sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Vivo
Vivo o feriado que se cruzou com o fim de semana.
Numa paz, que incomoda quem por cá, não se conforma com tantas horas, sem fazer contas, a essas mesmas horas.
Vivo estirado no leito, dormitando e bocejando, numa preguiça apetitosa. Só espalhada quando alguém resolve, quebrar o aconchego que me envolve.
Vivo uma satisfação merecida. Depois de ser posto à prova, num vendaval de emoções, que chegaram, como um turbilhão sem fim.
Vivo com a alegria de menino. Esperando impaciente que para a próxima semana, mais um feriado se aproxima e irei cruzar o céu, noutro destino.
Vivo para mim!
E assim sendo, encho o coração de bondade para partilhar da forma que mais desejar, quem por perto me apanhar.
Vivo hoje!
Sabendo que amanhã, continuarei a viver por entre o verde que por aqui não tem fim. E os momentos que guardo, num coração do tamanho do mundo, para que esses momentos se multipliquem enquanto continuar a sorrir.
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Os Feriados Que Nos Abençoam
domingo, 21 de outubro de 2018
A porta se Abre
A porta se abre, na noite cerrada que o Outono já vai longo. Para me levar em mais um dia, no sustento interminável.
A porta se abre, com a cabeça inquieta e os olhos ainda meios cerrados. Na palpitação anormal, no foco constante de tudo estar como desejo.
A porta se abre, ainda envolto nos sonhos, que desejo bem longe e através deles, encontro-me tão próximo.
A porta se abre, saboreando momentos ainda recentes, de um mundo que criei, nos dias que merecidamente gozei!
É lá vou eu, pela estrada que no início da montanha, a percorre, rumo à empresa onde trabalho.
A porta se abre, para deixar entrar este corpo mascarado. De manchas negras e de turras sistemáticas.
A porta se abre, para de saco ao ombro do lanche devorado. Aterrar na cama uns minutos e juntar os ossos, separados pela força (onde a vou buscar), em juntar o cofrado.
A porta se abre, para o repouso de umas horas, por entre tachos que dão guarida, à refeição tão apetecida.
A porta se abre, sem antes oferecer um sorriso às flores que me saúdam. E ainda a contar os degraus, já levo os ténis na mão para de chinelos sentir, finalmente. Os pés livres e agradecidos.
A porta também se abre e fecha, para sentir o paraíso que me rodeia!
A porta é a minha vida!
Abre-se no aproximar do meu destino.
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Longe mas perto de Mim
sábado, 20 de outubro de 2018
É dentro desse tempo Estipulado
O fim de semana é tão aguardado, como o dia de regressar, por uns dias maravilhosos.
Sorrio para o teto branco, enquanto relaxo este corpo martirizado.
São semanas estafantes e ao mesmo tempo gratificantes.
Semanas de exigência máxima e concentração rápida. Para que o trabalho ganhe a forma, como é exigido pelo cliente.
O tempo é infelizmente dinheiro!
É dentro desse tempo estipulado, que o lucro é repartido pelo empregador e empregado.
É dentro desse tempo estipulado, que o stress assume contornos inimagináveis, quando por momentos, sinto o controle das inúmeras tarefas, fugir-me das próprias mãos.
É dentro desse tempo estipulado, que por momentos rejubilo com o trabalho de um dia. Mas logo, entro em transe, porque de novo volto a ter que executar, o que no dia seguinte terá que sair perfeito!
É dentro desse tempo estipulado, que o que me resta do meu tempo. É baloiçado em noites claras. Ou melhor, fartas de sombras, que espelham a incerteza do 'será que me esqueci de algo? "
É dentro desse tempo estipulado, que felizmente surge os fins de semana tão aguardados.
Sorrio para o teto branco, enquanto relaxo este corpo martirizado.
São semanas estafantes e ao mesmo tempo gratificantes.
Semanas de exigência máxima e concentração rápida. Para que o trabalho ganhe a forma, como é exigido pelo cliente.
O tempo é infelizmente dinheiro!
É dentro desse tempo estipulado, que o lucro é repartido pelo empregador e empregado.
É dentro desse tempo estipulado, que o stress assume contornos inimagináveis, quando por momentos, sinto o controle das inúmeras tarefas, fugir-me das próprias mãos.
É dentro desse tempo estipulado, que por momentos rejubilo com o trabalho de um dia. Mas logo, entro em transe, porque de novo volto a ter que executar, o que no dia seguinte terá que sair perfeito!
É dentro desse tempo estipulado, que o que me resta do meu tempo. É baloiçado em noites claras. Ou melhor, fartas de sombras, que espelham a incerteza do 'será que me esqueci de algo? "
É dentro desse tempo estipulado, que felizmente surge os fins de semana tão aguardados.
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Longe mas perto de Alguém
domingo, 14 de outubro de 2018
Flores sem Fim
Caminhamos juntos ao longo de horas, que fizeram nascer um jardim sem fim.
Com flores perfeitas. Salpicadas de finíssimos fios de ouro, que queimavam as ervas daninhas teimosas. Brotando nos cantos de difícil acesso.
Agora estamos longe um do outro.
Mas como a distância, só afugenta os desprovidos de amor.
O meu coração de tanto bater, ao recordar os maravilhosos momentos que já passamos. De um salto, está junto ao dela.
E entrelaçados bombeiam a paixão, que ainda brota do nosso jardim.
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Os Domingos da Minha Vida
domingo, 23 de setembro de 2018
Falo com as Montanhas
O Domingo despede-se no negro frio da noite. Que se apodera do silêncio bem evidente, para lá da porta da varanda.
Cedo senti-o ainda no conforto da cama.
Também cedo me levantei, sem ser um fantasma.
A minha vida é baseada em: deitar-me derreado pelo cansaço e levantar cedo obrigado!
Uma obrigação satisfatória num rosário diário já com dedicatória.
Como cedo me levantei. Acredito com as galinhas da vizinha.
Cedo dei de caras com o que me rodeava.
E como estou rodeado de montanhas. Uma fortaleza expugnavel.
Dou por vezes admirado, falando com elas de cabeça bem levantada.
Tão levantada que para ver o seu fim, vejo também o céu já coberto de nuvens semi negras, anunciando o tempo frio, não tarda
nada.
Reparto com elas os meus segredos, os meus anseios, as minhas indefinições!
E como por encanto, sinto os seus conselhos através de figuras desenhadas nas nuvens que se cruzam com elas.
E no libertar da humidade da noite. Que a caminho do céu, enviam-me sinais mesclados de letras que decifro, dentro do que sinto no momento.
Assim, seguindo esse enorme anjo da guarda. Tomo decisões que nem à almofada por vezes sigo o que me aconselha.
Do frio e chuva irritante da manhã.
Pelo início da tarde, o sol brilhou num calor querido. Que acredito, as montanhas embrenharam-se para afastar as nuvens desagradáveis, para que o sol aquece-se ainda mais, o meu coração grato!
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Os Domingos da Minha Vida
sábado, 22 de setembro de 2018
Uma Semana
Uma semana de intensidade.
De responsabilidade.
De capacidade!
Uma semana que encurtou o tempo da saudade.
Da ansiedade.
Da vontade!
Uma semana que deixou bem vincado a camaradagem.
A amizade.
A realidade!
Uma semana que me ofereceu a beleza da Natureza.
O brilho do sol
O ar puro da montanha!
Uma semana de oferendas amorosas.
De desejos maravilhosos.
De momentos recentes que me consolam!
Uma semana de bacalhau vindo da terra.
Do nascimento da filha de quem foi à terra.
Da partida do Madeira e da lembrança do barriga d'erva!
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Longe mas perto de Alguém
domingo, 16 de setembro de 2018
Necessito desta Tranquilidade
Caminhei sem tempo nem destino.
Deixei-me levar pelo trilho, num silêncio tão intimo, que se assemelhava a um lugar de oração.
A Natureza é um paraíso divino.
Estilhaçava as últimas folhas caídas como sinalizando, a minha presença nesses trilhos de animais noturnos.
Dei voltas e mais voltas, acabando por dar de caras com o lago. Que tanto refrescou a minha ânsia, em que chegasse a hora de volver uns dias, ao toque indiscritivo.
Agora o tempo está mais fresco.
Já não agrupa pessoas que salpicavam o verde em redor do lago, de cores garridas tipo arraial minhoto.
O verde voltou a circular o lago e as poucas pessoas que o frequentava. Encolhiam-se nos locais onde o sol, ainda aquece o corpo para o bronze.
Tirei uma soneca de alguns minutos de barriga para o ar, estendido no pontal de madeira. Chapinhando os pés na água já fria e claro, pouco convidativa.
Necessito desta tranquilidade para equilibrar o pensamento.
Só assim, levo a semana com o prazer e a alegria obrigatória.
Esperando que os dias se movam, para voltar ao descanso longe do quotidiano. Mas tão perto, de um abraço bem apertado!
O Domingo já se vai no barulho agora sim, das árvores incomodadas pelo vento.
Volto pelo mesmo trilho iniciado.
Pelo caminho apanho uma fruta e acalmo o apetite, ainda um pouco longe de casa.
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Os Domingos da Minha Vida
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