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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Da ressureição à Aleluia





Cristo arrastou a cruz até ao Calvário, oferecendo-nos a fé sem limites!
A Páscoa simboliza, o recolhimento perante a dor e o sofrimento.
Para atingir o apogeu, na Aleluia da ressurreição.
Mesmo longe, recolho-me em alguém que há mais de dois mil anos, deu a vida por todos nós.
Fortificando a minha fé, para derrubar as montanhas pedregosas que, impedem a minha caminhada.
Santa Páscoa para todos!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sente-se





Sente-se a praia. 
Sente-se a areia a fazer cocegas nos pés.
Sente-se o aroma a argaço, já seco pelo calor primaveril.
Sente-se a pele quente despida de roupa, o calor é intenso.
Sente-se as pessoas mais sorridentes.
Devido ao sol e dias longos, oferecendo um pouco de alegria ao mais deprimido.
Foi-se o Inverno, chegou a Primavera.
Promete o Verão com dias repletos de sol.
Sente-se a frescura da noite. Acompanhado pela beleza do momento
Sente-se um esgar de nostalgia, porque ambos sabemos: um para fora, outro cá dentro.
Sente-se chegar os últimos dias.
O sorriso é húmido, o olhar fechado na saudade.
Sente-se a amêndoa a desfazer-se em chocolate.
Uma, duas. Tantas até que a gulosice farte
Sente-se o pão-de-ló mergulhado, no famoso champagne clássico
Sente-se a Páscoa com a semana santa.
Sente-se a morte e a ressurreição de Jesus
Aleluia pela alegria da vida.
Foi o que nos ofereceu o filho de Maria.

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa como raíz da Fé




Vivemos a Páscoa como raízes da fé, que nos acompanha numa educação envolvendo os caminhos da religião. Sendo o suporte da força para nos guiar nos caminhos da bondade e no crer no salvador, que deu a vida por todos nós.
No aproximar da morte e ressurreição de Cristo, vemo-nos totalmente envolvidos nesse grandioso acontecimento que se prolonga pelos séculos. E a cada ano, serve inteiramente para nos recolher em silêncio, sorvendo o sofrimento terrível, que termina na ressurreição como o êxtase espiritual da fé cristã.
Acreditamos na enorme força de um homem extraordinário. Que viveu para lutar pelos mais frágeis, numa vida curta, repleta de fé e bondade. Perdoando aos pecadores arrependidos e curando os enfermos abandonados.
Acreditamos na enorme força de um homem extraordinário. Que se recolhia nos confins do deserto para ouvir os conselhos de Deus, aplicando-os na esperança do que o mundo seguisse os caminhos da sua doutrina através dos apóstolos por si escolhidos.
De tal modo se espalhou, convertendo ferozes inimigos em seguidores acérrimos de uma fé tão bela. Que milhares deles ao longo dos tempos, ofereciam as suas vidas em atrozes sofrimentos, sabendo que emergiam veneradores na continuação da mensagem de Cristo.
A vida era tão insignificante perante a grandeza do sofrimento de Jesus, que nos últimos suspiros evocavam Deus e humildemente ofereciam-lhe essa mesma vida, como agradecimento por serem os escolhidos.
Por isso vivamos a Páscoa, como a continuidade da mensagem á seculos esculpida nas areias quentes do deserto e nos jardins das oliveiras, terminando na entrada triunfal em Jerusalém que coroou na ressurreição no filho de Deus.
Boa Páscoa para todos!
  
    

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Toda a Família Reunida


Toda a família reunida, ou quase toda, num convívio que já se tornou obrigatório.
Por entre comes e bebes, falou-se de tudo um pouco.
Uns, claro, do momento actual em que o país vive.
 Outros, mais as mulheres. Dos filhos que estão no estrangeiro, num final de curso que trará as dores de cabeça para conseguirem porem em prática o que aprenderam ao longo de vários anos.
 Os restantes misturavam temas, consoante o grupo onde se encontravam e como na véspera se assistiu a mais um jogo onde o futebol continua a ser rei. Era o tema em destaque no seio dos mais novos, que até mete vestimenta azul foleira.
O almoço estava apetitoso, cabrito da Páscoa. Salmão para os mais delicados de estômago e uns filetinhos, para quem adorava petiscar de tudo um pouco.
Depois do café com o lago do parque em destaque, o sol forte mas a saber tão bem que até deu para as meninas mostrarem os braços, ainda branquinhos. Partiu-se para a futebolada tao ansiada como desejada.
Os da Venda são réis e senhores do jogo!
Tiago e Hugo dominam o jogo, tanto nas alturas, como à flor da relva sintética.
Força neles é para dar e vender e como tive a sorte de jogar pela equipa onde eles se instalaram, foi mais fácil esconder a certeza de que os anos já vão pesando, neste corpo a precisar de muito desporto.
 Foram duas horas de golos de belo efeito, com guarda-redes improvisados pelo lado adversário, menina bem formosa, com atributos gostosos e mais tarde menina ou menino, (ficou a dúvida). E no nosso lado Zé Ribeiro, carradas de anos a defender as balizas, dando espectáculo com defesas aparatosas e brindes a miúdo de nove anos, quase colado à sua barriga já redondinha de tanta boa vidinha.
No final uma nota para as grandes figuras da tarde, Duarte Nuno e Diogo Ribeiro. Encheram o sintético com golos. Principalmente o Diogo, cheio de força, fazendo esquecer o seu pai. A grande figura destes convívios, Tone Bouchinha.  
No regresso ao parque como a fome apertava, foi o devorar do que restava.
Foram-se as pataniscas, o presunto, os cocos, o pão e as mines. Eu sei lá, foi tudo o que havia por lá!
Recordou-se bons momentos e também aqueles que continuam a deixar saudades. Enchiam estes convívios de alegria e sabedoria.
A família cresce e já vai na terceira geração, onde os mais pequenotes saltam, brincam, até o soninho os tornarem chatinhos. E ainda faltaram os três mosqueteiros, aí se viessem, aí se viessem………
Para o ano lá estaremos, espero que os mesmos, mais, os que por motivos de força maior, não puderam neste ano. Assim tornamo-nos mais unidos numa família que pautou esse princípio!

sábado, 23 de abril de 2011

Comemora-se Ano a Ano.........


A Páscoa enche as ruas de flores coloridas e junta as pessoas numa fé tão procurada, nestes momentos de aflita incerteza.
Comemora-se ano a ano. Século a século. E por aí fora, num fim de linha sem fim à vista. Cristo a sofrer atrozes golpes que lhe trespassavam o corpo, oferecendo a sua vida envolvida em amor, ao mesmo tempo que libertava o espírito, que povoa e protege dois mil anos depois, a face da terra.
Todos nós buscamos esse espírito e nesta quadra muito marcante, rezamos e inspiramos o espírito do senhor para nos aliviar as dores físicas e psicológicas que nos invadem diariamente.
Cristo carregou a cruz num caminhar doloroso e impedido ferozmente de um braço amigo, para aliviar o sofrimento.
Nós carregamos a nossa cruz pela vida fora, seja dura como pedra. Seja viscosa como merda.
Temos a cruz que merecemos. Muitos de nós é que escolhemos a madeira em que nos vamos pregar!
Vemos cruzes por todo lado, onde nos encontramos.
Somos impelidos ao sofrimento em situações, onde nada fazemos para o evitar e caminhamos com a cruz às costas, até acordarmos a força interior que derrubará todo esse peso exterior!
Gozemos a Páscoa, no meio dos doces de romaria e abrindo as portas à ressurreição do senhor.
Gozemos a Páscoa, e libertemos a cruz que Cristo carregou.
Aumentando ainda mais a nossa fé, num acreditar que o amor que Jesus tão salpicado de dor nos doou. Seja a força para nos ajudar a suportar a crise que infelizmente os homens, aí homens de pouca fé; transformaram numa cruz bem por baixo dos nossos pés.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Domingo de Páscoa


O Domingo de Páscoa iniciou-se num clima de religiosidade e de angustia já um pouco refeita, dado que na Páscoa de à dois anos, um familiar muito novo partiu para outra vida, já que Deus resolveu achar que a hora dele tinha batido à sua porta e elevou o seu corpo para o céu bem distante de todos nós, deixando um vazio imenso principalmente no seio da mulher e nos dois filhotes.
Mas a hora não era de partidas sem retorno, mas sim de comemorar a subida de Cristo para bem perto de Deus. Onde autentico vigilante dia e noite, controla o mundo e todo o mal que no seu seio se comete.
E como vimos fazendo, reunimo-nos em casa do que tem mais espaço e juntamos um enorme aglomerado de familiares que embelezam um ambiente e enchem-no de alegria e boa disposição.
O compasso percorre a rua! Houve-se o tilintar da campainha, anunciando a sua presença cada vez mais perto, cada vez mais estridente. Aquele som, que o garoto bem se esforça para que seja o mais audível possível, para que as pessoas se perfilem dentro de casa que a chegada do compasso anunciando a ressurreição de Cristo, está próxima, muito próxima.
E ele lá entra! Onde o Seminarista ainda jovem para estas andanças e muito novo para denotar uma fé que ainda não dá frutos. Lá entoa umas palavras simbolizando todo este acto, terminando em oração que os presentes acolhem com um Ámen. Percorrendo com a cruz os lábios dos presentes para o beijo tradicional no joelho de Cristo, como forma de consolo para tanto sofrimento na hora da morte, oferecida de mão beijada aos inimigos da Judeia, lavando as mãos o Pilatos, para que a nossa salvação fosse o preço de tão angustiante morte.
Terminando toda esta cerimonia que se desenrola á dois mil anos e cada vez mais presente nos nossos dias. Talvez lembrando a necessidade de nascer um novo Cristo que venha abalar a sociedade mundial e castigar os corruptos que tudo fazem para acentuar as desigualdades sociais, criando um fosso de dimensões já fora do alcance da vista humana e que faz nascer os bandos de asas infinitas, que nos roubam os nossos pertences a nossa intimidade e a nossa vida.
Dito isto passamos á fase do repasto. Que enche o estômago dos que muito devoram e bebem. E dos que tentando manter a linha corporal fanaticamente entre ginásios e deitas naturais deixam-se levar pelo ambiente e pela gostosa comida.
E pelas mesas cheias de familiares famintos, alinham-se travessas de lampreia assada para uns e arroz de lampreia para outros. Somos muitos e os gostos são diversificados.
O cabrito que não pode faltar vindo da beira interior, criado nos montes sem fim. Dá lugar à lampreia que não deixou marcas. E todos se atiram ás costelinhas do cabrito, aqueles que chegam com o garfo afiado, antes que os putos e eles são muitos resolvam apoderar-se do que todos gostam no cabrito.
No meio da doçaria, recordamos tempos passados. Infâncias felizes e duras, no meio de desgraças e alegrias.
Saímos um pouco de encontro ao bar não muito distante para a bica tão precisa e indispensável. Respiramos o ar da praia tão próxima e pegamos nos carros para irmos dar uns chutos ao ringue da freguesia, onde primos de idades muito próximas, esgrimem talentos que acabam em golos altamente festejados ora agora para mim, ora agora para ti.
Já no cair da noite, terminamos a festa com um leitão vindo da Bairrada, trazido pela família que lá vive a sua vidinha e com um espumante Loureiro lançado recentemente no mercado onde bebi uma boas taças. Terminamos em beleza um dia em cheio para todos.
Para os miúdos felizes por se encontrarem e partilharem brincadeiras e jogos.
Para os graúdos, tempo de matar saudades e recordar momentos recentes ou já muito distantes que momentaneamente nos invade uma nostalgia, rapidamente evaporada porque o momento é de festa e é para festas que estamos preparados. Tristezas já chegam as do dia a dia.
Claro que hoje sinto-me um pouco ressacado!
Mas feliz com os momentos passados. E conforme as horas vão passando vou-me sentindo mais próximo do meu estado físico normal e já me estou a preparar para outra já que me encontro na casa de um casal do peito e como tal a festa ainda não poderá ter terminado.