quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Quem és tu afinal




A meio de te levar a casa parei o carro e olhei-te!
Ficaste um pouco admirada e num impulso, debruçaste-te sobre mim e beijaste-me.
Longos beijos que me arrepiaram.
Beijos carinhosos que me aliviaram.
Beijos maravilhosos que não tinham fim.
Saboreei-os como se fossem únicos e deixei
-me levar pelo teu fervor.
Que sensação única, de ter os teus beijos e o teu cabelo longo, roçando o meu pescoço.
Por fim senti-te!
 Depois de dias e dias deixado num recanto, esperando que o dia chegasse por fim.
Murmuras-te que os meus olhos eram de um menino e continuaste a beijar-me com um carinho desmedido.
Foram minutos intensos em beijos longos que me abriam os lábios.
Por fim, chegamos a tua casa!
Saíste apressada e num “ FICA BEM”, fugiste sem te ter vista.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Serei sempre o Padrinho





Hoje lembrei-me do meu afilhado!
Estava a meio do dia do meu trabalho e ao sair do enorme edifício onde esfolo o corpo, mas com um sorriso no rosto. Sentei-me no banco de madeira que rodeia o bar, curtindo o sol maravilhoso na pausa da bucha. Depois de trinchar duas sandes de presunto.
O sol, não derretia a neve da véspera. Caiu forte como uma tempestade e obrigou-me a enterrar as botas até aos joelhos e se não fosse o local onde trabalho abrigado, nem de casa saia.
Faz anos o petiz!
A última vez que o vi, tinha barba de homem rijo, mas não passa de um menino!
Prometo-lhe que nos vamos encontrar, mas fica sempre nas promessas e nem vejo o miúdo crescer e tornar-se um rapagão de barba feita.
Meto o capuz na cabeça para sossegar o calor do sol, não vá fazer mal a esta cabeça farta de divagações.
E volto a pensar no afilhado!
Será que sou um padrinho desejado? Ou simplesmente o escolhido, numa altura que era mesmo o indicado?
Deixemos isso para trás das costas e uma certeza é absoluta!
Ele sabe onde me encontrar. Eu sempre saberei, guardar-lhe um lugar!
O tempo voou, a hora chegou!
Despedi-me do sol e do dia belo e magnífico, para voltar ao meu ofício.
Mas levei o puto já crescido, no meu pensamento.
Parabéns Hugo!

sábado, 20 de janeiro de 2018

O Branco tão belo, que a noite escondia de Mim




De Segunda a Sexta, levantava-me ainda de noite e chegava já era noite.
Num turbilhão de subidas e descidas em trincheiras blindadas. De idas e voltas sem fim.
 Longas horas sem parança. E só, a pausa despertava, para o descanso merecido. E muitas vezes esquecido, dado o empenho no trabalho exercido.
Regressava de mochila ao ombro com cores garridas, para me lembrar dos miúdos bem distantes, quando os levava à escola soltando um beijo tão rápido, que quando abria os olhos, já os via bem junto à entrada da sala dizendo-me adeus pelas janela de madeira, carcomida pelo tempo.
 Hoje, levantei-me de noite e por fim cheguei, com dia. Depois de mais uma tarefa comprida, abrigado do frio, apesar de estar rodeado pelas enormes montanhas sem viva alma à vista.
 Abri as portas da varanda e vi?
O branco tão belo, que a noite escondia de mim!
Abri os olhos de alegria.
Como é maravilhoso regressar ao quente do lar e por momentos saborear esta beleza imaculada, que se estende por este país, que solta melodias infinitas. Idolatradas pelos séculos já calcorreados e irão se perlongar pelo caminhar do nosso destino.
Por fim agarro o meu fim-de-semana!
Necessito de descanso do que mais nada.
Apetece-me pisar a neve que já alcança uns bons vinte centímetros e enterrar as botas para sentir o frio na pele dorida pela semana, que só agora terminou!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Momento a Momento




Ofereceste-me o teu EU!
Não sei se ocasional, ou simplesmente porque era finalmente real.
Soltaste-te de uma forma surpreendente. Que me deixou feliz, enquanto durou a tua alegria ardente.
Acredito nos momentos!
São eles, a fonte da minha sede em viver. Porque refletem, a emoção que crio em mim e que transporto a quem me segue bem longe, a ansiedade de me ver, quando lhes apareço bem perto do seu nariz.
É maravilhoso aquele encontro!
Do nada, acontece o inexplicável.
Do pouco, surge o maravilhoso.
No tempo que estamos juntos, oferecemos o que juntos, desejamos.
Demais! Em tão pouco tempo, que ao acordar pensamos que o sonho tomou conta da nossa realidade.
Mas cada um, gere esse momento.
Cada um no seu canto, reflete nos acontecimentos ainda bem quentes e como o malmequer insinua, a vida não augura, bem-me-quer que perdure!
Dei por mim, de volta a casa. Depois de percorrer seis países.
Com neve a triturar o meu caminho.
Chuva intensa a, ensopar o meu destino.
Noite escura a, adormecer o meu tino.
Frio alpino a, enregelar o meu espirito.
Finalmente, reconheci o meu abrigo. Onde me receberam, pensando que regressava feliz.
E regressei! Por momentos.