sábado, 19 de Abril de 2014

Páscoa como raíz da Fé




Vivemos a Páscoa como raízes da fé, que nos acompanha numa educação envolvendo os caminhos da religião. Sendo o suporte da força para nos guiar nos caminhos da bondade e no crer no salvador, que deu a vida por todos nós.
No aproximar da morte e ressurreição de Cristo, vemo-nos totalmente envolvidos nesse grandioso acontecimento que se prolonga pelos séculos. E a cada ano, serve inteiramente para nos recolher em silêncio, sorvendo o sofrimento terrível, que termina na ressurreição como o êxtase espiritual da fé cristã.
Acreditamos na enorme força de um homem extraordinário. Que viveu para lutar pelos mais frágeis, numa vida curta, repleta de fé e bondade. Perdoando aos pecadores arrependidos e curando os enfermos abandonados.
Acreditamos na enorme força de um homem extraordinário. Que se recolhia nos confins do deserto para ouvir os conselhos de Deus, aplicando-os na esperança do que o mundo seguisse os caminhos da sua doutrina através dos apóstolos por si escolhidos.
De tal modo se espalhou, convertendo ferozes inimigos em seguidores acérrimos de uma fé tão bela. Que milhares deles ao longo dos tempos, ofereciam as suas vidas em atrozes sofrimentos, sabendo que emergiam veneradores na continuação da mensagem de Cristo.
A vida era tão insignificante perante a grandeza do sofrimento de Jesus, que nos últimos suspiros evocavam Deus e humildemente ofereciam-lhe essa mesma vida, como agradecimento por serem os escolhidos.
Por isso vivamos a Páscoa, como a continuidade da mensagem á seculos esculpida nas areias quentes do deserto e nos jardins das oliveiras, terminando na entrada triunfal em Jerusalém que coroou na ressurreição no filho de Deus.
Boa Páscoa para todos!
  
    

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Rock in Rio




Eles encontram-se por todo lado. Estão espalhados pelo país.
Valem ouro e esperam pela correria às chamadas de valor acrescentado. E pelo desespero em que lhes caia em sorte, nos sorteios que gratificam os felizardos.
Os bancos associam-se promovendo o evento com os milhões que deixamos lá dentro.
Os híper publicitam, oferecendo os bilhetes mágicos em sorteios saídos das tombolas transparentes, depois de enchermos os carrinhos de pasta de dentes e detergentes.    
Todos os dias lá ouço na radio que me acompanha nas deambulações diárias, os gritos estridentes de quem acertou na frase: “Ganhaste, vais ao Rock in Rio!”
É a alegria dentro de uma enorme festa, que durante uns dias, será o alvo das atenções para os amantes das colossais bandas. E de todo o ambiente que rodeia estes enormes eventos.
O parque da bela vista, encontrará milhares de jovens e não só, sedentos de emoções apoteóticas.
Com nomes sonantes recentes, onde gira a batuta diversas vezes ao dia, das músicas várias vezes repetida.
E bandas consagradas de muitos anos de carreira, com melodias que viraram mito e membros que se perpetuarão na história.
Levitaram pela voz dos artistas que religiosamente os aconchegam ao coração, como os seus ídolos de eleição.
Pelas músicas recentes, já com as letras decoradas mais rápido do que o manual escolar. Mesmo sendo em língua diferente da do Camões, pouco importa para o fervor com que libertam as silabas carregadas de sensações.
Pelo convívio em redor. Salpicado de bebidas afrodisíacas e fumaradas que fazem rir. Contagiando quem está próximo e lá vai um envolvimento precoce.
E logo neste ano de comemoração de dez anos. Deste evento que não tem paralelo, num mundo que respira musica ao virar de cada esquina.
Haja alegria neste país!
Nem só de futebol vivemos. Porque a música não conhece fronteiras e lá estaremos com os pés bem perto daqueles monstros, que sobem ao palco como deuses e terminam saudando quem os ovaciona. Num êxtase que se perpetuara na memória.
Perto ou longe o Rock in Rio será um evento a seguir em todos os momentos.


  

domingo, 13 de Abril de 2014

Domingo como todos Desejamos






Domingo como todos desejamos, farto de sol e futebol!
Muito calor logo pela manhã, o tempo da chuva e do frio engavetou-se meses a fio. E as esplanadas acolhiam quem ainda sente o prazer de saborear o pequeno-almoço, um quarto de rosca com manteiga e o galão escurinho. Dois euritos, nada que faça mossa no orçamento.  
O futebol agita as multidões e todos querem saber bem rápido, quem vence o campeonato. Não foi desta, será na próxima e teremos as águias no ninho do triunfo.
Domingo de ramos, domingo das madrinhas.
As igrejas enfeitam-se de ramos assinalando a entrada de Jesus pelas portas de Jerusalém. As estradas servem para que a procissão dos Passos, leve até ao templo, Jesus crucificado na cruz.  
As madrinhas são obsequiadas com ramos de flores coloridas e quem oferece espera que na próxima semana, as rosas se transformem no folar tradicional.
Domingo de ir á praia e molhar os pés dormentes.
Todos os caminhos para lá guiavam. Era um mar de gente entupindo as entradas e saboreando as titilações que a areia causava nos pés dormentes.
Já se avistavam toalhas estendidas para os primeiros bronzes, que não eram mais que os primeiros escaldões.
Domingo de ressaca de casamentos e de discotecas a abarrotar de gente.
Domingo também para se estender ao comprido na sala arejada dormitando a espaços, depois da noitada foliona que entrou pela manhã. Não deixando dar mais que dois passos tudo porque a cabeça parecia que se ia desfazer em pedaços.