sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Já nem a sexta é Fim-de-Semana




Somos meia dúzia, onde nem vemos o dia!
Uns desistem, outros revoltam-se com o destino
Continuamos meia dúzia, porque uns vão, outros equipam-se
Uns, gritam como crianças, sem poder dar um passo para alcançar o banho
Outros, guilhotinam-se nos dentes da serra, deixando o sangue estatelado
Continuamos meia dúzia, mas por dias, somos só quatro a entrar onde deixamos um pouco de nós!
Quatro, que tudo fazem para que quatro, lutem por seis
E das dez horas programadas, carregamos no corpo. Onze, doze….
Recupera-se a meia dúzia, por entre gargalhadas em rostos amarelados
Cada dia que finda é um rosário de queixumes.
Só dá tempo para devorar o frango frito e emborcar uns copos de tinto
A cama é abençoada e não tarda, dormimos como meninos
Mas umas horas depois, entram todos na carrinha com os olhos ainda inchados
Já nem a sexta é fim-de-semana! O sábado é tão duro, como todos os dias da semana.
Por fim abraçamos a noite de sábado!
Deixamos de ser meia dúzia
Uns, aprisionam-se nos quartos. Matando saudades e aliviando as feridas
Outros, procuram desanuviar a tortura. Procurando as luzes da noite, para alongar o dia.
E não tarda, é Segunda-feira!
A roupa cheira a lavado, mas as nódoas negras, são como remendos recordados
E o dia não finda e a semana, ainda se inicia!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Tão longe e tão Sentido





Dia de lágrima exposta e recolhimento
Olhamos os retratos e vivemos recordações, que nos afloram a mente
Desejava ter-te junto a mim, para segredar-te os meus recentes momentos
Deus levou-te para o céu e de lá, és o anjo, que proteges o meu tempo!

domingo, 29 de outubro de 2017

Tenho que aprender Mais do pouco que Sei





A noite rapidamente me alerta para a madrugada
As horas avançavam, com o calor da boa disposição estampada.
Traduziam-se as palavras por entre risadas audíveis, dado que construir frases numa língua dificílima, origina risos sonoros e fico sempre pensando, na minha indesculpável preguiça, para aprender mais do pouco que sei!
Faço beicinho da minha ignorância. Mas acabamos sempre, por estampar a alegria, superando o embaraço.
O dia nasce e eu acordado.
As horas voam no espaço que me envolvo.
O cansaço, assume a liderança e por vezes o excesso, toma conta das minhas ações. E entrego-me a momentos, que horas depois são fragmentos.
Fragmentos, que podem levar a que uma amizade se cimente e que emoções se podem tornar realidade.
Por isso o tempo que possuo, comanda a emotividade do futuro.
Deixo-me cair na cama, saciado de alegria e renovado vocabulário.
O ruído dos vizinhos, despertam-me a claridade do dia.
Num quarto a deixar entrar a luz e nem enrolar-me nos agasalhos, esconde a escuridão que necessito, para descansar os olhos de tanto perscrutar a emotividade.
Uma hora extra, só deu para olhar a janela e desfrutar da amabilidade de uma paisagem, que apaixona quem a desfruta.

sábado, 28 de outubro de 2017

Nunca estamos Sozinhos




Nunca estamos sozinhos!
Porque procuramos sempre companhia.
A solidão só favorece quem praticamente, desaparece do mundo. Buscando aí o desaguar da nostalgia profunda.
Sozinho, é a certeza de nos afastarmos de todos. Talvez devido a dissabores profundos.
Sozinho, é o precoce abandono do que nos rodeia e fecha automaticamente a porta a aragens frescas, que sempre advêm com o partilhar do mundo, que nos rodeia.
Sozinho, é encerrar o cérebro e consequentemente, encerrar-nos no fundo do poço.
Podemos estar sozinhos por instantes, por dias infelizes, por semanas de meditação. Mas nunca, por nunca. Como o fim dos nossos dias.
Nunca estamos sozinhos!
Estamos simplesmente afastados, de alguma companhia.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Sinto-me feliz neste Cantinho




Adoro o que a Natureza me oferece! 
Tão fácil como abrir os olhos e inspirar a sua maravilha.
A Natureza, conjugada pelo conforto do homem, numa harmonia feliz. É a certeza de juntos, conseguirmos, repartir o bem-estar dos afortunados, sem molestar o que é de todos!
O lago é o espelho do encanto!
O sol, que teima em aquecer por mais alguns dias, o sorriso de quem tem o prazer de presenciar, toda esta paz e sossego. Só desaparece, quando se esconde para lá das enormes montanhas.
Sinto-me feliz neste cantinho, que descobri numa nesga do caminho.
Sinto-me feliz, por trabalhar imenso em alguns dias e depois recuperar do esforço, junto a este paraíso que me conforta.
As saudades são amenizadas pela Natureza, que me abre os caminhos, seguindo a direção das montanhas, para a disfrutar.