terça-feira, 3 de abril de 2018
O mar como Despedida
Antes de partir fui ver o mar!
Furioso, revoltado. Destruía o que lhe surgia no caminho.
Enrolava a areia na fúria das suas ondas e jogava-a como detritos apodrecidos, de encontro ao betão do paredão.
O céu, negro como as lareiras que ainda salpicavam vestígios da quadra pascal. Assistia à sua fúria com vontade de desafio.
Não tardou em soltar uma tempestade repentina. Surpreendendo os poucos mirones, mais parecendo esquimós escondidos em agasalhos que só se viam os olhos.
Por momentos o céu desafiou o mar!
Fúria com fúria, num cenário apocalíptico que felizmente durou poucos minutos.
Não tardou que o céu se abrisse num azul manchado. E as gaivotas, voltaram em busca do alimento, que de tão raro nestas alturas. As demandam para as povoações vizinhas.
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As Minhas Férias
domingo, 18 de março de 2018
Um ano por montanhas a libertar Melodias
Um ano por estas paragens!
Longe de todos e tão perto de mim!
Nem sempre assim foi. O desafio era tremendo
e a corda bamba estendia-se a céu aberto.
Esgravatava com as unhas o querer de singrar
contra tudo e uns dias depois, indicaram-me o meu caminho. Neste poiso abrigado
com as montanhas, a vigiar qualquer atentado às suas entranhas.
Um ano decorreu por entre elogios à nossa
frota e trabalho árduo. Que alicerçou obra.
Hora de comemorar!
O ambiente fantástico. Decorado com paletes
de madeira que lembravam o descarregar do material, para betonar as
trincheiras.
Ampla sala, com dezenas de pessoas mostrando
a alegria, de ter a noite por sua conta.
Mesas reservadas (também a nossa). Só assim, poderia,
me envolver neste clima.
E com todo este cenário, nada melhor que a
festa começar!
O homem da música, de voz rouca e a enganar
com a garrafa de água. Iniciou o reportório musical. E a um pedido meu, colocou
a minha banda preferida e abriu as hostes à gritaria.
Não tardou a merecer um drink e a cerveja foi
escolhida.
Veio a costelinha com batata a murro, num
molho apetitoso. Embrulhado em prata para conservar e aguentar o, farto-te da
costela.
Veio a cerveja que aliviava a cantoria e as
SMS enviadas, atenuavam um pouco o tremido de estar sozinho, embora acompanhado
pelos amigos.
Tiram-se fotos para recordar. Desenrolando-se
bate papos, de amores escondidos.
Acompanha-se o glorioso que joga bem perto da
minha terra e com a chegada dos golos, a alegria aumenta e um bocejar de alívio,
dá o mote para o descarregar da adrenalina.
A noite caminha com um rumo definido e o
Sábado é sempre o mote para aproximar bons destinos.
Abrigamo-nos no bar já com sorrisos
conhecidos e como o tempo resolveu correr todos da praça. Acotovelámo-nos uns
aos outros, ouvindo conversas em tantas línguas, que travou a minha, sempre
comprida.
E a noite se foi!
A cama foi o encontro final.
E que bem sabe, quando o dia só permite umas
horas do seu prazer.
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Longe mas Perto de Alguns
domingo, 11 de março de 2018
Isto é tão belo e Silencioso
Já sinto o chilrear da passarada!
Acordam-me ainda é tão cedo, que reviro-me na
cama para saborear mais umas horas. Das poucas, que todos os dias a deixo,
ainda o dia não nasceu.
A Primavera está tão perto que, a agitação da
Natureza é fantástica!
A neve derreteu num abrir e fechar de olhos.
Os campos estão prontos para as sementeiras.
Os animais por fim, voltam a saborear os
primeiros rebentos.
Saio para renovar os vícios da noite e encho
os pulmões, da pureza que me rodeia.
O corpo manifesta-se embrulhado nos
agasalhos, porque o clima ainda é tremelicante.
E dou a minha passeata, até que o frio me
obrigue a dar meia volta.
Ao sair de casa, dou com a polícia de radar
na mão, esperando que os mais distraídos, ultrapassem a velocidade
estabelecida.
Escondem-se no barranco que conduz à minha
casa e quando os desafortunados automobilistas se apercebem, já é tarde para
desculpas.
Dois catraios brincam numa alegria
desenfreada e embalados pela trotinete e pelos patins. Percorrem o espaço da
sua casa, só parando na berma da estrada.
Saúdam-me alegremente com os rostos
avermelhados e voltam a serpentear os canteiros da bela vivenda.
Já perto de casa, paro um pouco no regato que
seca pelo Verão e lanço uma folha ainda húmida pelo tempo que faz.
Vejo-a
a boiar pelo que a vista alcança, rumo ao braço de rio que nasce nas montanhas
gigantes e vai de encontro ao caudal enorme, que rasga a cidade ao meio. Vindo
já de países distantes.
É hora de mais um café e como já sinto a
balburdia da casa a despertar a rotina diária, vou preparar o almoço com gosto.
Isto é tão belo e
silencioso, que a Paz que tanta gente procura, está plantada neste paraíso!
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Nunca digas o que não penso no Momento
Adoro conversar com as pessoas!
Digo-lhe a minha intenção: Conhecer, conversar, passar
umas horas alegres.
As pessoas concordam.
Os dias passam e tagarelamos, fundamentalmente do dia-a-dia.
E comunico quando volto para o café da praxe, que envolve sempre o cara a cara.
Vivem o momento da minha chegada. Eu vivo o momento de
as conhecer
Tão simples em adultos livres.
Por fim, Chego.
Não conseguem arranjar umas horas longe da própria
rotina.
Imaginam cenários, ocupações e aniversários que as retêm,
nas noites que deviam ser os nossos encontros.
Por vezes querem tudo em pouco tempo. E quando acordam,
apercebem-se que se deixaram ir longe demais e há que inverter a situação. Voltando-se
a enfiar, na rotina diária que as amordaça.
Quando regresso, parece que têm tempo para tudo!
E esperam sempre, que as liberte um pouco da rotina
que não são capazes de se libertar.
Por isso já não vivo de manifestações de encontros.
Quando conheço alguém por aqui. Vivo como se de um
encontro se tratasse e como é diferente, as pessoas, absorverem esses momentos.
Libertam-se um pouco da mordaça que vivem, mesmo que
seja, um mini conto de fadas.
É o momento!
Sei que no dia seguinte nada será igual.
Mas valeu aquele bocadinho.
Deixei de encontros só ao pé da porta. Quando a minha
está, tão longe da sua.
Por isso nada quero saber. E nem admito que alguém
perturbe o meu estado, quando me tinha bem perto de um abraço.
E sim, por aqui, oferecer o rosário das suas vidas.
Por isso vivo cada pessoa à minha maneira!
São os meus momentos.
Que por vezes tão simples, que em alguns casos viram
maravilhosos.
Tomo um banho e preparo-me para ir jantar e depois
curtir a noite à minha maneira. Não à maneira que me possam impor.
Vivo na simplicidade de um gesto, de um olhar, de um
bom jantar, de um bom dia de trabalho.
Dou tudo por isso! E não admito, que ninguém me altere
isso.
Já vivi algo de muito!
Agora quero viver, o que me passam proporcionar
Nada exijo. Nada peço!
Acredito que a vida tem pessoas que pensam como eu. E
se as encontrar serão momentos maravilhosos.
Houve momentos longos, ou curtos. Que me arrepiei com
um sorriso, um olhar!
Já me senti o homem mais feliz no corpo de alguém.
Já me deliciei com ambientes de família que nunca tive.
Já me senti feliz, sentindo que quem estava comigo, me
considerava verdadeiro amigo.
Portanto. Nunca digas o que não penso no momento!
Porque te direi, o que te faria se estivesses por
perto.
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Os Domingos da Minha Vida
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Chegaste de Corpo e Alma
Sonhei contigo, sonhaste comigo!
Sonhamos os dois, por entre sorrisos.
Sonhei para me acalmar. Sonhei para me relaxar.
Sonhei para me excitar. Sonhei para me sentir feliz.
A noite voou e o sino tocou!
Acordei desejoso de um café e percorri os poucos quilómetros
até ao estaleiro, onde trabalho feliz.
O dia correu, por entre pausas comuns e obrigações normais,
que preenchem o dia, num carril sem oscilações.
Senti um carinho pelo dia fora, apesar dos graus
negativos fora das quatro paredes que me abrigam.
Anunciam tempo agreste e só o quente do leito e a
chama ardente da mente, me fazem voar pelos momentos que agrupo no peito.
Por isso chegaste de corpo e alma, fim-de-semana!
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Longe mas perto de Mim
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