sábado, 14 de julho de 2018

Migalhas de Amor


Retirei do bolso, migalhas de amor!
Depois de devorar esse amor, com uma fome de lobo.
Amor intenso, volumoso, carinhoso.
Amor que nascia com o nascer do sol, quando me levantava ainda ensonado. E só repousava, quando o corpo pedia clemência, arrasado.
Amor de tratamento belíssimo!
Num bom dia tão querido.
Amor de corações encarnados, que enchiam os olhos, de um encanto abrilhantado.
Amor que resistiu a cento e tal sorrisos, a cento e tal corações espelidos.
Amor de emoções, desejos e êxtase de madrugada.
Amor agora?
De migalhas de amor. Soltadas sem dor!
E lancei-as ao ar, para o vento as levar.

domingo, 8 de julho de 2018

Uma tarde na varanda


Uma tarde na varanda!
Tempo ameno e rodeado de pura Natureza.
As aves, deambulam na procura de comida e os filhotes batalham, em quem tem mais pescoço, para chegar ao bico da progenitora.
É tudo colorido!
É a maravilhosa beleza, numa sucessão de cores, até onde a vista alcança.
Árvores carregadas de frutos. Oferecidos de bandeja, às aves que sem predadores multiplicam-se, a cada minuto.
Cabeças de gado às centenas. Cada criador com sua cor!
Pretos, amarelos, malhados e salpicados de cores garridas.Tão asseados e de sineta ao pescoço, num zumbido que por vezes martiriza.
O sol deu um pouco de cor ao meu corpo, martirizado pelas escaramuças da labuta.
Ouvi música, escrevi uns sarrabiscos.
Devorei frutos secos, bebi um lambrusco italiano, que ainda faz, da noite dia.
Vi constantemente um rosto, que me penteia o couro cabeludo.
Está a devolver- me emoções, que já imaginava distantes. E o meu corpo treme de algum espanto.
Agora a noite tomou conta de mim. E não desejo sair daqui!

domingo, 1 de julho de 2018

Desejo que o dia não Termine



Foi uma noite de sentimentos tão contraditórios, que me ofuscou o estado de espirito!
O fim de tarde prometia uma algazarra de emoções. E juntei-me a tanta comida, que foi preciso empurra-la com um garrafão!
Gente de várias línguas, mas com o mesmo apetite e a mesma sede em viver loucas emoções, regadas ainda a carne, era lançada para o assador.
Depois de uma manhã de trabalho iniciada bem cedo, que meio mundo ainda estava a saborear o primeiro sono. Parti para uma noite, que esperava maravilhosa e saborosa.
A vida é feita de emoções, sejam elas agradáveis ou simplesmente viradas para o lado que não queríamos. Por isso, essa mesma vida, tem o condão de agradar sempre a uma parte. Deixando a outra, com a esperança de mais cedo ou mais tarde se inclinar para o nosso lado. Já aconteceu e vai voltar a suceder!
Passado o momento de ofuscar a euforia inicial, fui sentir a multidão em mais uma festa que é apanágio no verão!
A alegria e a barafunda espevitou-me e só de lá saí, quando o cansaço, tomou conta de mim.
Atirei-me para a cama como um garoto cansadíssimo de um dia de correrias. E já a manhã ia mais alta, do que a janela do primeiro andar. É que descerrei o olho esquerdo, para sentir o dia.
Estou, naquele momento que desejo que o dia não termine, porque me oferece uma paz tão leve e tao profunda.
É assim que me sinto bem! É assim que construo, o meu dia-a-dia.


Seis Letras



Penso em ti, que te trago ao peito.
Como um símbolo estampado, que já me acompanha equipado.
 Falo alto o teu nome, para que fique decifrado nas paredes do meu quarto.
Assim leio-te dormindo e acordado!
Cada palavra, representa a esperança de a cada dia, ter, a força necessária de o vencer amparado.
E são seis para toda a semana.
 Acordo a meio da noite e sinto o teu rosto colado ao meu!
Tão juntos, que nem uma palavra posso prenunciar.
Só os meus lábios colados aos teus, falam em beijos suaves, depois de uma noite ancorado, ao teu corpo bronzeado.
E falam, falam! Até ficarmos com os lábios encorricados.
É tão belo pensar em ti!

domingo, 24 de junho de 2018

Parabéns aos Dois




São dois, que hoje vivem o dia de forma bem diferente.
Quis o destino, juntar neste dia, duas gerações tão distintas!
Avô e neta.
Hoje separados por muitas metas, vão cada um, descobrindo o seu caminho.
Acredito, que cada um deles, já colocou o cadeado da sorte, em qualquer ponte que atravessasse.
E, do desejo expresso, brotou a certeza de iluminar os seus caminhos.
Um, já atravessou pontes. Que se as juntar, o levaria à outra parte do mundo.
Setenta e nove anos. Os últimos bem chatos de aturar!
A jovem encontra-se no meio dela!
A certeza de a ultrapassar em passo firme, está dar-lhe a segurança para continuar a descobrir mais e mais. E de ponte em ponte, tem na mão o destino do seu caminho!
Parabéns Barbara e pai Diogo!

sábado, 23 de junho de 2018

Os sonhos regados e o coração Refrescado


Mandei uma mensagem, pelo pombo correio da vizinha. Bem resguardada e amarrada. Dizendo, que não desejo morrer sem te conhecer!
O morrer é da ansiedade!
Que transforma os minutos em horas e as horas, em infinitos dias.
Já findo os dias, numa cadeira de praia a olhar o infinito.
E mandei a mensagem com uma escrita desenhada. Onde sobressaía, no início de cada frase, a letra em maiúscula, digna de estandarte.
A mensagem descrevia tão simples e tão emotiva, a única vez que trocamos palavras, onde descrevemos a nossa tarde. Tão longe e tão perto que sentíamos o nosso olhar, preso na desejosa descoberta.
Jardim piscina. Lanche piscina. Bebida exótica e um balde de pipocas.
Tremoços, amendoins. Por entre frases minhas que elevou a adrenalina, num dia de autêntica canícula.
A conversa deu para a risota, num ambiente de bola cá, bola lá. E só um mergulho num fôlego sem fim, acalmou a febre de eu estar longe.
Pelo meio, soube-se os gostos de cada um.
E a dúvida era só na cor do vinho. Porque camarões da costa, é ver quem os encosta à mesa.
Por fim um voltou ao jantar de fim de semana
E ela ficou a terminar de cortar a relva.
Jurou-se, se existir empatia, lutaremos pelo nosso destino.
O banho do final do dia, que nos levará para a noite de cada um. Mantém os sonhos regados e o coração refrescado!


domingo, 17 de junho de 2018

A distãncia que me Separa



Deitei-me no passadiço e olhei o céu!
A distância, que me separa da entrada do céu, azul celeste salpicado de nuvens brancas. É igual, à que me separa de casa.
São muitos quilómetros para me levar à entrada do céu e à chegada a casa.
Se entrar no céu, serei um anjo ancorado, esperando que alguma alma terrestre, solicite a minha proteção.
Se chegar a casa, serei a alegria dos miúdos. Que brincam comigo, como crianças mimadas e eu, um adolescente entusiasmado.
Vou chegar a casa!
O céu espera pela minha chegada.
Tenho todo o tempo do mundo, para ir lá ter.
Preciso primeiro, de vê-los continuar a crescer.
Sozinhos, podem escorregar no seu caminho!