domingo, 23 de novembro de 2008

A Avaliacão dos Professores é Inevitavel



Os professores contestam o sistema de avaliação implantado pelo ministério da educação.
Alegam o sistema no seu todo, cheio de imprecisões e bastante burocrático.
Contestam serem avaliados pelos próprios colegas, colegas esses que partilham da mesma opinião deixando-os num embaraço social, prevendo que a avaliação negativa de um seu colega transforme-o no principal responsável pelos danos causados (morais, familiares, económicos…. enfim).
Então lutam com todas as forças para que o ministério volte atrás e anule o sistema de avaliação que tem dado tantas dores de cabeça entre quem o implantou e quem o quer ver retirado, levando já diversas escolas a informar que não vão cumprir com a maldita avaliação, enfrentando possíveis consequências de impacto ainda não quantificado por quem assume tamanha decisão.
E assistimos a grandes manifestações de professores (milhares), percorrendo o centro nevrálgico da luta (a capital) empunhando cartazes com frases bem claras das suas reivindicações e gritos de revolta para quem os quer abafar na busca de manter a sua profissão. Fruto de vários anos de estudo e de milhares de quilómetros percorridos de ensino, a milhares de alunos para concretizarem o futuro dos seus objectivos.
Por trás dos milhares de professores nesta luta sem fim à vista por menos a curto prazo, estão os sindicatos, autênticas ventosas no jogo do gato e o rato com o ministério.
Com tendências políticas que os ligam aos partidos tanto de esquerda como da direita, lutam por apoiar os seus filiados no principal objectivo: Da retirada do sistema de avaliação, mesmo já com o recuo da ministra em alguns pontos, mas que para os sindicatos não aquece nem arrefece (opinião minha), já que quem pede o fim de algo, não pode contentar-se com remendos para aceitar o que penso inevitável a avaliação dos professores.
Só que nesta fase já muito crítica, com “ameaças” de parte a parte. Assistimos até à exaustão, alertar que quem não cumprir a lei será responsabilizado por isso (Primeiro Ministro).
E os sindicatos intransigentes em fazer finca-pé. Reclamam o fim da avaliação, ou a luta sem fim à vista.
No meio desta “guerra”, surge uma sanguessuga pronta a chupar para si os louros desta contenda. A oposição ao governo socialista!
Fazem deste conflito Professores/Ministério da Educação, o garante das suas intervenções contra o governo.
Aproveitam a luta dos professores e o duelo Sindicatos/Ministra, para usar a arma, que não possuíam até então nos confrontos com o governo.
Pedem a demissão da ministra! Comparando com o ainda fresco, mas com decisões drásticas (a troca de ministro da saude), como a solução natural para a resolução dos problemas. Comparação sem sentido, dado a matéria tão diferenciada e de contornos totalmente díspares.
Enfim, com uma oposição, nomeadamente do grande partido da oposição tão ténue. Sem argumentos para contrariar a governação socialista, porque não conseguem ultrapassar os diferendos internos. Surgem apegados ao conflito dos professores para se porem em bicos de pé, disparando interpelações ao governo, para tentarem mudar o rumo, que felizmente para os resignados (porque não existem alternativas) e infelizmente para muitos portugueses, os socialistas voltarão a governar por mais uns anos este país.
Em relação à opinião pública, os professores não podem esperar muito apoio, dos comuns cidadãos deste país (e são milhões). Porque esses mesmos cidadãos também são avaliados diariamente e por colegas. Sendo essa avaliação o garante da continuidade dos seus postos de trabalho, do seu salário no final do mês e do seu prémio de produção.
Porque quando os cidadãos como eu, ouvem o sindicato afirmar alto e em bom som, que querem o fim da avaliação no seu todo, não em retoques. Não podem ir de encontro a esse princípio. Porque todos nós, que trabalhamos, somos diariamente avaliados. Por isso os professores têm que assumir que a avaliação é inevitável.
Quem nos dera, a nós trabalhadores por conta de outrem, podermos contar com sindicatos com a força, com a capacidade dos sindicatos dos professores.
Só a avaliação consegue separar os mais capazes. Porque são esses, os mais capazes, que poderão garantir o futuro do nosso ensino. O futuro dos nosso filhos e das gerações que virão nos próximos anos.
Agora os professores podem exigir: Uma avaliação justa, independente (fora da esfera dos professores) e simplificada, sem muitas burocracias que não trazem nada de produtivo na avaliação da capacidade do professor.

2 comentários:

OnlyMe disse...

Obrigado pela visita ao meu cantinho. Gostava q a felicidade fosse assim... simples como um gesto. Para te agradecer.. gostaria de estar ao virar de uma das tuas esquinas pra te sorrir. :))
Jinhos e bom fds.

Carlos Santos disse...

Deixo uma nota adicional sobre isto em http://ovalordasideias.blogspot.com/2008/12/greve-dos-professores.html.

Um abraço,
Carlos Santos