sábado, 19 de outubro de 2019

Um Ombro



Um ombro? 
É muito mais do que um amparo.
É muito mais de que um agasalho
É muito mais do que até mesmo, uma codêa de pão!
Um ombro é o amor presente.
É a felicidade permanente.
É o céu tão perto, como Deus omnipresente!
Um ombro, é os meus filhos serem os teus e os teus olharem para mim, com tanto brilho que faço deles iguais aos meus.
Um ombro, é sentir que mesmo arrastar os pés numa idade longínqua. Ter a certeza que viverás comigo eternamente.
Um ombro, é sentir que toco o céu para além da janela do avião, que me leva para o teu corpo com desejos infinitos.

domingo, 13 de outubro de 2019

No meio da Ponte



O final de Domingo, deixa transparecer uma nostalgia de lágrima solta.
Faço juras para o início da semana e emociono-me, com os longos bocados que capto nos filmes já iniciados.
Estou só num rancho de humanos, já resguardados no ressonar para acordar para mais uma semana.
Estive tanto tempo só, anos e anos. Que, hoje encontrei um ombro maravilhoso e dele só partilho dias, num ano imenso.
De juras em juras, o tempo passa e esgoto por vezes num dia infinito. As minhas forças que rangem como portais de grossa madeira.
Estou a meio da ponte para chegar a casa.
Uma casa oferecida por um amor que pensei já não existir!
O outro meio dessa ponte, será percorrido minuto a minuto, hora a hora. Como se dias se tratassem.
E ao chegar só fim de cada dia, é ainda tão longe o caminho de volta a casa. Que só o cansaço que me obriga a adormecer, fazendo que outro dia, depressa volte a ser um novo dia.
Espero feliz que chegue o fim de semana para descansar do stress de segunda, terça, quarta!
Na quinta um sorriso espande o meu juízo e a sexta, volta para me estender ao comprido levando o corpo a recuperar das fendas que os ossos já sentem.
Por fim o final de domingo!
Fecho os olhos em várias voltas na cama.
E acordo com a sineta do telemóvel, chamando- me para mais uma vitória.
Porque cada semana é uma vitória!!

sábado, 5 de outubro de 2019

Votar sim! Mas em quêm


Temos as pessoas certas!
Desde o não saber o que é um paiol e, assumindo o cargo de ministro da defesa. Que por entre roubo de armamento, misteriosamente recuperado, numa história para a longevidade. Essa pessoa virará lenda para as gerações vindouras.
Numa agressão impensável na líder do : não vás pelo que digo mas sim, para o que não faço. Esta, nem seguranças levava a confiança era redobrada.
Num tentativa de agressão, não do primeiro ministro, mas sim do recandidato.
Dizendo que é mentira onde todos sabemos que é verdade. Num encontro encomendado afirma ele com o olhar desvairado.
Num aproveitamento de baixo nível, onde tudo vale ( eu julgava que no fundo apertavam as mãos, longe dos olhares da malta).
Desde Tancos. A ombro a ombro, com a verdade da mentira.
Do mesmo dos comunistas!
Da liberdade em trazer para a nossa sociedade, opções de vida a dois semelhantes. E relaxamento divertido em tragos divinos seja de erva ou álcool adocicado, que faz rir aos bocados. Num país religiosamente atado aos Rigorosos costumes.
Do amor aos animais.
Onde de carne vai ser uma miragem e ovos serão plastificados. Dado as galinhas fecharem o rabo eternamente.
Dos milagres que os outros anunciam para um país baloiçando na banca rota.
resolvem o que em quarenta anos se instalou e prometem aliviar as ernias dos que diariamente levantam o suor do seu corpo.
Votar sim! Mas será em quêm?

domingo, 29 de setembro de 2019

Tipos de Vida



A Sociedade criou três tipos de vida!
A vida do compadrio.
Nascem, crescem e morrem. Agarrados às saias e calças dos progenitores, para singrar no lodo do compadrio.
Onde por vezes, se dá de caras com familiares tão diretos, que nem chegam a desejar um bom, distante dia.
E para que a cadeira fofa se mantenha, é só hastear a bandeira partidária e mesmo dependendo do vencedor, o fofinho vai-se manter. Já que trocam-se as camisolas, mas as ideias são da mesma bitola!
A vida do tráfico!
Seja de que tipo for.
Abrange uma larga fasquia da Sociedade que pura e simplesmente vive à custa dos desvios astronómicos que o tráfico oferece.
E não olha a meios para satisfazer os seus vícios.
E se for caso de acabar com a vida de alguém, não será por isso que se desviarão desse caminho de vida.
A vida do honesto!
Do compridor de princípios e auto-estima.
Do enfia o botão na casa respectiva. Alinhados em fatos, ainda de alfaiate de fita com os números do tamanho de pequenos berlindes.
Esse é que paga as favas, de todos os que se sentam no fofo e nos que transportam a desgraça dos demais.
Esse é pau par toda a obra.
Esse é o orgulhosamente cristão, que leva na face direita e oferece a esquerda.
Esse é o que leva com a bala perdida. E o que é abalroado numa avenida citadina.
Esse não vira herói, nem muito menos com honra de estado.
Aliás, é sugado até ao tutano!

sábado, 28 de setembro de 2019

Eu sem Ti



Eu sem ti,
serei a migalha espalhada pela calçada, onde te conheci!
Eu sem ti,
serei a tristeza guardada, em sorrisos enjaulados nas quatro paredes caiadas.
Eu sem ti,
serei um anjo sem asas. Sem voo para te abraçar.
Eu sem ti,
serei um adulto de ranho babado, devido à lágrima que se amontoa.
Eu sem ti,
Serei sempre um medroso, já que continuo tão longe de ti.
Eu sem ti,
Enrugo o meu corpo, com a falta do calor que o teu libertava em mim.
Eu sem ti,
até as montanhas já não me perdoam!
Eu sem ti,
até Deus me fuzila num retiro, sem luz à tona.
Eu sem ti,
e tu sem mim!!

domingo, 22 de setembro de 2019

Sou Livre


Eu nada quero. Porque nada me oferecem.
Reparam em mim na esperança que esmoreça.
Luto para ter aquilo que mereço. Sob ondas gigantes de atropelos.
Estou farto de palavras, porque são levadas pelo vento.
Como as palmadinhas nas costas, punhais de ponta e mola. Prontos a vibrar o golpe de misericórdia.
Arremesso tudo isso para o canto do convento. Onde as freiras más se sentam com o rabo quente.
Momentos sim, ficam eternamente!
Para gáudio do meu querer e ainda libertam o brilho dos meus olhos como uma bandeira de xadrez!
Em poucos dias amo por um ano.
Tamanha a ferocidade em preencher de amor esses dias.
E ao fim de alguns dias, sinto que amarei a vida inteira.
Porque cada dia é, o baluarte da adrenalina!

domingo, 15 de setembro de 2019

Está Longe


Passaram uns dias, depois de dias mergulhado num ninho fofoco!
Dias intensos, cheios de trabalho ardente. Onde terminar era a obrigação bem presente.
Dias de horas intermináveis e o corpo mergulhado num cansaço já esquecido, pelas férias tão presentes.
Dias que só no início da tarde de Sábado, findou para o descanso. Com o corpo mascado de nódoas que a praia resolveu atenuar, nas suas águas milagrosas.
Dias sozinho!
Nem a almofada segredava no ouvido esparrachado, os momentos do presente e os sonhos do futuro. Já que o cansaço deixava libertar o sono tão profundo.
O amor teve uma pausa!
Está longe.
Envidraçado na varanda onde o milho enorme, escondia o percurso dos peregrinos.
E nas jantaradas.
Que soltavam o aroma para levantar o rosto a quem caminhava ao cair da noite, pelo passeio fronteiriço.
E em milhentos kilometros, onde as montanhas tão verdes, oferecem-me de mão beijada o ar tão puro, que limpa os meus pulmões das loucuras que me atrevo a sugar.
Hoje peguei na bicicleta.
Hui, tanto tempo que não pego numa.
E soltei os cabelos já grisalhos ao vento, numa pedalada frenética que me levou bem longe para não me lembrar que ainda à uns dias era embalado pela mordomia do amor.