sábado, 23 de junho de 2018
Os sonhos regados e o coração Refrescado
Mandei uma mensagem, pelo pombo correio da vizinha. Bem resguardada e amarrada. Dizendo, que não desejo morrer sem te conhecer!
O morrer é da ansiedade!
Que transforma os minutos em horas e as horas, em infinitos dias.
Já findo os dias, numa cadeira de praia a olhar o infinito.
E mandei a mensagem com uma escrita desenhada. Onde sobressaía, no início de cada frase, a letra em maiúscula, digna de estandarte.
A mensagem descrevia tão simples e tão emotiva, a única vez que trocamos palavras, onde descrevemos a nossa tarde. Tão longe e tão perto que sentíamos o nosso olhar, preso na desejosa descoberta.
Jardim piscina. Lanche piscina. Bebida exótica e um balde de pipocas.
Tremoços, amendoins. Por entre frases minhas que elevou a adrenalina, num dia de autêntica canícula.
A conversa deu para a risota, num ambiente de bola cá, bola lá. E só um mergulho num fôlego sem fim, acalmou a febre de eu estar longe.
Pelo meio, soube-se os gostos de cada um.
E a dúvida era só na cor do vinho. Porque camarões da costa, é ver quem os encosta à mesa.
Por fim um voltou ao jantar de fim de semana
E ela ficou a terminar de cortar a relva.
Jurou-se, se existir empatia, lutaremos pelo nosso destino.
O banho do final do dia, que nos levará para a noite de cada um. Mantém os sonhos regados e o coração refrescado!
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Longe mas perto de Alguém
domingo, 17 de junho de 2018
A distãncia que me Separa
Deitei-me no passadiço e olhei o céu!
A distância, que me separa da entrada do céu,
azul celeste salpicado de nuvens brancas. É igual, à que me separa de casa.
São muitos quilómetros para me levar à
entrada do céu e à chegada a casa.
Se entrar no céu, serei um anjo ancorado, esperando que alguma alma terrestre, solicite a minha proteção.
Se entrar no céu, serei um anjo ancorado, esperando que alguma alma terrestre, solicite a minha proteção.
Se chegar a casa, serei a alegria dos miúdos.
Que brincam comigo, como crianças mimadas e eu, um adolescente entusiasmado.
Vou chegar a casa!
O céu espera pela
minha chegada.
Tenho todo o tempo do
mundo, para ir lá ter.
Preciso primeiro, de
vê-los continuar a crescer.
Sozinhos, podem
escorregar no seu caminho!
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 10 de junho de 2018
Sem pinturas
Estendi a toalha, na relva aparada. Esticando o corpo, para o mesclar com o sol dourado.
Nisto uma nuvem negra, surge do cimo da montanha e descarrega um lençol de água.
Abrigo-me no alpendre das casas de banho e cinco minutos depois, o sol surge. Levando que todos nós, voltassemos para os mesmos lugares. Agora com a relva encharcada.
Mergulho meia dúzia de vezes, com os peixes tão próximos.
Um pouco ao longe, alguém montou umas tendas índias, dando um colorido selvagem em redor do lago tão sossegado.
De lá surgiu a jovem sem pinturas, nem gravuras. Quase tão nua como a imaginação a via.
Afinal sempre existem sereias fora de água!
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Os Domingos da Minha Vida
Estou na Lua!
Os meus olhos sossegam, admirando a Natureza e tudo o que ela me oferece. Tão perto de casa e bem junto ao meu equilíbrio emocional.
Recuperam a cor original e libertam-se das
impurezas diárias, que os ferem sem piedade.
Recupero a visão de miúdo e brilham com a
beleza do que me rodeia, o brotar da vida todos os dias!
O meu corpo recupera neste local. Onde alguém
montou um bar e algumas atividades de lazer, para que quem cá relaxa, não viva
só de banhar-se no lago.
Oferece-te a custo de nada. Vólei em areia
tratada, espreguiçadeiras para curar as noitadas, pranchas para suavizares nas
águas calmas do lago e olhares escondidos, estendidos nas toalhas coloridas!
O meu cérebro flutua com os pensamentos lá
embrenhados.
Deixo-o vaguear pelos trilhos frescos, neste
dia bem quente e o céu azul transforma-se em imagens recentes, de momentos
maravilhosos. Onde o saciar das emoções, era o auge do acreditar que tudo é possível.
E as horas voam como as aves atarefadas no
adorno dos ninhos para que nada falta à futura ninhada.
Será que estou na lua?
Só posso!
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 20 de maio de 2018
Tens que me olhar, me Ouvir....
Por vezes sentimos, sem ver e sem ouvir!
Algo nos diz que sentimos. Algo nos faz
sonhar acordado, com a felicidade mesmo ainda ancorada.
Algo acompanha os nossos dias.
E hora a hora. Surge uma imagem, uma frase,
que ficou na retina.
Nas entrelinhas de desabafos espontâneos,
lemos emoções desejadas.
No apogeu da alegria demonstrada, as palavras
soltam-se numa risada.
A nossa vida inicia uma partilha, ainda mesmo
num embrião microscópio, mas já a raiar vida.
Olhamos as fotos escondidas.
São essas, que nos alicia a descobrir, a
capacidade em conhecer, o que nos pode escapar.
Os dias seguem o destino de cada um.
As noites reservam os sonhos, que a nossa
mente registou.
Sentimo-nos tão presentes que as tarefas diárias,
por vezes, agrupam a partilha como se a nossa presença, já fizesse parte da mobília.
E ainda nem nos olhamos e nem nos ouvimos!
A vida é uma incerteza, tudo é possível!
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Os Domingos da Minha Vida
sábado, 19 de maio de 2018
Ficarei eternamente Grata
Sonhei que caminhavamos pela areia macia!
Eu ia à frente, para que o
teu pé entrasse na minha pegada.
Caminhamos largos minutos,
olhava para trás e sentia o teu sorriso. Enquanto ficavas especada, a
dois passos de mim.
Mandavas-me continuar, para
que o mar não destruísse o meu caminho.
E eu comecei a encurtar a
distância, para sentir-te perto de mim.
Nisto, o silêncio imperou e
até o mar amainou. Olhei para trás e contei vinte e duas pegadas intactas.
Estavas parada, olhando a distância
que nos separava.
Avanças-te um passo e eu,
fiz o mesmo!
Cada passo, calcando o molde
deixado e dedo com dedo, sem molestar o passo dado!
Tu, facilmente entravas na
minha pegada, já que tinhas pés de Cinderela.
Ficamos por fim tão juntos,
que sentia o teu cabelo enxugando o suor da minha face.
Abracei-te ainda dentro do
meu passo e tu envolveste-me, com o teu sorriso tão iluminado, que ofuscou o
brilho do sol, estampado no mar pasmado.
Beijamo-nos pela força do
nosso desejo e por minutos, deixamos que o mar soltasse a onda, que nos
encharcou a ganga.
Conquista-me!
Se o fizeres, ficarei
eternamente grata.
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Longe mas perto de Alguém
quinta-feira, 10 de maio de 2018
As minhas Noites
Adoro as minhas noites!
Noites, com um início ajardinado e um
grelhado salpicado de essências naturais.
Regado com molhos tradicionais e aliviado com
uns copos de maduro português, que ainda descubro pelas prateleiras das grandes
superfícies, que invadem dois países fronteiriços.
Noites tão simples, que elevam a beleza do
meu bem-estar.
Mais tarde saio com amigos, vamos ao bar
jogar setas e descobrir as setas que se sentam ao balcão, cuscando os recém chegados,
na esperança de dois dedos de conversa.
Ganho às setas e festejo com algum entusiasmo.
O ambiente é acolhedor e familiar. As horas
passam, mas a noite ainda reserva maravilhas. Por isso despeço-me de alguns e
corro para encontrar algo que me encha as medidas.
Entro na barafunda da música!
Os jovens divertem-se e os menos jovens,
aguardam sentados que algo surja na noite que promete.
O meu romantismo vem ao de cima, quando os
meus olhos encontram mais adrenalina.
Obrigou-me a tentar conquistar e até a
exibir-me levemente.
Primeiro discreto. Depois um pouco direto.
Por fim tao perto, que me alegrou
maravilhosamente!
Só isso desejei. Só isso consegui!
Ficamos a dois metros na pista.
Aproximei-me, ela percebeu.
Mais um pouco, ela entendeu.
Ficamos a um metro um do outro.
Ficou meia de lado, para não me enfrentar. Eu
insisti!
Então ficamos frente a frente. Tão perto, que
descobri um sinal minúsculo, que possuía no rosto e o seu olhar deixou-me petrificado.
Nisto vi-me rodeado de loucos de copos vazios,
que obrigaram-nos a separar.
Fiquei furioso e de um salto estava no
palanque a dançar como um louco.
Apeteceu-me voar para cima daquele molho de
humanos meio despidos.
Voltei para a mesa e ela estava bem perto.
Ofereceu-me um sorriso, que ainda hoje, o devo ter estampado no olhar.
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