sábado, 10 de fevereiro de 2018

O Du faz Anos




Quando parti, com uma mala na mão, fugindo ao destino entupido. Deixei-te amarrado ao teu olhar de menino, sem imaginar para onde ia.
Os anos foram passando e cada ano, era enorme. Para me oferecer uns dias na tua presença.
Hoje continuo longe. Sempre longe do teu aniversário!
Mas sabes, bem sabes! Que estou tão perto de ti, que nos divertimos com as nossas brincadeiras de dois enormes amigos e com os nossos segredos, de pai para filho.
Parabéns Duarte!
Hoje, ontem e para sempre.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tanta Beleza





Regressava a casa, depois de ir visitar uns amigos numas horas de alegria.
Trabalhamos com prazer, por entre duas ou três cervejas e duas buchas de pão salgado.
Depois, foi um regalo saborear o bacalhau português, com os condimentos típicos, deste país.
A noite foi de bailarico com mais três colegas do trabalho, que já fazem parte desta família, bem longe da que se encontra no nosso país.
No regresso, o sol ainda brilhava e, maravilho-me com a beleza deste país.
Estão menos dois graus, mas a luz do dia, reflete toda esta maravilha!
A Natureza é o esplendor, do que os meus olhos partilham e do que o meu corpo se delicia.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Quem és tu afinal




A meio de te levar a casa parei o carro e olhei-te!
Ficaste um pouco admirada e num impulso, debruçaste-te sobre mim e beijaste-me.
Longos beijos que me arrepiaram.
Beijos carinhosos que me aliviaram.
Beijos maravilhosos que não tinham fim.
Saboreei-os como se fossem únicos e deixei
-me levar pelo teu fervor.
Que sensação única, de ter os teus beijos e o teu cabelo longo, roçando o meu pescoço.
Por fim senti-te!
 Depois de dias e dias deixado num recanto, esperando que o dia chegasse por fim.
Murmuras-te que os meus olhos eram de um menino e continuaste a beijar-me com um carinho desmedido.
Foram minutos intensos em beijos longos que me abriam os lábios.
Por fim, chegamos a tua casa!
Saíste apressada e num “ FICA BEM”, fugiste sem te ter vista.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Serei sempre o Padrinho





Hoje lembrei-me do meu afilhado!
Estava a meio do dia do meu trabalho e ao sair do enorme edifício onde esfolo o corpo, mas com um sorriso no rosto. Sentei-me no banco de madeira que rodeia o bar, curtindo o sol maravilhoso na pausa da bucha. Depois de trinchar duas sandes de presunto.
O sol, não derretia a neve da véspera. Caiu forte como uma tempestade e obrigou-me a enterrar as botas até aos joelhos e se não fosse o local onde trabalho abrigado, nem de casa saia.
Faz anos o petiz!
A última vez que o vi, tinha barba de homem rijo, mas não passa de um menino!
Prometo-lhe que nos vamos encontrar, mas fica sempre nas promessas e nem vejo o miúdo crescer e tornar-se um rapagão de barba feita.
Meto o capuz na cabeça para sossegar o calor do sol, não vá fazer mal a esta cabeça farta de divagações.
E volto a pensar no afilhado!
Será que sou um padrinho desejado? Ou simplesmente o escolhido, numa altura que era mesmo o indicado?
Deixemos isso para trás das costas e uma certeza é absoluta!
Ele sabe onde me encontrar. Eu sempre saberei, guardar-lhe um lugar!
O tempo voou, a hora chegou!
Despedi-me do sol e do dia belo e magnífico, para voltar ao meu ofício.
Mas levei o puto já crescido, no meu pensamento.
Parabéns Hugo!