domingo, 21 de julho de 2013

A vida tão Simples é Boa!



O Domingo nasce com o sol a espalmar-se de encontro à janela e desperta-me de uma noite. Sem euforias, nem altas horas de canecas e fumarada.
A vida tão simples é boa!
Conseguimos falar de nós, de sentimentos. Confessamos segredos, partilhamos emoções.
E ainda, deixamos respostas para mais tarde!
Tudo isto, sem sair do meu espaço!
Do meu lugar, do meu canto.
Da minha janela virada para o céu, enquanto o dia toma conta do mundo.
Da minha janela virada para as estrelas, enquanto procuro encontrar a minha estrela predilecta, com quem reparto os meus pensamentos.
A vida tão simples é boa!
Vem de encontro a mim, diariamente.
Oferece-me o seu encanto.
Oferece-me o seu abraço de braços estendidos, para me proteger, dos degraus íngremes e assim afasta as falésias fatais sem portas de saída.
A vida tão simples é boa!
Invade-me com notícias agora sim, revestidas de certezas. E não gosto de incertezas!
De dia para dia, devagarinho.
Sem pressas, não quero dar um passo maior que a minha perna.
Sem stress, o mundo mergulha nele.
E continuar a fazer-te rir!
Eu adoro fazer rir as estrelas.
Porque caminham comigo ao longo do rio, depois de saltar a janela.
A vida tão simples é boa!

sábado, 20 de julho de 2013

Como Pode












Primeiro foi a neve que cobriu a imensidão desta região!
Chegou a primavera e o sol derreteu essa imensidão e fez florescer, quilómetros de um amarelo que por si só fazia sorrir qualquer pessoa.
O amarelo foi recolhido por máquinas que fazem inveja ao resto do mundo, perante a capacidade deste país.
E hoje com o calor no pico do verão. Como pode, um país a acordar dias e dias a fio com a neve a trancar todas as portas e hoje com um calor, que liberta a Natureza e embeleza a região.
É milho de um lado. Que já não deixa ver o que está para lá.
E batatal do outro. É batatas sem fim!
Acredito que vão ser dias a comer batatas de todas as formas.
Só a estrada divide o encontro de duas culturas, tão familiares no meu país e tão perto de mim mesmo longe dele.




quarta-feira, 17 de julho de 2013

Podes vir que eu, nada Temo








Só desta boca, delineada pelos anjos que descem, enquanto a noite embala o sono. Brotam palavras, convincentes:

 Podes vir que eu, nada temo.
Dizes que não fazes mal a uma mosca,
Mas pressinto-te, atrevido-te para o meu gosto.
Podes vir, que nada temo!

Só deste olhar, que obriga a desviar o olhar, a quem se atreve a desafia-lo, mas só um o lê:

Podes vir que eu, nada temo.
Dizes que não fazes mal a uma mosca,
Mas pressinto-te, atrevido-te para o meu gosto.
Podes vir, que nada temo!

Do corpo, visto ao longe aos retalhos. Que surgiam, mediante as nossas histórias contadas. Chega o aviso:

Podes vir que eu, nada temo.
Dizes que não fazes mal a uma mosca,
Mas pressinto-te, atrevido-te para o meu gosto.
Podes vir, que nada temo!


Do coração surge a bela sensação. Estou desejosa de te conhecer!

Venhas de tamancos, ou de pantufas:
Podes vir que eu, nada temo.
Dizes que não fazes mal a uma mosca,
Mas pressinto-te, atrevido-te para o meu gosto.
Podes vir, que nada temo!