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sábado, 5 de outubro de 2019

Votar sim! Mas em quêm


Temos as pessoas certas!
Desde o não saber o que é um paiol e, assumindo o cargo de ministro da defesa. Que por entre roubo de armamento, misteriosamente recuperado, numa história para a longevidade. Essa pessoa virará lenda para as gerações vindouras.
Numa agressão impensável na líder do : não vás pelo que digo mas sim, para o que não faço. Esta, nem seguranças levava a confiança era redobrada.
Num tentativa de agressão, não do primeiro ministro, mas sim do recandidato.
Dizendo que é mentira onde todos sabemos que é verdade. Num encontro encomendado afirma ele com o olhar desvairado.
Num aproveitamento de baixo nível, onde tudo vale ( eu julgava que no fundo apertavam as mãos, longe dos olhares da malta).
Desde Tancos. A ombro a ombro, com a verdade da mentira.
Do mesmo dos comunistas!
Da liberdade em trazer para a nossa sociedade, opções de vida a dois semelhantes. E relaxamento divertido em tragos divinos seja de erva ou álcool adocicado, que faz rir aos bocados. Num país religiosamente atado aos Rigorosos costumes.
Do amor aos animais.
Onde de carne vai ser uma miragem e ovos serão plastificados. Dado as galinhas fecharem o rabo eternamente.
Dos milagres que os outros anunciam para um país baloiçando na banca rota.
resolvem o que em quarenta anos se instalou e prometem aliviar as ernias dos que diariamente levantam o suor do seu corpo.
Votar sim! Mas será em quêm?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Nenhum Deles




No rescaldo das dolorosas tragédias, só descortinei, passar a brasa para os governantes que elegemos!
Uns, que de lá saíram, sacudiram a água do capote e com desfaçatez, conseguem alvitrar balelas, com moções de coisa nenhuma. Tentando renegar a sua responsabilidade, dos tempos
que assumiram essas mesmas funções.
O Primeiro-ministro falou ao País!
Nada de mais disse, do que já habituados estamos, a sentimentos e condolências, para inglês assistir e o país resistir.
Seguiu-se o Presidente!
Com assombros de consciência pelas vítimas das dolorosas tragédias. Com fartotes de beijos e abraços, lançando o repto para que os Deputados, decidam o melhor para o nosso destino!
Mas uma certeza, confirmei!
Nenhum deles, desde o Presidente ao Primeiro.
Passando por Deputados e especialistas na matéria.
Nenhum deles!
Conseguiu prometer, que tudo iria fazer, para acabar com este terrorismo do diabo. Aberto em enormes labaredas, que reduz a cinzas, a vida de inocentes Portugueses.
Nenhum deles, anunciou sequer, tudo fazer, para enjaular os incendiários e deixar por terra os aviões dos mil milhões.
Nenhum deles, prometeu mobilizar os meios do País (força aérea, exército, reclusos, desempregados e mesmo o que resta do País), para que não volte a suceder tamanha dor, numa guerra que deixa sistematicamente, abrir sepulturas a cada Verão que nos assola.
É mesmo uma guerra!
A cada Verão estamos em guerra!
O terrorismo em forma do diabo, trepa pelas árvores da nossa floresta.
Causando tanto sofrimento. Imensa dor e, a cada ano que passa, esses terríveis sentimentos repartem-se de Norte a Sul, num suplicio sem fim há vista!
Temos que fazer, da nossa fraqueza a força. Para sermos nós a terminar com este autêntico terrorismo, que a cada Verão nos bate à porta!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Como Pode




Dói, dói imenso! Voltar a assistir ao mesmo.
Mais mortes encontradas, pelos penhascos carbonizados e pelas bermas das estradas.
Tanta dor estampada. Tanto sofrimento espalhado!
Como pode, num país Europeu. Voltar a repetir-se, a angustia da dor e a morte de seres humanos, pelas labaredas ateadas, pelas mãos de semelhantes.
Como pode um país, a cada ano que passa, viver o mesmo drama, como se fosse desígnio de Deus, a cada Verão que nos alcança.
Hoje terminei o trabalho, eram dezoito horas e os termómetros marcavam 25º!
Podem dizer climas diferentes!
Mas a mentalidade completamente omnipresente. Na preservação do meio ambiente.
Isto num país, que por esta altura já me obrigava, a samarras aconchegadas.
E é tão belo presenciar, a Natureza esverdeada.
Como pode, estar tão longe das minhas origens e viver pelas televisões. O drama de Portugal, que se repete, como se nos catalogassem, incapazes para minorar, a praga que há longos anos nos ameaça!
Como pode!
Existir a morte, como algo de normal acontecesse, ateada por mãos assassinas, que nos levam a equiparar, a autêntico terrorismo!
Estou desolado, pela dor e sofrimento, de quem desta vez, não conseguiu fugir ao “destino”!

  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Adoro o meu povo


Férias!
Os portugueses babam-se todos, por estenderem a toalha tão longe de casa, pensando que a areia da praia bem longe, lhes vai idolatrar o corpo.
Uns dias bem longe da cidade que durante, o ano fartam-se de calcorrear. Oferecem-lhe as energias para continuar a matraquear os caminhos da rotina.
É dar um olhar e, estão os portugueses a encher o Algarve como o paraíso para a felicidade por uns dias.
Vai-se o subsídio.
 Vai-se os tostões, guardados nos bancos que nada oferecem e a tudo cobram. E no final nem querem fazer as contas, porque o bronze algarvio, merece o esforço financeiro despendido.
Adoro o meu povo!
Faz das tripas coração, para viver uns dias como rei e senhor da terra. E de malas e bagagens, entopem as portagens rumo ao sul. Como se o sol, só nascesse por essas bandas.
Foram-se os tempos de o Algarve ser uma colónia balnear dos europeus endinheirados.
Trocar a sua moeda em escudos, era a certeza de ter férias mais baratas, que uns dias por terras de sua Majestade.
Por isso, permaneciam no Algarve até que o corpo se manchasse de escuro e da boa vida, se cansasse.
Veio o Euro!
E a maioria fizeram contas à vida e por igual quantia, rumaram para outras paragens. Deixando o Algarve à mercê dos portugueses, vindo do norte e centro. Agora recebidos como os salvadores da economia algarvia.
Entretanto chegam os imigrantes a arrotar euros (por vezes emprestados) e petulância parolice.
Estacionam as grandes bombas, entupindo os passeios e de tangas chineses e tatuagens de lojas de garagem. Bebem minis, até arrotarem o pó armazenado durante meses a fio, a assentar muros das casas dos ricos europeus. Que pagam balelas, para erguerem os centros comerciais do futuro.
Por fim regressam com a lágrima no olho e na esperança dos familiares que cá permanecem. Passado um mês, mandar o máximo do dinheiro ganho, para fazer face, à dura vida, que este país resolveu já à longos anos brindar a maioria dos portugueses.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Num só Dia




Lembrei--me agora:
Se em vez de maratonas desgastantes, ou ciclovias dominicais, onde uns mostram os adereços vistosos e as bicicletas topo de gama.
Se juntassem e num dia, um só dia! Vestissem fato-macaco e devastassem o mato, que tanto apregoam, ser o causador do alimentar de tantos dolorosos incêndios.
Lembrei-me agora:
Em vez de caminhadas semanais, para desanuviar o stress em fatos e tangas ousadas. Usassem luvas e calças, para num só dia, limpar o que todos encontram, enquanto caminham mata fora.
Lembrei-me agora:
Em vez de caminhadas até Compostela, onde fervilham os pés e a dureza do corpo. Caminhassem de rosto sentido como todos agora exprimem. E limpassem o mato que vislumbram naqueles quilómetros que não tem saída, até que a Catedral se anuncie e, se ajoelham aos pés do santo?
Acredito que mesmo o Santo a todos agradecia!
Lembrei-me agora:
A todos aqueles que percorrem quilómetros atrás do futebol, que por vezes nos trás vergonha e repulsa, com violência à mistura.
Se juntassem e num só dia, limpavam as matas que circundam as suas Freguesias.
Lembrei-me agora:
A todos aqueles que nos governam e, hoje se abraçam em choros a raiar a culpabilidade de uma enorme tragédia.
Em vez de prometer medidas energéticas para minorar o flagelo das florestas, (e já falam desde do tempo que pairou outra tragédia), tomassem medidas concretas. Ofereciam ao povo, que se deitasse sem o fogo à perna.
Lembrei-me agora:
De tantos donativos oferecidos!
Bastava umas horas de suor e um enorme grupo de amigos e todos nós Portugueses, combatíamos a Natureza ingrata e os terroristas pedestres nocturnos, que nos desgraçam.
Trabalhei doze horas, depois de pouco dormir, com a dor de tantas famílias que tudo perderam até o amor de um pai, marido, esposa e filho.
Hoje ainda não conseguirei dormir, com a raiva de estar num país onde terminei o trabalho pelas 19 horas com 30º e o verde era o expectador na largura da estrada!
Num só dia todos, mas todos, tudo faríamos!

domingo, 18 de junho de 2017

Foda-se




Choramos as alegrias, ainda não vai muito tempo e neste momento choramos a dor intensa de vidas perdidas, pelo monstro do fogo, que ano a ano, nos sufoca o País e as vidas!
Foda-se!
No meio de uma tragédia destas, ainda existe pessoas, que consegue postar caminhadas e churrascadas!
Postar, bandas a instigar à palhaçada e adultos a sorrir à boa vida, que a sorte lhes ofereceu!
Foda-se!
Um dia de silêncio. É o mínimo que podemos oferecer às vítimas, de uma tragédia, que nos livrou por tempos e, que um dia podemos ser envolvidos em momentos!
Que raiva!
Agora que termino o almoço e olho as montanhas deste País, que me acolhe num berço verde e maravilhoso. Em saber, que posso andar mata dentro. Desviando os ramos tenros, para caminhar bem dentro do coração desta vegetação, que remove os meus pulmões, do pó diário e das loucuras dos excessos.
Que raiva!
Porque por aqui também faz imenso calor, mas Deus no dia seguinte, abençoa com uma chuva, que até apetece deixar que refresque este corpo, farto de calos e nódoas negras.
Que raiva!
Sentir que todos os anos, Portugal vira cinzas. E quando regresso, encosto o rosto ao vidro, deixando brotar uma lágrima, pela catástrofe que o nosso verde se transforma!
Que mágoa!
Sentir pelas rádios. Áustria e Alemanha.
A tragédia tão longe e bem perto do meu País, já tão deserto. E agradecer pelo apoio desses Países, que nos acolhem como um deles e continuar a sentir o verde da Natureza deles!