domingo, 8 de julho de 2018
Uma tarde na varanda
Uma tarde na varanda!
Tempo ameno e rodeado de pura Natureza.
As aves, deambulam na procura de comida e os filhotes batalham, em quem tem mais pescoço, para chegar ao bico da progenitora.
É tudo colorido!
É a maravilhosa beleza, numa sucessão de cores, até onde a vista alcança.
Árvores carregadas de frutos. Oferecidos de bandeja, às aves que sem predadores multiplicam-se, a cada minuto.
Cabeças de gado às centenas. Cada criador com sua cor!
Pretos, amarelos, malhados e salpicados de cores garridas.Tão asseados e de sineta ao pescoço, num zumbido que por vezes martiriza.
O sol deu um pouco de cor ao meu corpo, martirizado pelas escaramuças da labuta.
Ouvi música, escrevi uns sarrabiscos.
Devorei frutos secos, bebi um lambrusco italiano, que ainda faz, da noite dia.
Vi constantemente um rosto, que me penteia o couro cabeludo.
Está a devolver- me emoções, que já imaginava distantes. E o meu corpo treme de algum espanto.
Agora a noite tomou conta de mim. E não desejo sair daqui!
domingo, 1 de julho de 2018
Desejo que o dia não Termine
Foi uma noite de sentimentos tão contraditórios,
que me ofuscou o estado de espirito!
O fim de tarde prometia uma algazarra de emoções.
E juntei-me a tanta comida, que foi preciso empurra-la com um garrafão!
Gente de várias línguas, mas com o mesmo
apetite e a mesma sede em viver loucas emoções, regadas ainda a carne, era
lançada para o assador.
Depois de uma manhã de trabalho iniciada bem
cedo, que meio mundo ainda estava a saborear o primeiro sono. Parti para uma
noite, que esperava maravilhosa e saborosa.
A vida é feita de emoções, sejam elas agradáveis
ou simplesmente viradas para o lado que não queríamos. Por isso, essa mesma
vida, tem o condão de agradar sempre a uma parte. Deixando a outra, com a
esperança de mais cedo ou mais tarde se inclinar para o nosso lado. Já aconteceu
e vai voltar a suceder!
Passado o momento de ofuscar a euforia
inicial, fui sentir a multidão em mais uma festa que é apanágio no verão!
A alegria e a barafunda espevitou-me e só de
lá saí, quando o cansaço, tomou conta de mim.
Atirei-me para a cama como um garoto cansadíssimo
de um dia de correrias. E já a manhã ia mais alta, do que a janela do primeiro
andar. É que descerrei o olho esquerdo, para sentir o dia.
Estou, naquele momento que
desejo que o dia não termine, porque me oferece uma paz tão leve e tao
profunda.
É assim que me sinto bem! É
assim que construo, o meu dia-a-dia.
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Os Domingos da Minha Vida
Seis Letras
Penso em ti, que te trago ao peito.
Como um símbolo estampado, que já me
acompanha equipado.
Falo
alto o teu nome, para que fique decifrado nas paredes do meu quarto.
Assim leio-te dormindo e acordado!
Cada palavra, representa a esperança de a
cada dia, ter, a força necessária de o vencer amparado.
E são seis para toda a semana.
Acordo
a meio da noite e sinto o teu rosto colado ao meu!
Tão juntos, que nem uma palavra posso prenunciar.
Só os meus lábios colados aos teus, falam em
beijos suaves, depois de uma noite ancorado, ao teu corpo bronzeado.
E falam, falam! Até ficarmos com os lábios encorricados.
É tão belo pensar em ti!
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 24 de junho de 2018
Parabéns aos Dois
São dois, que hoje vivem o dia de forma bem diferente.
Quis o destino, juntar neste dia, duas gerações tão
distintas!
Avô e neta.
Hoje separados por muitas metas, vão cada um,
descobrindo o seu caminho.
Acredito, que cada um deles, já colocou o cadeado da
sorte, em qualquer ponte que atravessasse.
E, do desejo expresso, brotou a certeza de iluminar os
seus caminhos.
Um, já atravessou pontes. Que se as juntar, o levaria
à outra parte do mundo.
Setenta e nove anos. Os últimos bem chatos de aturar!
A jovem encontra-se no meio dela!
A certeza de a ultrapassar em passo firme, está
dar-lhe a segurança para continuar a descobrir mais e mais. E de ponte em ponte,
tem na mão o destino do seu caminho!
Parabéns Barbara e pai Diogo!
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A Minha Familia
sábado, 23 de junho de 2018
Os sonhos regados e o coração Refrescado
Mandei uma mensagem, pelo pombo correio da vizinha. Bem resguardada e amarrada. Dizendo, que não desejo morrer sem te conhecer!
O morrer é da ansiedade!
Que transforma os minutos em horas e as horas, em infinitos dias.
Já findo os dias, numa cadeira de praia a olhar o infinito.
E mandei a mensagem com uma escrita desenhada. Onde sobressaía, no início de cada frase, a letra em maiúscula, digna de estandarte.
A mensagem descrevia tão simples e tão emotiva, a única vez que trocamos palavras, onde descrevemos a nossa tarde. Tão longe e tão perto que sentíamos o nosso olhar, preso na desejosa descoberta.
Jardim piscina. Lanche piscina. Bebida exótica e um balde de pipocas.
Tremoços, amendoins. Por entre frases minhas que elevou a adrenalina, num dia de autêntica canícula.
A conversa deu para a risota, num ambiente de bola cá, bola lá. E só um mergulho num fôlego sem fim, acalmou a febre de eu estar longe.
Pelo meio, soube-se os gostos de cada um.
E a dúvida era só na cor do vinho. Porque camarões da costa, é ver quem os encosta à mesa.
Por fim um voltou ao jantar de fim de semana
E ela ficou a terminar de cortar a relva.
Jurou-se, se existir empatia, lutaremos pelo nosso destino.
O banho do final do dia, que nos levará para a noite de cada um. Mantém os sonhos regados e o coração refrescado!
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Longe mas perto de Alguém
domingo, 17 de junho de 2018
A distãncia que me Separa
Deitei-me no passadiço e olhei o céu!
A distância, que me separa da entrada do céu,
azul celeste salpicado de nuvens brancas. É igual, à que me separa de casa.
São muitos quilómetros para me levar à
entrada do céu e à chegada a casa.
Se entrar no céu, serei um anjo ancorado, esperando que alguma alma terrestre, solicite a minha proteção.
Se entrar no céu, serei um anjo ancorado, esperando que alguma alma terrestre, solicite a minha proteção.
Se chegar a casa, serei a alegria dos miúdos.
Que brincam comigo, como crianças mimadas e eu, um adolescente entusiasmado.
Vou chegar a casa!
O céu espera pela
minha chegada.
Tenho todo o tempo do
mundo, para ir lá ter.
Preciso primeiro, de
vê-los continuar a crescer.
Sozinhos, podem
escorregar no seu caminho!
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 10 de junho de 2018
Sem pinturas
Estendi a toalha, na relva aparada. Esticando o corpo, para o mesclar com o sol dourado.
Nisto uma nuvem negra, surge do cimo da montanha e descarrega um lençol de água.
Abrigo-me no alpendre das casas de banho e cinco minutos depois, o sol surge. Levando que todos nós, voltassemos para os mesmos lugares. Agora com a relva encharcada.
Mergulho meia dúzia de vezes, com os peixes tão próximos.
Um pouco ao longe, alguém montou umas tendas índias, dando um colorido selvagem em redor do lago tão sossegado.
De lá surgiu a jovem sem pinturas, nem gravuras. Quase tão nua como a imaginação a via.
Afinal sempre existem sereias fora de água!
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