sábado, 20 de outubro de 2018

É dentro desse tempo Estipulado


O fim de semana é tão aguardado, como o dia de regressar, por uns dias maravilhosos.
Sorrio para o teto branco, enquanto relaxo este corpo martirizado.
São semanas estafantes e ao mesmo tempo gratificantes.
Semanas de exigência máxima e concentração rápida. Para que o trabalho ganhe a forma, como é exigido pelo cliente.
O tempo é infelizmente dinheiro!
É dentro desse tempo estipulado, que o lucro é repartido pelo empregador e empregado.
É dentro desse tempo estipulado, que o stress assume contornos inimagináveis, quando por momentos, sinto o controle das inúmeras tarefas, fugir-me das próprias mãos.
É dentro desse tempo estipulado, que por momentos rejubilo com o trabalho de um dia. Mas logo, entro em transe, porque de novo volto a ter que executar, o que no dia seguinte terá que sair perfeito!
É dentro desse tempo estipulado, que o que me resta do meu tempo. É baloiçado em noites claras. Ou melhor, fartas de sombras, que espelham a incerteza do 'será que me esqueci de algo? "
É dentro desse tempo estipulado, que felizmente surge os fins de semana tão aguardados.



domingo, 14 de outubro de 2018

Flores sem Fim


Caminhamos juntos ao longo de horas, que fizeram nascer um jardim sem fim.
Com flores perfeitas. Salpicadas de finíssimos fios de ouro, que queimavam as ervas daninhas teimosas. Brotando nos cantos de difícil acesso.
Agora estamos longe um do outro.
Mas como a distância, só afugenta os desprovidos de amor.
O meu coração de tanto bater, ao recordar os maravilhosos momentos que já passamos. De um salto, está junto ao dela.
E entrelaçados bombeiam a paixão, que ainda brota do nosso jardim.

domingo, 23 de setembro de 2018

Falo com as Montanhas


O Domingo despede-se no negro frio da noite. Que se apodera do silêncio bem evidente, para lá da porta da varanda.
Cedo senti-o ainda no conforto da cama.
Também cedo me levantei, sem ser um fantasma.
A minha vida é baseada em: deitar-me derreado pelo cansaço e levantar cedo obrigado!
Uma obrigação satisfatória num rosário diário já com dedicatória.
Como cedo me levantei. Acredito com as galinhas da vizinha.
Cedo dei de caras com o que me rodeava.
E como estou rodeado de montanhas. Uma fortaleza expugnavel.
Dou por vezes admirado, falando com elas de cabeça bem levantada.
Tão levantada que para ver o seu fim, vejo também o céu já coberto de nuvens semi negras, anunciando o tempo frio, não tarda
nada.
Reparto com elas os meus segredos, os meus anseios, as minhas indefinições!
E como por encanto, sinto os seus conselhos através de figuras desenhadas nas nuvens que se cruzam com elas.
E no libertar da humidade da noite. Que a caminho do céu, enviam-me sinais mesclados de letras que decifro, dentro do que sinto no momento.
Assim, seguindo esse enorme anjo da guarda. Tomo decisões que nem à almofada por vezes sigo o que me aconselha.
Do frio e chuva irritante da manhã.
Pelo início da tarde, o sol brilhou num calor querido. Que acredito, as montanhas embrenharam-se para afastar as nuvens desagradáveis, para que o sol aquece-se ainda mais, o meu coração grato!



sábado, 22 de setembro de 2018

Uma Semana


Uma semana de intensidade.
De responsabilidade.
De capacidade!
Uma semana que encurtou o tempo da saudade.
Da ansiedade.
Da vontade!
Uma semana que deixou bem vincado a camaradagem.
A amizade.
A realidade!
Uma semana que me ofereceu a beleza da Natureza.
O brilho do sol
O ar puro da montanha!
Uma semana de oferendas amorosas.
De desejos maravilhosos.
De momentos recentes que me consolam!
Uma semana de bacalhau vindo da terra.
Do nascimento da filha de quem foi à terra.
Da partida do Madeira e da lembrança do barriga d'erva!

domingo, 16 de setembro de 2018

Necessito desta Tranquilidade


Caminhei sem tempo nem destino.
Deixei-me levar pelo trilho, num silêncio tão intimo, que se assemelhava a um lugar de oração.
A Natureza é um paraíso divino.
Estilhaçava as últimas folhas caídas como sinalizando, a minha presença nesses trilhos de animais noturnos.
Dei voltas e mais voltas, acabando por dar de caras com o lago. Que tanto refrescou a minha ânsia, em que chegasse a hora de volver uns dias, ao toque indiscritivo.
Agora o tempo está mais fresco.
Já não agrupa pessoas que salpicavam o verde em redor do lago, de cores garridas tipo arraial minhoto.
O verde voltou a circular o lago e as poucas pessoas que o frequentava. Encolhiam-se nos locais onde o sol, ainda aquece o corpo para o bronze.
Tirei uma soneca de alguns minutos de barriga para o ar, estendido no pontal de madeira. Chapinhando os pés na água já fria e claro, pouco convidativa.
Necessito desta tranquilidade para equilibrar o pensamento.
Só assim, levo a semana com o prazer e a alegria obrigatória.
Esperando que os dias se movam, para voltar ao descanso longe do quotidiano. Mas tão perto, de um abraço bem apertado!
O Domingo já se vai no barulho agora sim, das árvores incomodadas pelo vento.
Volto pelo mesmo trilho iniciado.
Pelo caminho apanho uma fruta e acalmo o apetite, ainda um pouco longe de casa.

sábado, 15 de setembro de 2018

Pelo negro da Montanha


Noite ainda de Verão!
Fresca e encantada.
Com os seus segredos noturnos, embrenhados no vasto arvoredo, estendendo-se pelas infinitas montanhas e só deixando uma nesga, por onde o rio barrento, corre como o tempo.
Mas tão negra, pelo negro montanhoso.
Que amedronta quem tentar penetrar onde deambula os fantasmas ancestrais, que em longas gerações, surgem para reivindicar o seu lugar.
Procuro a luz, ainda longe da cidade.
Para me guiar até lá e ressuscitar a vontade de me divertir um bom bocado.
Reencontro velhos conhecidos de idiomas dificilmente traduzidos, já que a língua não se solta, enrola. Pelo álcool que assola.
A música solta-se como o burburinho das pessoas e envolve-me a nostalgia, de ainda recente viver, tudo tão presente.
Só aí, sinto o dia, que me proporcionou a tarde.
Repleta de saudade e de recordações.
Soltei sorrisos felizes por sentir momentos divinos.
Mesmo longe, estou tão perto do paraíso!

domingo, 9 de setembro de 2018

Um grito


O Verão lança o seu grito de raiva para se manter à tona, quando sente que poucos dias faltam, para se afastar largos meses do aconchego de todos nós.
Um grito bravíssimo!
Um grito quente. Um grito ardente!
Um grito refrescante. Um grito armonioso!
Um grito já saudoso de momentos bem recentes.
Resta-me partilhar, o dia que me oferece.
Grito com ele no emaranhado da floresta, num cruzamento de sons que ressuscitam a humidade da véspera, onde a chuva fez a festa.
Grito com ele, até que a água do lago se enfurece. Enrolando-se em ondas gigantes, pasmando os presentes estendidos na relva. Saboreando os últimos delírios solares.
Uma semana passou, desde que regressei.
Uma semana dura e longa.
Uma semana que nem deixou recordar a ternura que me envolveu, tão perto da perfeição, nas férias da confirmação.
Uma semana que anuncia outras tantas, até que de novo renasce a esperança, de voltar .
Uma semana onde prevaleceu a nossa crença em continuarmos unidos na certeza de vencermos os desafios.
Mas é tão duro estar tão perto do fascínio e agora tão longe de um carinho.

domingo, 2 de setembro de 2018

Ofereci o que me Sobra


Voltei e encontrei a Natureza como a deixei.
O tempo arrefece e o vento aparece.
Como tenho o coração farto de amor, abri-o e ofereci um pouco desse amor, para que as montanhas o abrace no seu cume.
Vão tenho a certeza, perpetuar esse aroma maravilhoso, para que as gerações vindouras, escalem o seu rasto. E na descida vertiginosa, os seus corpos vão voar. Possuídos pelas asas desse amor.
Será pelos tempos, um local de romaria. Onde o povo subirá sofregamente, na procura da essência lá encrustada. Voltando com o coração mesclado de um amor, à tanto tempo lá perpetuado.

sábado, 1 de setembro de 2018

As Idas e Vindas


A história repete-se em voos, de idas e vindas.
Sentimentos opostos, ansiedade sempre presente.
Partimos depois de meses enjaulados, num ritual amestrado.
Casa trabalho, trabalho casa.
Pelo meio, umas fugas para aliviar o stress e caminhadas pela beleza da Natureza. Mesmo coberta de branco e a zumbir ventos agrestes.
Contam-se os dias.
Somam-se as horas de trabalho e com o pé de meia em Portugal, sobram uns trocos para engordar o abdómen.
Chegamos felizes com a diferença horária, abraçados ao que nos espera.
Desta vez, um mar de emoções.
Onde nem a força da rebentação, conseguiu apagar os corações desenhados nas rochas.
Vivemos os dias, como se o mundo terminasse logo a seguir, a cada juntar de corpos.
 E acordamos felizes, por sabermos que o mundo, nos deu a alegria, de saborear o resto dos dias que ganhamos ainda longe. Como se fosse uma lotaria.
Mas chega o dia!
O dia D, do regresso.
A última noite é o somar do que conquistamos!
Desta vez, foi o apogeu da felicidade. Misturada com a alegria da rapaziada.
O dia nasce e nasce o formigueiro no estômago, que não deixa a digestão ser suave.
As horas avançam, como o afastamento já sentido, das pessoas queridas.
E partimos de encontro ao aeroporto, que uns dias antes, libertou tantos sorrisos.
Hoje os sorrisos, nem amarelos foram!
O olhar permanece nostálgico, sentindo o avião a cada minuto que passa. Afastar-me do encanto.
Vou aterrar no aeroporto já conhecido.
Vou passar as barreiras de segurança, sem ter apertado o cinto.
Vou......Esperar pelo caminhar dos dias.
Uma certeza tenho: Nasci para amar!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Ainda serei mais Feliz


Ainda te sinto!
Foi tão intenso, tanto tempo. Imensas sensações!
Estás a respirar o teu fim!
Ainda me oferecerás loucos momentos. Começando por não ouvir ainda de noite, a sineta rabugenta.
Abris-te as portas, do sorriso permanente.
Alargas-te os meus horizontes, à imaginação pura e tao evidente. De quem se chegou ao meu corpo, agora sim, relaxado e esfomeado.
Ainda tenho uns dias!
O tempo refrescou os caminhos, que me levam sempre, para o mesmo destino.
Limpou o pó, que ameaçava esconder o meu espólio. De dias intensos, numas férias desejadas e ornamentadas.
Agora já refeito das emoções constantes em dias tão quentes, como o pensamento.
Viro-me já para a mala, para a encher de esperança.
Ainda está meia cheia!
Ainda me sobram umas luas, para confortar ainda mais os sorrisos. Que irão atenuar as saudades, quando a neve e o frio, comandarem por meses muitos destinos.
Ainda serei mais feliz!!!!


sábado, 18 de agosto de 2018

FÉRIAS


Acordei sentindo o teu beijo!
Tão fofo, tão amoroso.
Abri um olho e delirei, com os teus lábios pousados nos meus.
Abri o outro e sentiste o meu acordar.
 Afogueaste ainda mais o teu beijo e levaste as tuas mãos ao meu rosto dizendo: bom dia meu amor!
Deixei-me enlouquecer pela tua vontade. Pela tua felicidade e entreguei-me ao teu amor,  de alma e coração.
Senti-me a entrar em ti. Senti-me a estremecer.
Senti-me a enlouquecer com os teus desejos.
As tuas emoções,  estavam ao rubro. O teu amor sentia-se em todo o quarto.
Senti-me elevar pelo espaço numa leveza divinal.
E sentia os teus esgares de prazer.
Eras a Deusa neste reinado privado!
Eu, o teu príncipe encantado.
Estremeci com os teus seios no meu rosto. De uma suavidade extrema.
Toquei-lhes com os lábios e arrepiei o meu pensar.
Já não dormi, já nem acordado estava!
Estava no céu, abrir-se num azul encantado,  para recolher o meu corpo embalsamado num orgasmo fantástico!
Bem vindas férias!

domingo, 12 de agosto de 2018

Subir ao Céu


Muito calor!
Só na água se refresca, o corpo e as recentes emoções de uma peregrina.
Nadei até cansar, pela frescura das árvores e cortando o verde da água.
Saboreei o sol bem forte, para morenar o corpo e não tardou, voltei a mergulhar no lago salpicado de miúdos e graúdos.
Um país sem praia, vive dos lagos que aparecem por encanto, ao terminar uma subida. Que deixa os joelhos a pedir clemência ao corpo.
Se continuarmos mais uns o kilometros, outro lago encantado surge como um paraíso verdejante, que faz desaparecer o stress acumulado em dias que nunca mais passam.
E se mais subirmos, numa montanha sem fim. Damos de caras com mais um lago, onde se diz, existem sereias encantadas.
E se ainda usarmos desafiar as alturas, que nos brindam com o mais belo azul do céu. Onde desejamos repousar a nossa alma. Encontramos um restaurante pousado lá pelas mãos dos deuses. Que nos servem comida para recordar, a um preço proibitivo.
Se ainda teimarmos em subir, encontramos cenários tipo senhores dos anéis.
Onde labirintos espremido, nos apertavam os neurónios já adormecidos.
E se ainda teimassemos em subir....  Estávamos no céu!
Seriam umas férias de adrenalina e emoção no coração da Natureza cá imortalizada.

sábado, 11 de agosto de 2018

Nasci para Amar


Acordei-te com um beijo no pescoço, tal o desejo de abrir os olhos e ver-te, ali tão perto.
Inclinaste-te, bom dia meu amor- disseste!
E beijamo-nos suavemente na boca, como um convite para o amor.
Subiste para o meu corpo e encostas-te o teu rosto no meu peito.
A tua face, ainda com laivos dorminhocos, sentia o meu coração a bater mais rápido, depois do descanso que o meu sono lhe ofereceu.
Colaste os teus lábios no meu peito.
E senti a tua língua a iriçar os meus pêlos.
Os teus lábios pareciam carimbos. E um a um, faziam brotar o enorme desejo, que o meu corpo já manifestava.
Acariciei-te a cabeça, enrolando as minhas mãos nos teus cabelos negros.
Esticaste o teu corpo ao longo da cama, para encostares os teus seios ao meu rosto.
Por fim, sobes para o meu corpo e sentas-te nele.
Cravas as mãos no meu peito, aprisionando os meus movimentos, depois de te enterrares nas minhas entranhas.
Murmuras, num grito de prazer incontivo e definitivo: Nasci, para amar, a pessoa, certa,.... .Agora....!

domingo, 5 de agosto de 2018

A nossa História


A nossa história, é única!
É muito sonhada, muito sentida, muito desejada. E muito amorosa.
Porque as personagens dela, são uns queridos! São boas pessoas. Lindos, por dentro e por fora.
A beleza da nossa história, resume-se, à paz que proporcionamos.
À alegria de nos termos conhecido.
Ao amor que em nós descobrimos!
A nossa história, é o caminhar no nosso corpo!
Amacia-lo, com a beleza do nosso passo.
Rega-lo com o nosso amor. E ama-lo pela vida fora.
A nossa história, é um livro maravilhoso!
Que se alonga, a cada dia que passa!
Necessito de mil folhas, para escrever a felicidade que me proporcionas.
Outras tantas, para descrever a paz que me envolves.
E mais mil, para vincar no papel, a alegria com que trabalho, porque vejo o teu rosto sorridente ao meu lado, amparando a minha ansiedade.
O futuro da nossa história, é amar-te com tudo o que sei!
Com tudo o que aprendi
Com tudo o que me ensinaram.
Como Sou!
Quero, amar-te profundamente, para nunca mais te esqueceres de mim!
Nem que fique como uma lembrança.
Sei que vai ser uma boa lembrança.
Para tu guardares no teu coração, devido à história que tivemos simplesmente, estrondosa!

sábado, 4 de agosto de 2018

Vai em Frente


Escrever um sentimento.
Um desejo.
Uma carícia simples como, desejar tomar um café?
Pode se traduzir numa paixão, que assume proporções bíblicas!
Tudo se inicia, num rosto que nos chama a atenção!
Ou pela beleza.
Pelo sorriso.
Pela expressão.
Conversamos hoje, amanhã. E mais, ao fim de semana.
A dada altura, já nos envolvemos em belas emoções e a ansiedade do tempo passar, é a grande batalha, a travar todos os dias.
Desabafamos a dureza do dia.
 A nostalgia da distância e as saudades das crianças.
Por fim, um de nós assume o que até então mais parecia utopia!
"Vai em frente".
E vamos!
Num caminho, que aguarda cada dia que se vá, num calor tórrido.
Num caminho, farto de frases espalmadas. Numa folha no início branca. Mas com as horas passando, revestem-se de autênticos pergaminhos do amor!
Num caminho, sem contra curvas, onde as rectas dão azo, a emoções quentes.
Numa distância a ponto e ponto encurtada. Porque sentimos-nos tão próximos, que esperamos o bater levemente da porta. Para entrar de braços estendidos e lábios, semi abertos.
Tornamos os nossos dias encantados.
Adormecemos apaixonados. Ainda vestidos amortalhados.
Acordamos primeiro, de um magistral sonho. Depois, com o enxugar do rosto, sabemos que já não é, um conto de fadas!










domingo, 29 de julho de 2018

Calor Imenso


Calor, imenso calor!
 Pela manhã, procurei a fresquinha no arvoredo em meu redor.
E num mergulho, no lago que acalmou o calor, deste corpo. A galgar as entranhas de desejos nada estranhos.
Perto do almoço, regressei aproveitando para colher umas frutas que me saúdam no caminho.
Jardineira e vinho italiano. Fruta cá da terrinha e café dos napolitanos.
Um cheirinho de whisky americano e pela segunda vez, nada de cigarretes!
Mas a carne de vaca Austríaca, apesar de me custar os olhos da cara. É tão saborosa e apetitosa.
Do nosso país, só os desejos que se mantém para serem saboreados, no regresso, daqui a um par de semanas.
Pela tarde, dediquei uma hora à sesta domingueira.
E logo a seguir, voltar a procurar a fresquinha perto da água e apanhar um solinho, para morenar um corpo franzino.
O Domingo está a terminar.
A noite refresca o quarto, onde me deito a sonhar (muito sonho). Sonho com a felicidade ainda longe, mas ciente que o longe, se faz perto!


domingo, 22 de julho de 2018

O mercado da Fruta





 O tempo não estava para graças.
A chuva mesmo miudinha, ameaçava encharcar quem como eu, se aventurou pelo verde que me rodeia.
Mas como o desejo, não se mede pelo tempo, mas sim pela intensidade. Lá fui, ouvindo música e falando com os meus botões.
Transformei o meu passeio, num passeio pelo mercado da fruta.
Um mercado de estender a mão e colher o que a natureza oferece e os agricultores ainda agradecem. Que de tanta, até apodrece.
Que prazer sentir, o sabor puro da fruta. Só comparável,  quando miúdo e subia os muros para sossegar a barriguita.
Iniciei mesmo à porta de casa, pelas ameixas que dobram os ramos de tantas e tantas.
Uns duzentos metros, maçãs pequenas e tão saborosas.
Encarnadas, verdes, amarelas e malhadas.
Mais uns passos, arrotando como sinal de presença, assustando os galináceos. Pêras pequerruchas e graúdas.
Deixando está parte habitável, entrei mata dentro, caminhando pelo estreito com mão humana, para as caminhadas de meio mundo.
Já ia farto e com sinais estridentes de um estômago ardente. Dei com deliciosas amoras ali a desafiar-me.
Meu deus, à tanto tempo que não saboreava amoras, no seu habitat natural.
Dei um jeito ao estômago para dar espaço a tão belo fruto e: uma, duas......
Bem queria parar, mas elas surgiam do nada. Vistosas e gorduchas. Escuras e encarnadas.
Que farto-te!
Na volta, senti-me embriagado de tanto fruto.
Cantava, arrotava!
Com o caminhar, aliviava a pressão estomacal e sentia o gosto desta fruta, que de tanta. Nem as aves e os animais, conseguiam pôr fim.
Caiam e apodreciam ao redor de onde nasciam.



sábado, 21 de julho de 2018

Bom Dia


Bom dia!
Dar-te o bom dia, ainda na cama, é a alegria para o resto do dia!
Só sei, que penso em ti constantemente.
Escrevo pensando em ti.
Já não sentia isto à muito tempo.
O que tens? Para tudo isto!
Fico revoltado, quando não partilho do que sinto. Não do que desejo!
Porque, a vida tão simples é boa!
Conseguimos falar de nós, de sentimentos.
Confessamos segredos, partilhamos emoções.
E ainda, deixamos respostas para mais tarde!
Por isso, sonho para te ter tão perto, que humedeces, a minha pele com o teu respirar.
Sonho ainda acordado e adormeço embalado!
Durante o meu sono, sou amparado pela tua voz tão suave, que me retém num consolo adorado.
Por fim, a manhã voltou a trazer-me, de volta à realidade!
A tua voz, essa, não mais me deixou abandonado!

sábado, 14 de julho de 2018

Migalhas de Amor


Retirei do bolso, migalhas de amor!
Depois de devorar esse amor, com uma fome de lobo.
Amor intenso, volumoso, carinhoso.
Amor que nascia com o nascer do sol, quando me levantava ainda ensonado. E só repousava, quando o corpo pedia clemência, arrasado.
Amor de tratamento belíssimo!
Num bom dia tão querido.
Amor de corações encarnados, que enchiam os olhos, de um encanto abrilhantado.
Amor que resistiu a cento e tal sorrisos, a cento e tal corações espelidos.
Amor de emoções, desejos e êxtase de madrugada.
Amor agora?
De migalhas de amor. Soltadas sem dor!
E lancei-as ao ar, para o vento as levar.

domingo, 8 de julho de 2018

Uma tarde na varanda


Uma tarde na varanda!
Tempo ameno e rodeado de pura Natureza.
As aves, deambulam na procura de comida e os filhotes batalham, em quem tem mais pescoço, para chegar ao bico da progenitora.
É tudo colorido!
É a maravilhosa beleza, numa sucessão de cores, até onde a vista alcança.
Árvores carregadas de frutos. Oferecidos de bandeja, às aves que sem predadores multiplicam-se, a cada minuto.
Cabeças de gado às centenas. Cada criador com sua cor!
Pretos, amarelos, malhados e salpicados de cores garridas.Tão asseados e de sineta ao pescoço, num zumbido que por vezes martiriza.
O sol deu um pouco de cor ao meu corpo, martirizado pelas escaramuças da labuta.
Ouvi música, escrevi uns sarrabiscos.
Devorei frutos secos, bebi um lambrusco italiano, que ainda faz, da noite dia.
Vi constantemente um rosto, que me penteia o couro cabeludo.
Está a devolver- me emoções, que já imaginava distantes. E o meu corpo treme de algum espanto.
Agora a noite tomou conta de mim. E não desejo sair daqui!