quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sorrir



Necessito de algo novo!
Algo que me faça sorrir. Sorrir como um menino.
Sorrir, como quando tomava o meu mundo.
Vou conquistar!
Estou a arriscar tudo. No que me vai fazer sorrir.
Senão, perco a vontade de sorrir, como quando era miúdo!
Sorrir para a realidade, que se esconde nos sonhos das insónias sem horas.
Sorrir mesmo para as montanhas, que são testemunhas das minhas preces, que me percorrem as entranhas
Sorrir para mim próprio. Para me animar do ópio diário
Sorrir, mesmo sem sorrir. Para não perder essa vontade, que me elevou o espirito, quando tinha tantos sorrisos a rodear-me.
Sorrir!
É uma beleza infinita, que nos transforma o rosto e baloiça-nos a necessidade de amar.

domingo, 24 de setembro de 2017

Participar é Viver




Terminei o trabalho e fui procurar alegria, sem antes respirar o ar que por aqui abunda, como uma dádiva divina.
Aceitei um convite e parti para a aventura, de preparar umas brasas e alguém, confecionou um belo jantar.
Foram umas horas divertidas. Numa noite, que me ofereceu sentir, ainda o calor de um Verão, que não tarda, desaparece deixando saudade de recordar.
Tudo perfeito, num ambiente acolhedor. Fazendo-me lembrar, que por aqui sou mais bem recebido, do que dentro, das minhas quatro paredes.
Mais tarde, fomos dar um pé de dança e lá mais pessoas, se juntaram à dança. Numa mesa farta de bebidas, que despertaram alguma cobiça.
É especial, este convívio que se vai multiplicar.
Pouco falo Alemão, mas todos me compreendem, nas minhas expressões humorísticas.
Mistura-se Espanhol e Italiano. Línguas que por cá, abundam com facilidade em pessoas, que procuram a felicidade, de melhorar a qualidade das suas vidas.
E o tradutor dos Telemóveis, fazem dissipar as dúvidas de frases curiosas e um pouco íntimas.
A noite avançava, como as bebidas esgotavam. Mas o sumo e o red bull, ajudavam a saborear a vodka.
Por fim, o cansaço venceu a adrenalina, de conquistar meia freguesia, que enchia a disco de alegria.
Já estou a ficar velho para altas noitadas, mas por vezes deixar que o sol nasça. Torna tudo prefeito, numa noite para recordar
Vale o esforço, no final de uma semana, desgastante mas salutar.

sábado, 16 de setembro de 2017

Arrisquei Caminhar





Enquanto o tempo permite e a chuva desapareceu por umas horas, caminho da cidade até à porta.
A humidade assombra a calçada, com o povo a tentar fugir do que poderá vir, com passo apressado, fazendo pela vida, a sua normal rotina.
Na cidade recuperei um pouco do que perdi. E admirei um olhar, que já há algum tempo não me fazia bloquear.
Arrisquei caminhar, quarenta e cinco minutos pela mata.
Já faz parte do meu ritual semanal.
É majestoso, oferece-me algo tão simples, para limpar um pouco o meu destino.
E qual não foi o meu encanto, quando dou por mim a caminhar ladeado pelas encantadores flores silvestres, ainda a lutar pela já presente intempérie.
Nesse tempo, que cobria o céu de nuvens negras, avistei três pessoas.
Uma, caminhava apressado de guarda-chuva debaixo do braço, porque se tocasse a tempestade, nem o guarda-chuva o salvava.
Outro, parou ainda eu, vinha longe!
Fiquei curioso! Será que o homem não entende que chover pode ser a qualquer momento.
Ao cruzar-me com ele, deparei que o telemóvel era naquele instante, o mais importante do que qualquer tormento!
O outro, equipado dos pés à cabeça, pedalava velozmente para resguardar-se. Mas cumprimentou-me cordialmente.
E por fim, cheguei são e seco a casa!
Ainda tive tempo de recuperar um olhar que me fez imaginar, deixando que a imaginação saísse em palavras bem audíveis!
Mas, só a Natureza era testemunha e de certeza se ria do meu romantismo!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ou ela ou Eu!




Libertei-me de casa, farto de estar resguardado em quatro paredes.
Apanhei o autocarro das onze e vinte e quatro, levando-me à cidade.
Gastei uma pipa de massa, mas gozei com tanta graça.
Almocei, no turco de barba pomposa. Amável como sempre, esperando que eu desse ao dente.
Não consome álcool, mas vende para quem não passa sem uma bejeca, no seu botequim, a cheirar a nós moscada.
Fiquei farto de tanta carne e cebola, com molhos a babar-me os lábios.
Assisti à chegada dos ciclistas numa prova que já é o ex-líbris da cidade.
Possuíam bicicletas, mais caras do que o carocha que quero oferecer ao filho, para ganhar a vida pelas ruelas do Distrito.
Metade das ruas do centro, estavam impedidas ao trânsito por isso, passear e admirar este folclore de bicicletas a chegar com palmas dos familiares, era a gritaria citadina, que me retinha.
Somos turistas ao domingo e durante a semana, imigrantes amortalhados no trabalho.
Afoguei-me em despesas e por fim, jantei no restaurante da praça principal do império da valsa.
Eramos três pífaros e libertamos tantas gargalhadas que fizeram colocar no seu lugar, três garotos que não deixavam os pais jantar à vontade.
A primeira garrafa de tinto austríaco, pouco aqueceu a vontade de libertar o aperto que a ansiedade ameaça invernar.
Mas a segunda, de colheita de dois mil e dez, aqueceu os corações e levou os euros, que restavam da semana destinada.
Mas não levou a alegria.
O restaurante encheu-se de cantoria portuguesa, ouvindo-se tão perto os sorrisos dos presentes, que alguém ofereceu uma garrafa igual e o folclore misturou-se com a valsa. E as gargalhadas entoaram pelo espaço, com paredes de pedra maciça e o tecto talhado, com figuras míticas.
Mas a noite ainda era uma criança e numa esplanada tão perto da enorme montanha, tomou-se o café e ouviu-se musica latina.
Noite bem fresca e escura.
 As montanhas escondem a lua e os insectos que ainda resistem, fazem tudo para furar o calor do nosso entusiasmo.
Mas a nós nada nos pára!
Cantamos, dançamos, bebemos e namoriscamos!
Não tirávamos os olhos de turcas e húngaras. Austríacas e sérvias.
Loiras e morenas. Com véu, ou de tangas minúsculas.
Umas já de olhar conhecidos. Outras de curiosidade apetecida.
E a noite, acabou já as doze badaladas se extinguiam para lá das montanhas e só na minha caminha, ainda no meu cérebro reluzia: “ ou ela, ou eu?
E foi no que deu!

sábado, 9 de setembro de 2017

A vida é Feita......




A vida é construída, do Amor que libertamos.
 E libertamos imenso ao longo dos anos, para que corações bem perto, ou lá longe, sigam o chamamento dessa chama intensa e se juntem num fogo ardente, que ilumine a vida de quem tanto lutou por ele.
 Da Força que emanamos.
Nem imaginamos a força que possuímos, para fazer frente às barreiras diárias. Que por todos os meios, tentam impedir a nossa crença em conseguir os objetivos pretendidos.
Vamos buscar forças ao fundo da alma, para trazer à superfície, a glória que nos vai presentear, para o resto da vida que nos é destinada.
Força a cada dia, a cada hora. Para que o sono se estenda num descanso profundo e nos ofereça a leveza para enfrentar um novo dia.
E da Felicidade que procuramos.
Procuramos em cada buraco, em cada esquina. Em cada rosto, em cada gesto.
A felicidade está em toda a parte!
Encontra-la, é a nossa enorme vontade. Com ela seremos alegres, acolhedores, amigos e oferecidos.
A felicidade, não nos obriga a contar os dias para que volte o mais rápido possível.
Oferece-nos momentos!
E é com eles que fazemos a nossa história.
Oxalá que eles sejam imensos, com isso obtemos uma história vasta, que nos alegrará e a quem fizer parte da nossa vida.
Mesmo idosos, manteremos para sempre um sorriso de cachopos.