domingo, 24 de julho de 2016

Oceano Imenso




Espero por ti longos dias antes de te encontrar.
A distância que nos separa são os dias que me retêm por cá. Contando-os minuto a minuto para encurtar o calendário e aproximar-me do teu perfume que afugenta o meu sacrifício, já entranhado há longos anos.
Os dias são tão longos que nem a noite os debanda e logo outro nasce, mas não faz mais do que despejar uma gota no oceano.
Oceano imenso, sem terra à vista.
Milhas sem fim, de desejos estampados na vela rasgada feita de trapos. Que me cobriram o corpo nas longas jornadas. E a minha jangada apodrece antes de encostar à terra prometida descrita nas escrituras dos profetas despidos de utensílios, mas oferecendo a fé como o caminho da saudação.

A Natureza é tão Formosa




Delicioso saborear a chama fresca da manhã, convidando passear pelos trilhos que serpenteiam o rio tão perto, que sinto a frescura da florestação e o leve silvar da pouca corrente sem alteração.
É por aqui que eu passeio!
É por aqui que procuro nesgas de areal e abundam em longa expansão. Para me refrescar e molhar os pés, cansados de ininterrupto trabalho.
É por aqui que recupero o equilíbrio da mente, deixando para trás o stress por vezes evidente e, quando volto de novo ao apartamento. Sinto uma leveza que a Natureza me oferece de mão beijada.
A Natureza é tão formosa que habituados ao adulterar o habitat em que vivemos, não agradecemos a maravilha verdejante que tão perto nos presenteia.

Delicioso





Delicioso sentir a chama fresca da manhã, pela janela que resguarda o silêncio da noite.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, depois de adormecer relembrando a felicidade de momentos.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, convidando passear pelos trilhos que serpenteiam o rio tão perto, que sinto a frescura da florestação e o leve silvar da pouca corrente sem alteração.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, mesmo quando alguém faz questão de alterar a minha boa disposição!


sábado, 16 de julho de 2016

Somos um povo macabro




Vivemos das alegrias do desporto e das tristezas que ocorrem nomeadamente em França e de golpes de estado de portas escancaradas.

Enquanto isso, o País é governado na sombra desses acontecimentos que desviam a atenção do povo.
E a seu belo prazer, governa-se um País quase sem rei nem roque, visando o favorecimento de alguns em prol da desgraça dos milhões de restantes. E passamos ao lado das grandes questões que mais cedo ou mais tarde, mergulham as nossas esperanças, nas catacumbas da calamidade.
Lutamos arduamente pelo fim da ditadura muitos anos imposta. Demos corpo às armas da repressão e assumimos de norte a sul, a mudança tanto desejada.
Com ela adquirimos direitos fundamentais que nos conferiram uma qualidade de vida tanto desejada.
Com o tempo, adormecemos nesses direitos adquiridos e deixamo-nos levar pelas promessas de uma geração de jotas, nascidos para aniquilar as nossas conquistas e deixamo-nos governar por esses imbecis, que mais não fizeram do que preocupar-se com eles próprios.
Hoje perdemos a luta arduamente travada. E demos voz às mentiras de slogans descabidos e recolhemo-nos em nós próprios, esperando que o mal dos outros, seja a esperança do nosso bem-estar.
Perdemos toda a força que conquistamos, com a liberdade da geração dos nossos pais. Que nos conseguiram oferecer melhor pão, do que o deles, amassado pelo diabo.
Perdemos autonomia como um país soberano, regido pelas directrizes de uma Europa viciada nos rombos de três países, que regem o destino de milhões escravos ao seu serviço.
Perdemos dignidade ao vermos compatriotas estuprando famílias e amigos, num desespero incontido e deixamos andar, porque sempre pensamos, que só acontece aos outros. Somos imbecilmente pensamos nós, imunes a desgraças.
Somos um povo macabro. Apenas porque ainda não há muitos anos, travamos longa batalha para simplesmente fazermos voz à nossa liberdade!
Enquanto isso, o País é governado na sombra desses acontecimentos que desviam a atenção do povo.
E a seu belo prazer, governa-se um País quase sem rei nem roque, visando o favorecimento de alguns em prol da desgraça dos milhões de restantes. E passamos ao lado das grandes questões que mais cedo ou mais tarde, mergulham as nossas esperanças, nas catacumbas da calamidade.
Lutamos arduamente pelo fim da ditadura muitos anos imposta. Demos corpo às armas da repressão e assumimos de norte a sul, a mudança tanto desejada.
Com ela adquirimos direitos fundamentais que nos conferiram uma qualidade de vida tanto desejada.
Com o tempo, adormecemos nesses direitos adquiridos e deixamo-nos levar pelas promessas de uma geração de jotas, nascidos para aniquilar as nossas conquistas e deixamo-nos governar por esses imbecis, que mais não fizeram do que preocupar-se com eles próprios.
Hoje perdemos a luta arduamente travada. E demos voz às mentiras de slogans descabidos e recolhemo-nos em nós próprios, esperando que o mal dos outros, seja a esperança do nosso bem-estar.
Perdemos toda a força que conquistamos, com a liberdade da geração dos nossos pais. Que nos conseguiram oferecer melhor pão, do que o deles, amassado pelo diabo.
Perdemos autonomia como um país soberano, regido pelas directrizes de uma Europa viciada nos rombos de três países, que regem o destino de milhões escravos ao seu serviço.
Perdemos dignidade ao vermos compatriotas estuprando famílias e amigos, num desespero incontido e deixamos andar, porque sempre pensamos, que só acontece aos outros. Somos imbecilmente pensamos nós, imunes a desgraças.
Somos um povo macabro. Apenas porque ainda não há muitos anos, travamos longa batalha para simplesmente fazermos voz à nossa liberdade!