorar-lhe o que tanto custou conquistar. Num só dia, consegue abraçar três eventos de lourear!
Sua Santidade, beijou o solo de Camões. Numa apoteose que deixou os Portugueses agarrados à Fé, como se fosse a boia de salvação para todos os males.
 Beatificando os pobres pastorinhos. Em milagres que acreditemos divinos, deixando o nosso país, com a alegria de um povo acolhedor e hospitaleiro, como se um simples turista se tratasse. Deixando a mensagem de nos levar, no coração e nas orações domingueiras.
Mas o dia 13 de maio de 2017, que ficará na história do nosso país. Não se deixaria ficar por aqui!
Ainda o Santo Padre viajava pelos céus da Europa. Já meio país, elevava os braços na consagração da conquista do tetra benfiquista.
O futebol continuava encarnado e os miúdos já enganam os pais, na troca dos dorsais, pelo contagioso do vermelho que invadia o país.
E a enorme vitória no Eurofestival, de um barbudito que vive o que canta. Com uma paixão marcante. Vivendo cada letra como cada batida do seu coração. E estava-se marimbando para os votos que podia angariar. Juntou aos festejos Benfiquistas, os restantes Magriços, que ainda carpiam a raiva pelo ardor benfiquista.