
Os políticos são meros gestores do presente sem nenhuma ideia do futuro.
Todas as energias destes políticos são gastas na táctica, não têm nenhuma visão estratégica.
Quem o diz é o vencedor do prémio Camões, Manuel António Pina. Poeta que acompanho nas suas crónicas no JN, no cantinho da página, escrevendo o que sente deste país, ou melhor, dos políticos que viraram este país de pernas para o ar, “sem nenhuma ideia do futuro”.
Venceu este prestigiado prémio, que galardoou novamente um português depois de quatro anos antes o mesmo ter envaidecido lobo Antunes.
Foi apanhado de surpresa não evitando uns ligeiros segundos sem palavras para, soltar a primeira já premiado.
Imagino que não lhe passava pela cabeça tal distinção. Passar passava, mas porra, à tanta gente para ganhar isto!
Mas como é do seu apanágio o prémio só lhe vai dar mais alento para conquistar os restantes versos. Já que o primeiro é-nos dado, como diz Rilke.
Gosto de ler as suas crónicas. Directas, justas e apimentadas com algum humor.
Em poucas palavras enche um universo de verdades e seja quem for leva para contar deste senhor.
A 13 de Maio, na comunicação social aparece, Manuel António Pina como o vencedor do premio Camões, enaltecendo que sente o seu sangue na poesia.
Sem comentários:
Enviar um comentário