sexta-feira, 17 de abril de 2015

As músicas e as Misturas




Ouço música enquanto saboreio um chocolate que é a minha perdição!
Misturo as bandas de hoje, com as que segui no meu crescimento.
É uma mistura engraçada de emoções.
As mais antigas, de bandas duplamente conhecidas, trazem-me á lembrança a certeza de que já caminhei alguns anos nesta vida durinha.
As mais recentes, bandas que atingem o apogeu rapidamente como arrefecem ao primeiro sopro. Fazem-me lembrar momentos ainda bem frescos que me obrigaram a procurar um recanto bem longe.
Agora neste momento, recolho-me no descanso de uma semana durinha, mas acordando e levantando-me ciente do dever cumprido e uma auto confiança bem visível.
E é sexta-feira, terminei agora de falar com o quinto botão e ainda não sei se sairei por essas ruas fora, numa noite nem fria nem quente.
A dúvida subsiste, porque a malta cá de casa está muito alegre para o meu gosto e não estou para amparar lampiões.
Talvez dê um passeio pelas redondezas e vá beber uma cerveja ao bar da esquina, ouvindo falar várias línguas e resguardando-me no pouco que ainda aprendi.
Um bom fim-de-semana!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Três Dias




Três dias a falar contigo.
Três dias a dizeres o mesmo
Três dias a relembrar bons momentos
Três dias a dizeres que minto

Três dias a pensar em ti.
Três dias a dizeres que faço,
com outra intenção
Três dias que não posso guardar para mim, o que sinto por ti

Três dias a escrever sobre ti
Três dias a relembrar tudo de ti
Três dias a lamentares, teres colocado os olhos nos meus
Três dias a chorares nos cantos da casa

Três dias a dizeres que me exibo
Três dias a pensar em ti
BASTA! Imenso em três dias.
Insuficientes para mesmo longe, confiares em mim!

sábado, 11 de abril de 2015

Corria como um Tolinho




Ele só queria aproveitar as poucas horas que permanecia no seu país para sentir o palpitar do coração ao ver a sua joia.
Corria como um tolinho logo que chegava, depois de quase sete horas de viagem. Para os braços da Julieta sua amada.
Nada mais interessava do que galgar os vinte e tal quilómetros, rumo ao consolo de um sorriso e ao descanso de um coração.
Engolia o jantar preparado pela mãe já gasta pelos anos (e muitos), passados a fazer sempre de tudo. Para numa enfiada aparecer na casa da namorada.
E nessa noite tudo se repetiu, só com uma enorme carga de ansiedade: iria ser a última durante longos dias. Muitos mais do que até agora eram suportados.
Apareceu quase de surpresa já, que o alongar da distância que iriam permanecer bem longe de cada alma. Tinha deixado na véspera enormes desconfianças.
Ela ali estava, vestida como andava na lida da casa!
Que maravilha de mulher!
Bem mais bela (já de si belíssima), do que aparecia diante dos meus olhos, aperaltada e soltando levemente o aroma do perfume francês.
Aqui, soltava o aroma da tarde que o trabalho a obrigava.
Olhou-a vezes sem conta.
Confessou-lhe que era mais bela assim, deixando vestígios de andar pelo jardim, que lhe adocicava o rosto e polvilhava a roupa, com pequeníssimos salpicos de arvoredo.
E foi junto ao arvoredo que se deu a mágica noite que perdurará no tempo.

Se de longe ele me Chegará




Fria manhã. Sete graus bem frescos, numa sexta-feira, esperando pelo atendimento, para fixar-me nesta cidade.
Voltei ao país dos ricos, que acolhem os desamparados, sem soluções de vida nos países de origem.
Deixei tudo para trás, aceitando uma proposta mais risonha para dar continuidade á minha história.
O que deixei, só eram migalhas de um passado de botas de brilho já demasiadamente polidas, mas constantemente a esborrachá-las contra a calçada, cada vez que se elevava.
O que levo? Momentos tão presentes que me transportam constantemente para bem perto dum jardim, que se abria em rebentos primaveris, logo que colocava a mão para pedir um carinho.
Volto para descansar e poder estar algum tempo com os meus botões. E a cada desabafo com eles subirei a escala. E como são cinco saberei que no dia seguinte chegou o fim-de-semana, para falar de amor no aconchego da almofada.
E o primeiro aí está!
Vamos a ver se de longe ele me chegará.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Enquanto conseguir ver o brilho dos teus Olhos



Deixei-te com as marcas do meu amor.
Numa noite que nos ficará registada para sempre.
Tão bela como extemporânea, que expusemos os nossos sentimentos de uma forma loucamente evidente.
O céu manchado de estrelas, seguia os nossos impulsos e divertia-se com os nossos incontrolados desejos.
O luar da lua nova, clareava as nossas incontidas emoções e transformava cada gesto, cada momento. Num coro de esgares mesclados de paixão.
Mais tarde, depois de o silêncio se instalar, já o dia avançava quente e fulgente. Atravessa o silêncio da tarde, o cantar feliz da passarada.
Murmuram desejos ouvidos ao luar, soltos por gente apaixonada.
Deviam ser as nossas testemunhas, pendurados nas árvores que rodeavam o local onde nos entregamos pela última vez.
Agora passadas longas horas, ainda me vejo contigo naquele abraço prolongado, que anunciava a forçada separação, que só os nossos bons momentos conseguem ajudar a superar a distância.
- Enquanto conseguir ver o brilho dos teus olhos, sei que estamos em sintonia!
Confessas tu com um esgar de tristeza, quando sabes que estar longe de ti é o mesmo, como soltar a lágrima teimosa que se esconde no canto do meu olho, que conta os dias para assistir á aurora.
Vão ser dias, vão ser longas semanas!
Que só nos juntamos, a relembrar quantas vezes os nossos corações se anexaram, para confessarem as nossas maravilhosas paixões.
Até esperar que o despertador da nossa chama, se solte da nostalgia dos momentos transatos, para se lançarem num voo rasante, que me derrubará no solo ainda a refrescar os instantes de imensos dias passados e, me viole tamanha a sofreguidão da demora.


domingo, 5 de abril de 2015

E tudo numa Semana


Morre o cineasta,
 morre o economista.
Morre o padre da terra,
 morre o profeta.

 Morreu imenso da nossa cultura,
 Desaparece quem teve em mãos a nossa fortuna.
Não viveu para descerrar o seu busto perpétuo.
Ressuscitou, para não morrermos no inferno

 O manuel dos filmes
O lopes das finanças
O Jesus rei dos Judeus e o seara.
 Faleceram está semana.

 O país ficou mais pobre
 Eles não resistem ao avançar da idade
 Jesus Cristo foi o que faleceu mais novo
 Ressuscitou ao terceiro dia, para perdoar o povo.