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segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril



Hoje o 25 de Abril já nem é esperança!
Já que as suas conquistas foram despedaçadas
E o mais grave, fomos nós povo os responsáveis
Através do voto oferecemos o, que conquistamos!

sábado, 25 de abril de 2015

25 De Abril



25 de Abril que já pouco dizes
A uma geração de pobres petizes
Que cresceram vestindo roupas de marca
Hoje governam-nos deixando dor e magoa

25 de Abril de homens de cravo ao peito
Lutaram bravamente para a revolução fazer efeito
Hoje resguardam-se nos corredores dos eleitos
Tentando obter honras de um longínquo feito

25 de Abril deu-se era eu pequenote
Mal discernia que o povo saiu á rua
Hoje refugia-se na vergonha da penúria
Sem pão na mesa, para matar a fome á filharada

25 de Abril sempre
Dizem os saudosos a todo o momento
Um a um vão-se com o tempo
Poucos irão ficar para relembrar um glorioso feito

sábado, 12 de abril de 2014

25 de ABRIL quarenta anos Depois




O 25 de abril, estará sempre enraizado nas nossas vidas. Sempre!
E a cada ano que se comemora, mais vincado fica o seu significado.
Apesar de sentir, que muito do que, com o sair á rua em setenta e quatro reivindicamos e passamos a usufruir. Foi levado pelas artimanhas dos novos políticos e com o nosso deixa andar, hoje as conquistas não são mais que a nostalgia do poder que adquirimos há não muito tempo atrás.
O povo foi moldado com o decorrer dos anos, sem se aperceber que se encaminhava para a boca do lobo. E presentemente, quarenta anos depois sinto. Que já não temos volta para recuperar os argumentos com que obtivemos a vitória.
Não nos apercebemos que nos estavam a separar, evitando com isso que a força do povo permanecesse indissolúvel. E de uma enormíssima união que jamais seria vencida. O povo sente agora que é presa fácil para fazer calar a sua revolta.
Os discursos que se ouvirão na sua comemoração, serão não mais que o desabafar do que se conquistou e a certeza do que deixamos perder. E obrigados a ouvir da boca de quem sabe, que nós sabemos. A hipocrisia de o elevar como grandíssima conquista perpetuada ao longo das próximas gerações.
As armas que eram visíveis á quarenta anos. Serviram para libertar sem necessitarem de abrir fogo.
Hoje idênticas armas servem para amedrontar e silenciar quem tão isolado tenta acordar, as conquistas de um Abril que se deseja tão perto. Mas que Deus permita que não. Tão inacessível nos tempos mais próximos.
Abril sempre, irão dizer todos daqui a dias!
Abril como nostalgia, dizemos todos olhando para os cravos que ainda muitos colocarão no rebuço.




   

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Onde está o 25 de Abril


Onde está o 25 de Abril!
Onde está a alegria de todos os anos expandirmos a nossa alegria, na comemoração desta data que nos tirou da mordaça sempre instalada.
Onde estão os cravos na lapela de todos nós, quando saiamos á rua e íamos logo bem cedo à missa e agradecermos a Deus por afastar os que nos oprimiam as opiniões e a liberdade das decisões.
Onde estão os palcos montados, nas praças de todas as cidades, para numa tarde, recordar trinta e oito anos, numa manifestação festiva, com gritos de viva a liberdade e 25 de Abril sempre.
Onde estão os comandantes de Abril, para nos incentivar e fazer acreditar que o 25 de Abril, veio para ficar e comandar os ideais dos homens que deram a vida por um país livre e democrático.
Custa ver os nossos políticos, a maioria dos quais, aquando de Abril de setenta e quatro ainda usavam fraldas (de pano), estilhaçar em cacos irrecuperáveis as conquistas ardorosamente tomadas e deixar o povo sem alegria em vir para a rua e com um brilhozinho nos olhos, cantar as melodias primaveris que marcaram Abrir e descobrir que uma gaivota voava, seja no mar, ou perto de nossa casa.
 Ou que Grândola vila morena, era uma localidade bem no profundo Alentejo, que pouco de nosso já tem, vendido ao desbarato aos estrangeiros, que fazem de nós gato-sapato.
Ou que lembrar Abril, é lembrar Zeca Afonso, cantando de mãos nos bolsos, mostrando que não tardava nada, que mais cedo ou mais tarde nos iam aos bolsos.
Custa ver os nossos políticos, muitos deles brotaram com o 25 de Abril, fazerem discursos de circunstância e não conseguindo esconder que o povo, lê nos seus olhos que o 25 de Abril, é hoje a Troica, que nos sufoca e nos afasta dessa conquista a cada dia que passa.
Onde está o 25 de Abril, sem homenagens a Salgueiro Maia. Sem homenagens aos militares de Abril que trocaram as balas por cravos no cano das espingardas.
Será que o 25 de Abril de 1974, morreu em Abril de 2012, numa profunda nostalgia que afasta o povo de acreditar que 25 de Abril é sempre!

Onde está o 25 de Abril?   

domingo, 25 de abril de 2010

25 De Abril é do Século Passado mas está Ainda Fresco na Memoria de Muitos


É meia-noite ouço foguetes. Alguém está a comemorar o 25 de Abril!
Primeiro meia dúzia, agora uma mão cheia. Uns, bem perto e outros mais distantes.
O 25 de Abril dos nossos dias passados 36 anos envia-nos um dramático aviso!
Um aviso de reflexão sem rodeios, sem medos!
A cada ano que passa, perdemos um quinhão de liberdade. Porque nos deixamos iludir pelo papão da ganância e corremos em busca do tudo querer e no final tudo perdemos. Diluindo assim a partilha de abrir a Sociedade às oportunidades que deviam ser abertas a todos, para que todos usufruíssem das mesmas ferramentas para abrirem o futuro. E assim homens e mulheres construíam o seu futuro, com a capacidade que desenvolveram ao longo da sua aprendizagem.
A cada ano que passa fechamos os olhos às conquistas de Abril. Na maioria dos casos por míseros bónus, que nos alegram no momento levando-nos à felicidade precoce, mas são a arma venenosa com que entregamos a nossa honestidade aos chacais esfomeados prontos a devorar a nossa integridade.
A cada ano que passa somos vigiados ininterruptamente. Calcam-nos os calcanhares dia após dia, mês após mês. E nós, envolvidos num invisível colete-de-forças deixamo-nos cabisbaixos levar para longe do nosso ser e passamos a viver meios nómadas dentro do nosso próprio espaço, tutelados pelo sistema que ingenuamente deixamos paulatinamente absorver-nos.
A cada ano que passa deixamos de cantar Abril, de festejar Abril, de amar Abril!
Porque fomos influenciados por um sistema que paulatinamente foi ganhando vida através da doutrina trazida dos colégios invisíveis para o comum dos mortais. E nos lavaram o cérebro, purificando-o de ideologias próprias, com promessas ilusórias que nos afundaram num beco sem saída.
A cada ano que passa os heróis de Abril, não querem comemorações, para inglês ver!
Não querem cravos na lapela por um dia! Querem Abril todos os dias!
Abril na sua essência! Com Democracia, com Liberdade com Respeito e fundamentalmente com humildade! Porque Abril de 1974. Nasceu de homens e mulheres humildes e íntegros.
O 25 de Abril de 1974 desabrochou a Esperança. O 25 de Abril de 2010, ainda vai a tempo de iluminar a confiança. É só nós pretendermos!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O 25 de Abril Desabrochou a Esperança

Era um garoto, quando se deu o 25 Abril e eu na minha inocência, pouco entendia do que se estava a passar. Sentia só, que as pessoas principalmente os homens andavam excitados, não paravam, deambulavam por todo o lado, juntando-se em grupos, sempre a manifestar-se ruidosamente e alegremente. Mais tarde vim a perceber que toda essa alegria era inteiramente justificada, pondo fim a longos anos de repressão da liberdade.
Mas na altura que se deu o 25 Abril, estava no largo brincando com os restantes colegas de botas reforçadas e de calças remendadas. E um ruído de alegria entrou no meu pequenino cérebro que ainda hoje lá se encontra armazenado e pela altura da comemoração da Revolução revejo como se fosse hoje, as vizinhas virem para a rua a gritar, que estavam os canhões a entrar por Lisboa a dentro, para matar os fascistas!
O 25 de Abril dos nossos dias passados 35 anos envia-nos um dramático aviso!
Um aviso de reflexão sem rodeios, sem medos!
A cada ano que passa, perdemos um quinhão de liberdade. Porque nos deixamos iludir pelo papão da ganância e corremos em busca do tudo querer e no final tudo perdemos. Diluindo assim a partilha de abrir a Sociedade às oportunidades que deviam ser abertas a todos, para que todos usufruíssem das mesmas ferramentas para abrirem o futuro. E assim homens e mulheres construíam o seu futuro, com a capacidade que desenvolveram ao longo da sua aprendizagem.
A cada ano que passa fechamos os olhos às conquistas de Abril. Na maioria dos casos por míseros bónus, que nos alegram no momento levando-nos à felicidade prematura, mas são a arma venenosa com que entregamos a nossa honestidade aos chacais esfomeados prontos a devorar a nossa integridade.
A cada ano que passa somos vigiados ininterruptamente. Calcam-nos os calcanhares dia após dia, mês após mês. E nós, envolvidos num invisível colete-de-forças deixamo-nos cabisbaixos levar para longe do nosso ser e passamos a viver meios nómadas dentro do nosso próprio espaço, tutelados pelo sistema que ingenuamente deixamos paulatinamente absorver-nos.
A cada ano que passa deixamos de cantar Abril, de festejar Abril, de amar Abril! Porque fomos influenciados por meia dúzia de seguranças de elite com divisas de catedráticos que através da doutrina trazida dos colégios invisíveis para o comum dos mortais, nos lavaram o cérebro e purificaram-no de ideologias próprias, com promessas ilusórias que nos afundaram num beco sem saída.
Por tudo isto comemorar Abril será uma afronta, a todos aqueles que deram tudo para que Abril de 1974, fosse um acontecimento que justificasse os horrores do isolamento, os horrores da perseguição e os horrores de verem morrer pais, mães, filhos.
Eu não vou comemorar Abril! Vou reflectir profundamente e humildemente pedir perdão devido á vergonha de também contribuir, mesmo, que por mais pequeno gesto que fosse, de entregar um legado deixado pelos heróis de uma revolução de mão beijada aos devassos que a coberto da noite e disfarçados de bons samaritanos durante o dia. Nos sugaram com promessas falaciosas e nunca consumadas.
Os heróis de Abril não querem comemorações!
Não querem cravos na lapela por um dia!
Querem Abril todos os dias!!!!
Abril na sua essência! Com Democracia, com Liberdade com Respeito e fundamentalmente com humildade! Porque Abril de 1974. Nasceu de homens e mulheres humildes e íntegros.
O 25 de Abril de 1974 desabrochou a Esperança. O 25 de Abril de 2009, ainda vai a tempo de iluminar a confiança. É só nós pretendermos!