domingo, 6 de setembro de 2015

Um punhado de barris de Petróleo e meia dúzia de Torres




São homens, mulheres e crianças. Arrastando-se pelos pedregulhos do deserto e pelas águas revoltas do oceano, que os engole quando as frágeis barcaças afundam pelo fluxo enorme de tantos refugiados.
A maioria consegue aproximar-se das margens, ou das redes farpadas que não são obstáculos para, como ratos, passarem para o outro lado.
Esse lado que para eles é o el dourado, chama-se Europa.
Europa! A salvação de uma guerra declarada pelos senhores sentados na almofada, puxando pelos galões de que mandam no mundo e utilizando a Síria como o coração das máquinas de guerra, lançando os obuses do inferno que varrem o ser humano da face da terra (Síria e países vizinhos).
E como somos na Europa sensíveis ao drama lá fora. Porque o que temos bem dentro das portas é ignorado com um olhar para o lado. Vamos acolher nas casas que muitos dos europeus têm a dobrar, o desespero humano que invade diariamente as televisões, essas a quadruplicar dos nossos lares.
Dá-me a sensação que o mundo é só a Europa!
Europa essa, farta de desempregados e de dramas sociais diários. Onde a maioria de países necessita de expulsar o seu povo para uma emigração precoce e exploradora, já que se deixou embrenhar por políticos corruptos. Acolhe agora, num gesto de enorme solidariedade mundial, os refugiados que a maioria desses políticos os lançou nas terríveis mazelas da guerra.
Até a igreja sempre pronta a apelar pela ajuda aos mais necessitados, mas deixando-os morrer nas amarras da mendicidade. Vem agora a correr como judas arrependido, oferecendo abrigo de repente descoberto, para acolher quem se junta á multidão, fazendo como Jesus que arrastava multidões para lhes ensinar a oferecer a outra face.
E os países árabes que se banham no ouro negro que Deus lhes ofereceu para progredirem em já longos anos de prosperidade. Passam ao lado de enorme catástrofe humanitária. Quando bastava com um punhado de barris de petróleo e meia dúzia de torres (das milhares) que rasgam o céu para os ricos estarem bem perto e escolher as estrelas que lhes apetecem. E resolveram, até que os políticos se enchessem da guerra, para que os refugiados voltassem a ocupar o lugar de onde vieram.
Estou como dizia o grande guru, que tudo sabia: É a terceira guerra mundial que caminha por batalhas, para não destruir de uma só vez o mundo. Já que muitos dos que a iniciam, querem viver toda a vida! 

1 comentário:

Cecilia Amiga disse...

Somente nos apegando a nossa religião e a DEUS acima de tudo para que se salve a humanidade.
Palavras bem ditas de enorme verdade e sensibilidade.
Abraços.