sábado, 28 de outubro de 2017

Nunca estamos Sozinhos




Nunca estamos sozinhos!
Porque procuramos sempre companhia.
A solidão só favorece quem praticamente, desaparece do mundo. Buscando aí o desaguar da nostalgia profunda.
Sozinho, é a certeza de nos afastarmos de todos. Talvez devido a dissabores profundos.
Sozinho, é o precoce abandono do que nos rodeia e fecha automaticamente a porta a aragens frescas, que sempre advêm com o partilhar do mundo, que nos rodeia.
Sozinho, é encerrar o cérebro e consequentemente, encerrar-nos no fundo do poço.
Podemos estar sozinhos por instantes, por dias infelizes, por semanas de meditação. Mas nunca, por nunca. Como o fim dos nossos dias.
Nunca estamos sozinhos!
Estamos simplesmente afastados, de alguma companhia.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Sinto-me feliz neste Cantinho




Adoro o que a Natureza me oferece! 
Tão fácil como abrir os olhos e inspirar a sua maravilha.
A Natureza, conjugada pelo conforto do homem, numa harmonia feliz. É a certeza de juntos, conseguirmos, repartir o bem-estar dos afortunados, sem molestar o que é de todos!
O lago é o espelho do encanto!
O sol, que teima em aquecer por mais alguns dias, o sorriso de quem tem o prazer de presenciar, toda esta paz e sossego. Só desaparece, quando se esconde para lá das enormes montanhas.
Sinto-me feliz neste cantinho, que descobri numa nesga do caminho.
Sinto-me feliz, por trabalhar imenso em alguns dias e depois recuperar do esforço, junto a este paraíso que me conforta.
As saudades são amenizadas pela Natureza, que me abre os caminhos, seguindo a direção das montanhas, para a disfrutar.

domingo, 22 de outubro de 2017

Como machos que nos Apelidamos





Iniciei a noite a deliciar uma mariscada
Já fazia tempo que a desejava
Era só escolher o marisco, sem mãos a medir
E o asiático mais magro que eu de lado, pousava-me o prato

Bem farto e a arrotar, bafos de molho apimentado
Dei um pulo, à discoteca do costume
Que loucura, eramos só dois e o resto rabos de saia
Afundei-me na pista, sentindo cabelos loiros, coçando-me as entranhas

Como machos que nos apelidamos
Homens de barba rija, surgiram de todos os cantos
Encheu-se a média pista, de pares ofegantes
Deu-se início ao bailado, que durou até, às tantas

Nisto apareceu alguém, que já me enlacei
Por instantes, fizemos de conta que não nos conhecíamos
Farto de jovens, a roçar-me, com idade da minha filha
Dei dois saltos e, fui buscar a Austriaca, numa noite de alegria
 

sábado, 21 de outubro de 2017

É Constante




Percorri a noite, em sonhos suaves.
A janela, a despontar a claridade das luzes da estrada, ofereciam-me sombras salpicadas, pela dimensão do quarto.
O meu cérebro, ordenava-as consoante a minha vontade. E desenhava corpos de uma beleza, que ainda se mantêm resguardados.
Estendi o corpo pelo leito, a sarar o cansaço.
Foi uma semana dura e mesclada de sensações agradáveis, que afastavam a rotina para longe, espalhando no meu rosto. Um sorriso, que perdurou dias a fio.
Pela manhã, levantei-me como novo.
Já a manhã era cantada pelas aves, que se mostram resistentes ao Inverno, que não tarda.
E o rebuliço dos locais, atarefados com o gado nas pastagens ainda verdes, pela graça divina, em manter o tempo agradável. Entoava as campainhas que enfeitam o pescoço, dos inúmeros animais, que dão um belo colorido aos extensos campos, sem fim à vista.
 Vou seguir a chama do sorriso, até de madrugada.
A noite por vezes promete emoções divertidas. E é constante eleger um rosto, para sentir a adrenalina em descobrir outras sensibilidades. Passando momentos, que só quando o dia nasce, se descobre que foram mais, do que simples coincidências.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Nenhum Deles




No rescaldo das dolorosas tragédias, só descortinei, passar a brasa para os governantes que elegemos!
Uns, que de lá saíram, sacudiram a água do capote e com desfaçatez, conseguem alvitrar balelas, com moções de coisa nenhuma. Tentando renegar a sua responsabilidade, dos tempos
que assumiram essas mesmas funções.
O Primeiro-ministro falou ao País!
Nada de mais disse, do que já habituados estamos, a sentimentos e condolências, para inglês assistir e o país resistir.
Seguiu-se o Presidente!
Com assombros de consciência pelas vítimas das dolorosas tragédias. Com fartotes de beijos e abraços, lançando o repto para que os Deputados, decidam o melhor para o nosso destino!
Mas uma certeza, confirmei!
Nenhum deles, desde o Presidente ao Primeiro.
Passando por Deputados e especialistas na matéria.
Nenhum deles!
Conseguiu prometer, que tudo iria fazer, para acabar com este terrorismo do diabo. Aberto em enormes labaredas, que reduz a cinzas, a vida de inocentes Portugueses.
Nenhum deles, anunciou sequer, tudo fazer, para enjaular os incendiários e deixar por terra os aviões dos mil milhões.
Nenhum deles, prometeu mobilizar os meios do País (força aérea, exército, reclusos, desempregados e mesmo o que resta do País), para que não volte a suceder tamanha dor, numa guerra que deixa sistematicamente, abrir sepulturas a cada Verão que nos assola.
É mesmo uma guerra!
A cada Verão estamos em guerra!
O terrorismo em forma do diabo, trepa pelas árvores da nossa floresta.
Causando tanto sofrimento. Imensa dor e, a cada ano que passa, esses terríveis sentimentos repartem-se de Norte a Sul, num suplicio sem fim há vista!
Temos que fazer, da nossa fraqueza a força. Para sermos nós a terminar com este autêntico terrorismo, que a cada Verão nos bate à porta!