quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ainda bem que este País ainda tem destas Rosas



O sol voltou!
Forte como é seu timbre.
Intenso para ferir os meus olhos claros.
Para ficar e bronzear os meus sentimentos.
Transportava-te nos meus pensamentos e revia vezes sem conta o teu rosto, já tão batido mas, a cada olhar o desejo de lhe tocar.   
Ainda bem que este país ainda tem destas rosas. Assim acreditamos no jardim plantado à beira-mar!
Sossega!
Tentei só dar-te um carinho. Através das palavras, através da escrita.
O único meio que infelizmente agora nos liga!
Sinto-te a morder o lábio. Ficastes sem palavras!
Era isso que eu esperava. Existem alturas que o silencio vale mais que mil palavras.
Só assim vou conhecendo, mais um pouco os teus lados. Sabendo que conheces o outro meu lado!
Como a distância é insuportável, no Domingo pela manhã disse-te, que te iria contar historias.
E acabei por o fazer!
Não da forma como estava à espera mas contei-te!
Contei-te os meus desejos. A minha enorme vontade de estar contigo.
Contei-te o que é estar só!
A solidão assusta-me, faz de mim um garoto encutinhado dentro do armário com medo da solidão!
Contei-te como apesar de tudo ainda sonho!
Sonho com o amor renascer.
Sonho com o carinho de uma mão no rosto seco de desejos.
Sonho com beijos ternurentos. Longos para saborear os teus desejos e junta-los aos meus, formando um coração dentro de nós!
Adoras-te a minha história!
E voltas-te a ficar sem palavras!
Era isso que eu esperava. Existem alturas que o silencio vale mais que mil palavras.
 Mas o conforto está longe. 
 Longe destes braços que te querem apertar e sentir o teu calor.
Longe do meu olhar sequioso por sensações.
Longe, longe!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os Sacos de areia para Evitar as Cheias



Terminou o trabalho,
parei numa esplanada.
Bebi duas cervejas,
 e não se passava nada.

Saboreava um sol de fim de tarde.
Que me obrigava a esconder os meus olhos claros.
Nem por sombras me passava,
que ali bem perto gente era evacuada



Ameaça de descargas era evidente!
Os países vizinhos saturavam de tanta água.
Hoje suou o alarme de inevitáveis descargas.
Há que evacuar pessoas e bens, de uma assentada.

Perto do rio, não à viva de alma.
Até os stands retiraram os carros!
As bombas fecharam e todos estão à alerta.
Milhares de sacos de areia, protegem cheias a qualquer momento.





domingo, 2 de junho de 2013

A Almofada e o Ursinho




A almofada cordão umbilical de longas horas. Dona e senhora de imensos desabafos, conselheira em questões amorosas, amparo em choradeiras infindáveis. Viu-se de um momento para o outro, com um concorrente de peso, que ameaçava quebrar os até agora impossíveis laços de enorme empatia: O ursinho chegou!
Depois de uma longa hibernação, enrolado em si mesmo. Fazendo das fraquezas forças para suportar, tamanha hecatombe que a Natureza á milhões de anos força, numa renovação deveras necessária.  
Rugiu tao alto, bem para lá das montanhas, como dizendo: Mulher voltei!
De nada adiantou. Em vez de uma almofada, utilizar duas. Só piorava a coluna.
Era a única hipótese da almofada continuar com a supremacia no leito, procurando uma irmã gémea. Porque o ursinho, entre as duas que carinho, que conforto e ama as duas!
Á valente logo duas!
Mas o ursinho, não é as almofadas que deseja. As almofadas só lhe aumentam a ânsia, de poder chegar a ti!
Tem todo o tempo do mundo apesar da ansiedade em encostar-se a ti.
E com todo o cuidado para que o teu sono, não oscile. Transforma-se num anjo da guarda, só enquanto dormes!
Todos nós precisamos. Ninguém sabe o que se passará naquelas longas horas em que estamos entregues a nós próprios.
Eleva-se um pedacinho, para que o teu sono suave, nem pelo mais pequeno insecto, que a vista humana não distingue, seja perturbado.
Os teus olhos estão cerrados. Mas ele sabe que o teu olhar é muito mais que mil palavras. Os teus olhos respiram vida!
 E como os tem tão perto para os ler, dá-lhe milhentos beijos!
Claro, são beijos que não sentes. Continuas num sono profundo, de onde brota um aroma a tulipas amarelas, que envolvem o quarto num cenário, que só os anjos podem descrever.
Mas o anjo da guarda quer baixar á terra. Quer sentir o teu amor!
Adquire de novo a pele com que nasceu e ainda no meio das duas almofadas já resignadas e consoladas, arrasta-se silenciosamente para o teu corpo, devagar, devagarinho, elevando-se uns nenamilimetros e sem tu o sentires, está tão colado a ti, que dois corpos se parecem fundir num só!
Puro momento de magia!
Acordas, num despertar pausado. Por momentos pensas que sonhas.
Por momentos pensas que não pode ser verdade.
Mas ele ali está. O ursinho a rebentar pelas costuras, em desejos á tantos dias comprimidos.
Apertas-lhe o pescoço, pelo atrevimento. Mas as tuas mãos abrem-se aos poucos para, em forma de barreira apontar para ele não abusar.
Só tem direito em te proporcionar a guarda do teu tão necessário sono.
Por fim, concedes o que também desejas e juntos unem-se num mar de emoções, que termina no continuar do sono, que é um consolo.

sábado, 1 de junho de 2013

Dava-lhe o Everest



O momento chegou e estar perto de ti, foi o soltar as amarras de uns longos dias, que se assemelhavam ao passo do caracol.
Logo que entrei nem tempo tive para vislumbrar onde estavas, porque logo a empregada se dirigiu a mim.
-Calma menina ainda mal entrei já me calca os calcanhares!
-Que mesa prefere, soltou ela de uma só vez!
-Nenhuma! Estou à espera de alguém. Espreitando por cima da empregada e descobrindo-te lá no canto.
-Há, ali está a minha companhia.
-Mas senhor essa menina está à espera de alguém!
-Que sorte a dela, tem logo dois para se divertir toda a tarde!
-Há então é o senhor?
-Pois minha santa!
- Traga um café bem quente e verá quem ela espera. É tão boa menina, é isso que me trás cá, procurar boas meninas! 
-Vá lá, não a faça perder mais tempo, que ela já lá está à muito tempo e já vai em três cafés. Disse por fim a empregada escolhida a dedo,
já que a crise obriga a esforçada ginástica para cativar clientes.
Enquanto me aproximava da mesa, virada para o jardim. Levava um olhar pasmado, como se já não a tivesse visto.
Sim, via logo que entrei apesar do belo decote da empregada. De fazer saltar a vista.
 A curiosidade era enorme e logo que me sentei, dei um sorriso de satisfação. Olhos nos olhos, sorriso aberto.
-Eh, então és tu, a mulher que me fazia sonhar constantemente e aqui estou perante o sonho de te ver e da mulher que idealizava incessantemente.
-Exactamente! Sou a estrela que se estende de uma ponta a outra no céu. Sempre na esperança que essa estrela seja tão brilhante que te cegue com a sua luz...
Esticas o braço e a estrela é inalcançável. Mas procuras, teimas. Porque queres uma estrela?
-Para iluminar o meu caminho! 
Acabei por dizer um pouco atordoado, com esta sequência de luz estrelar que quase me pasmou.
Ela apercebeu-se do meu abanão e voltou à carga.
-Para iluminar o teu caminho até onde?
Precisava de um tempo e nada melhor que: traga mais um café menina!
-Boa! Pede também para mim. E assim aproveitas para apreciares melhor o decote da garota!
Não tenho hipóteses! Esta mulher é demais. Supera todas as expectativas criadas em torno dela.
-Até o caminho se perder de vista!
Acabei por responder esticando-me um pouco para trás, fugindo ao olhar penetrante à longo tempo pousado em mim.
-Um caminho a perder de vista é longo. A menos que haja uma curva bem perto!
O café fez uma pausa, neste dialogo diabólico.
As horas avançam, o clima é lindo!
 Os olhos dela tornam-se húmidos, não é de chorar é da alegria em estar ali.
Estou a vê-los, bem juntinho aos meus.
Cor do Mel, porque encontrei-a doce.
Azuis, porque via-a perto do céu.
Castanhos, porque o tempo amuava.
Pretos, já a noite avançava.
Verdes, no esplendor da Natureza!
Heis as sensações de uma tarde magnífica.
Nem a empregada quer findar o turno. Está obcecada perante nós, a ver no que dá... A ver se…. se, senta lá, ehehe…..
Não adiantava! Nem o decote me faria virar os olhos tão compenetrados nos teus, sentindo as magnificas sensações.
-Adorei o lago, a praia, os carinhos, o jantar. Escolhes sítios bonitos, escreves bonito, tens um cabelo bonito…..
-Tens um coração bonito! Murmurou-me bem juntinho ao ouvido, que me desfez num arrepio electrizante.
-Que mais tens, para me dar? Que beleza de sorriso com que ela disse isto!
 -O Everest! Saiu-me como um foguete!
-É grande demais! ahhhhhhhhhhhhhh…….