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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Será que os jovens de hoje desafiam o seu próprio Destino




Ainda mal me recompunha para pisar o chão que tantos anos percorri, nesta cidade decorada com enormes galos ex-libris do nosso fascínio. E depois da primeira noite agarrado aos lençóis da infância que me restituíram um pouco do sono perdido nos dias que antecederam a partida. Dou de olhos com um miúdo a insistir em passar o separador que resguarda acidentes rumo à via rápida.
Equilibrava-se como uma pena. Mas, poucos metros percorria.
E lá saltava para o passeio deixando os automobilistas estupefactos com a loucura do jovem.
Pensava estar no país onde trabalho, recheado de loucos de todos os tamanhos.
Mas era na minha cidade que um jovem, tentava percorrer uns cinquenta metros equilibrado numa grade de pouco mais que dez centímetros, tendo uns vinte metros mais abaixo a via rápida, que se tombasse ficava esborrachado.
E o puto insistia!
Conseguia quatro ou cinco metros, mas saltava para a berma da estrada quase se amparando aos veículos que vagarosamente circulavam, com os automobilistas a assistir incrédulos à loucura do miúdo.
Parei por minutos incrédulo!
Ele reparou em mim que de telemóvel na mão, tentava registar esta loucura perigosa.
E depois de mais uma tentativa em vão, saltou de novo para a berma e levantou-me o dedo, mandando-me para os lados que todos conhecemos.
Continuei o meu caminho atento ao miúdo que não se cansava de tentar atravessar e já tinha conseguido metade do gradeamento.
Será que os jovens de hoje desafiam o seu próprio destino?
Ou nós já crescidinhos, estamos conscientes que já vimos tudo neste nosso caminho!





sábado, 25 de julho de 2015

Milhões de Festa




Milhões de festa, embeleza a terra do galo
Faz por dias, regressar a alma jovem dos que ingratamente tiveram que partir e enchem a cidade de sorrisos encantadores. Olhares que alegram os idosos fartos da rotina diária de uma cidade por vezes fantasma.
Chegaram de todo lado.
Esticando-se ao comprido na relva aparada da piscina. Realçando as tatuagens da moda e aliviando o calor em saltos um tanto ou quanto malucos, na água fresca que tudo acalma.
São corpos manchados pela beleza ainda jovem de quem se farta em apanhar os festivais pelo país fora e descobriram Barcelos, outrora barricado na pasmaceira do nada e cá estão prontos para três dias de autentica farra.  
Ocupam o castelo e a marginal ainda curta do rio. Em grupos volumosos, ensaiando os últimos acordes, para logo mais à noitinha, levar a juventude ao rubro.
Meios vestidos com o que de melhor tem para mostrar, dão largas à alegria contagiando quem de boca aberta teve o privilégio de partilhar.
Barcelos está nas bocas do país.
Milhões de festa, está de pedra e cal na terra do galo que de lendas se fartou e trouxe para a ribalta o milhões que se perpetuará na história.

domingo, 19 de abril de 2015

A Primavera ajuda a Brotar






Barcelos agitou-se com a chegada do primeiro-ministro
Eram sorrisos gigantes em caras de gente que se quer conhecida
Não faltaram abraços e palmadinhas nas costas
Isto é, Portugal! Tão pequenino e dissimuladamente genuíno.

Barcelos viveu a barafunda da mobilização do partido no poder
Mesmo sendo uma terra gerida pelo “amigo” de tantos anos
Tudo está bem, quando acaba bem.
A primavera ajuda a brotar a continuação da democracia

Barcelos assiste ao esvoaçar das bandeiras laranjas
Bem perto do local onde estudam (ram) os nossos filhos
O país está melhor, dizem eles de braço em riste
Mudar por mudar, é melhor aceitar o mesmo senhorio

Barcelos amanhã volta a ser o que era
Uma terra órfão, de filhos e pais que se amotinam na imigração
Não tarda, temos as cruzes e alguma diversão
E em Agosto voltam todas para agitar o comércio local

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Barcelos cartão-de-visita





Barcelos cidade pequeníssima onde em duas corridas, ou numa dúzia de passadas, se fica a par do legado dos nossos antepassados.
Farta-se de encanto, dado acolher a beleza da natureza e o esplendor da sua histórica riqueza.
O rio Cávado. Há tantos anos de margens abertas, para o elevar a entretimento e ao pulmão dos barcelenses, encosta-se na sua entrada oferecendo a ponte medieval, que resiste a cheias de não sobrar pedra sobre pedra, como passadeira para a sua travessia.
Dessa mesma ponte, olhos se abrem de espanto a quem entra como visitante.
Pela beleza do castelo, onde Duques e Duquesas fizeram jus a perdurar a nobreza. Sendo reis e senhores de terras, que os olhos não conseguiam alcançar.
A igreja Matriz. Paredes meias do castelo, de uma maravilhosa coleção de vitrais. Superando milhentos arco-íris que coloriam o céu. Onde se rezou e reza, de joelhos a sangrar, por guerras que fizeram historia e pelos mortos que se agarram nas memórias.
Os Paços do Concelho. Edifício magnifico, ainda recentemente recuperado. Cada vez mais sonhado pelos que um dia julgam sentar o rabo, liderando os destinos dos Barcelenses. Alberga em exposições de trabalhos de uma árdua vida, a esperança de artesãos e letrados, para fazer valer a sua inegável capacidade.
Torre de Menagem. É só caminhar um quarteirão, rua direita acima.
 Almofada peças únicas e valiosíssimas, de Barcelenses que nunca serão esquecidos. É o
 cartão-de-visita para turistas e não só! É só subir e perder Barcelos de vista.

O Largo da Porta Nova, a nossa praça que não se chama são Pedro. Mas tem o senhor da Cruz em tão elevado relevo.
 É o repouso do turista depois de umas horas a arreguilar os olhos, pela maravilhosa beleza que o legado deixado pelos antepassados, glorifica a nossa cidade.
Ainda se pode em duas caminhadas, dar um salto á igreja do Terço, passando pela avenida calçada em granito. Contemplar mais um templo que não se esfuma no tempo.
Pronto! Depois de abraçar o enorme galo para a fotografia da praxe. É hora para entrar no autobus e rumar para qualquer lado!
Alguns ficam na Bagoeira a saborear o galo assado, fazendo lembrar a lenda com o prospeto ao lado, que ao lerem-no ficam toldados com esta história de um galo já assado.
São lendas senhor, são lendas. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O País anda entretido com as Caras conhecidas Espalmadas nos placares



As Autárquicas mexem com o povo!
Mexem com o país.
Ninguém fica indiferente com o rebuliço que as eleições para a nossa terrinha, causam nas Freguesias, nas Cidades e até no estrangeiro. Já que muitos acompanham bem de perto, via Internet. O que diariamente se vai passando ao virar da esquina das 89 freguesias e de uma cidade tão pequenina.
Quem diz em Barcelos, diz no país total.
Desde Monção a Sagres, não esquecendo Madeira e Açores.
E quem ganha com isto?
O governo!
Claro, esse bando de ex jotas e enferrujados da política.
O povo entretém-se com as biqueiradas para atmosfera nos duelos das Autárquicas. E assim o governo consegue respirar um pouco melhor, para ganhar folgo para o que aí vem. Depois, de uns dias depois, das Eleições.
Nada melhor para Passos Coelho, de que após umas merecidas férias a foder o povo. Do que águas calmas, no Parlamento e gelados cones das máquinas das Romarias, já que o País anda entretido com as caras conhecidas espalmadas nos placares, das terrinhas onde vivem.
Lá está, o Zé vai a correr atrás da bandeira “Defender Barcelos”. O pano deve servir para limpar o óleo da motoreta. O pau, sei lá. Para bater no retrato do Passos Coelho que lhe tem fodido o vencimento.
Ao Luís é-lhe oferecido um balão” Despertar Barcelos”, mas como ele é bem grandote, parece mal de balão na mão. Entrega-o ao filhote. Que o agarra com tanta força com medo que ele se solte e fique agarrado ao edifício das finanças.
A Dona Maria teve a sorte de receber das mãos do candidato, uma esferográfica não, duas! Bela iniciativa nesta altura do regresso às aulas.
Toda feliz, corre para casa e diz: - Catarina olha o que eu trouxe.
O professor do Esquerda, nem sei, quem é o rapaz, estendeu a mão e pegue minha senhora e não se esqueça, vote no que tem o bonequinho!
Como o sol ainda vai alto, já que o Verão ainda se vai manter até pelo menos às Eleições. O tio Amândio já na casa dos setenta e apareceu porque veio à feira como o faz todas as quintas. Sente entrar pela careca (o cabelo à muito se foi). O chapéuzinho laranja, com umas tirinhas para não esquecer que tem companhia (verdade seja dita eles tentam despertar, seja na feira. Seja á porta dos tascos), oferecido por uma bela menina muito parecida com as que distribuem folhetos do Vaticano.
Ó tiozinho, ó tiozinho é para usar todos os dias! – Lá disse a catraia mais despida do que vestida levando o tio Amândio a abanar a cabeça (já com o chapéuzito), pensando: Este mundo está perdido! Só queria ter menos vinte anos.
Divirtam-se uns dias, já que não tarda vão-nos ao bolso de novo!