segunda-feira, 9 de abril de 2012

Toda a Família Reunida


Toda a família reunida, ou quase toda, num convívio que já se tornou obrigatório.
Por entre comes e bebes, falou-se de tudo um pouco.
Uns, claro, do momento actual em que o país vive.
 Outros, mais as mulheres. Dos filhos que estão no estrangeiro, num final de curso que trará as dores de cabeça para conseguirem porem em prática o que aprenderam ao longo de vários anos.
 Os restantes misturavam temas, consoante o grupo onde se encontravam e como na véspera se assistiu a mais um jogo onde o futebol continua a ser rei. Era o tema em destaque no seio dos mais novos, que até mete vestimenta azul foleira.
O almoço estava apetitoso, cabrito da Páscoa. Salmão para os mais delicados de estômago e uns filetinhos, para quem adorava petiscar de tudo um pouco.
Depois do café com o lago do parque em destaque, o sol forte mas a saber tão bem que até deu para as meninas mostrarem os braços, ainda branquinhos. Partiu-se para a futebolada tao ansiada como desejada.
Os da Venda são réis e senhores do jogo!
Tiago e Hugo dominam o jogo, tanto nas alturas, como à flor da relva sintética.
Força neles é para dar e vender e como tive a sorte de jogar pela equipa onde eles se instalaram, foi mais fácil esconder a certeza de que os anos já vão pesando, neste corpo a precisar de muito desporto.
 Foram duas horas de golos de belo efeito, com guarda-redes improvisados pelo lado adversário, menina bem formosa, com atributos gostosos e mais tarde menina ou menino, (ficou a dúvida). E no nosso lado Zé Ribeiro, carradas de anos a defender as balizas, dando espectáculo com defesas aparatosas e brindes a miúdo de nove anos, quase colado à sua barriga já redondinha de tanta boa vidinha.
No final uma nota para as grandes figuras da tarde, Duarte Nuno e Diogo Ribeiro. Encheram o sintético com golos. Principalmente o Diogo, cheio de força, fazendo esquecer o seu pai. A grande figura destes convívios, Tone Bouchinha.  
No regresso ao parque como a fome apertava, foi o devorar do que restava.
Foram-se as pataniscas, o presunto, os cocos, o pão e as mines. Eu sei lá, foi tudo o que havia por lá!
Recordou-se bons momentos e também aqueles que continuam a deixar saudades. Enchiam estes convívios de alegria e sabedoria.
A família cresce e já vai na terceira geração, onde os mais pequenotes saltam, brincam, até o soninho os tornarem chatinhos. E ainda faltaram os três mosqueteiros, aí se viessem, aí se viessem………
Para o ano lá estaremos, espero que os mesmos, mais, os que por motivos de força maior, não puderam neste ano. Assim tornamo-nos mais unidos numa família que pautou esse princípio!

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Janela sem Ti


Procurei a janela para me dar a visão que me tem presenteado ultimamente. Mas desta vez tudo foi em vão.
A cama foi feita, mas a tua presença nem vê-la.
Onde andarás?
A tua falta é sentida, como o alimento tão necessário. Sinto-me um bebé, que chora constantemente, a pedir uns braços, para um colo carinhoso e um embalo amoroso. Que dure, que dure, minutos apertados. Horas apaixonadas. E dias loucos sem fim.
Por isso fico estático com a janela em frente, olhando o vazio sem movimento. 
Nos cem metros que te vi, raiando beleza que se mantém inalterável, porque nada ofusca o que a natureza brindou. Agora é um espaço em branco e mesmo que o aproxime da minha visão, o branco é mais branco. Só me entram recordações, que não bastam para colmatar as sensações que me invadem.  
Sei que andas por aí. Sei que poderás estar a passar pelo mesmo e necessites que eu apareça, como tem sido constante, ao longo dos nossos pensamentos.  
Existem dias assim. Ocos, sem chama. Ou são apenas momentos sem ti!
O dia está ofuscado pela ameaça da chuva que poderá cair no que resta da tarde.
O sol escondeu-se por trás das nuvens ao longe, que se mostram carregadas. Não dos recentes incêndios que mancharam a beleza desta terra. Isso felizmente já é passado, mas com marcas vincadas que levarão tempo a sarar. E enquanto a natureza não repõem a beleza da paisagem, tudo será lembrado.
 Mas carregadas de incertezas quanto à beleza, que nós sabemos e acreditamos que voltará a ser como dantes.
    Por isso sem o sol que brilhava os nossos corações, o dia reveste-se de um apagamento cinzento, esperando melhores dias para incendiar a madeira dos nossos sentimentos.


sexta-feira, 30 de março de 2012

O SOL continua a ser a Chama


Lavo os vidros das janelas e corro para aqui, esperando uma frase, que me mantenha aquele sorriso com que as pessoas, me observam empoleirado.
Escrevo com o dedo aproveitando o pó, desenhando um coração bem no centro do vidro que vou limpar, com as iniciais de cada lado TN (tudo nosso).
Que sorte a do vidro...!
Estás constantemente bem junto a mim! Respiro o teu ser, a tua beleza, a tua inspiração.
És a minha janela por onde te abraço longamente e te beijo repetidas vezes.
Esteja onde estiver, levarei os teus segredos, como amparo das minhas fraquezas.
Quero-te encontrar bem perto do meu olhar, para mordiscar o teu lado racional e abrir-lhe a paixão que te ferve bem fundo do teu coração.
O SOL continua a ser a chama da nossa profunda intimidade, que acompanhe este dia para nos colocar um enorme sorriso como prova de que os anjos são visíveis e apetecíveis.
Olá meu anjo, bom dia, boa tarde e boa noite!
Belisco sempre o meu lado racional, é um balão de ar fresco, que potencia a mil por cento o meu desempenho.
Quando para, um pouco, leio  a tua poesia. Sorrio por fora e sinto-me ser invadido por cada célula do meu corpo pelo calor da tua ternura, é maravilhoso!
 O passar dos anos refinou-me, ensinou-me a tocar cada tecla do piano, construindo um musical profundo!
É tão bom este teu carinho ao longo do dia, nem imagino quanto... E as janelas são tantas!
Terminei as limpezas!
Sinto-me cansado mas feliz por sentir que beijos são-me enviados galgando distâncias cada vez mais intensos.
Não consigo parar de escrever porque, já está incrustado como alimento para atenuar as paixões sempre intensas mas distantes de as espremer.
 Bato com a cabeça no último vidro e digo: Quero-te porra, chega-te a mim!







quinta-feira, 29 de março de 2012

Que Belo Dia


O dia está belo como os sentimentos recentes!
Estou a fazer a minha cama e ao mesmo tempo dobro a roupa pousada no sofá, ainda com o aroma da viagem, que ontem proporcionei a alguém que entra pelo meu corpo dentro. Será do calor, será do momento?
Pela janela vejo uma jovem linda como o sol, deveras radioso.
 A cem metros chamou-me a atenção.
Aproxima-se passo a passo e deslumbro toda a beleza que Deus lhe deu.
Cinquenta metros nos separam.
Olho boquiaberto. Cabelo comprido, esvoaçando pelo empurrar da brisa e pelo andar esguio daquele ser que enche todo o espaço por onde caminha. Belo decote numa imagem estonteante.
Dez metros!
É tudo o que vi ao longe quando a descobri!
Ali estava quase à mão de semear. Então pus-me a delirar. Porque delírios sentidos dão alimento à alma e reavivam memórias recentes, de momentos eloquentes.
 Preciso de vir aqui todos os dias e abrir a janela de par em par. Para lhe desejar um belo dia, recheado de poesia carinhosa com sonetos amorosos, ainda frescos da véspera.
Como é extraordinário repartir sensações, desejos e confissões!
Deixa-me solto e livre.
É o amor a brotar, matando a sede, ao mesmo tempo que refresca o prazer. Com um sorriso lindo que me vai amparar durante todo o dia.
Prometo que fico por aqui, não posso alterar constantemente o meu dia. Porque os próximos poderão trazer um risquinho de agonia.
 Pronto vou sair!
Correr pela frescura da Natureza e deixar-te em paz. Preciso de te deixar continuar a percorrer o teu caminho. E assim é! Já vais longe porque o virar da esquina, levou a tua imagem da retina.
Mesmo assim sei que me acompanharás, cada brisa que sentir na face, é a tua ternura a aconchegar-me...desfrutarei!


quarta-feira, 28 de março de 2012

Amolecemos as nossas Sensações


Amolecemos as nossas sensações devido ao desgaste da vida.
Deixamos de beber os arrepios sentidos por um olhar. Por um rosto. Por um corpo.
Mas de vez em quando, essas mesmas sensações, voltam num dia cheio de sol, de uma Primavera a libertar os rebentos que embelezam os campos e florescem as árvores citadinas. Com uma vista ao dobrar o joelho, que quase nos atira para bem junto desse encanto.
A distância era nula e o apetite era enorme!
Bela, dos pés à cabeça. Ali estava quase à mão de semear. Então pus-me a delirar. Porque delírios sentidos dão alimento à alma e reavivam memórias recentes, de momentos eloquentes.
Tão perto, que os olhos quase se tocavam. As palavras saiam, numa tentativa de dizer algo para evitar o momentâneo silêncio, que podia encaminhar para o toque, tão mutuamente desejado.
Queria chegar bem perto. Encostar todo o meu calor amoroso, aos lábios carnudos de uma boca, de onde saia palavras ricas de apoio, mas a aclamar beijos seguidos, para refrear o convite expressivo.
Queria que o tempo parasse e me desse a força que já me envolvia para cobrir aquele corpo de toques carinhosos. De beijos incessantes, para refrear o calor que me envolvia. De transformar dois corpos num só, para aliviar a paixão que tanto tempo, andava escondida.
Queria voltar, galgando a estrada com um sorriso apaixonado, feliz como nunca. Vivendo as imagens ainda tão frescas, de momentos indescritíveis.




domingo, 25 de março de 2012

O Congresso de quem nos Governa


O PSD terminou o seu congresso, onde o seu líder e nosso líder prestou contas internamente para uma plateia de seguidores laranjas, constantemente interrompido por palmas quase histéricas, por gente que sabe que é nestas ocasiões, que os seus nomes saltam para a ribalta politica para consolidar carreiras e alguns mais para consolidar amizades que vão perdurar para toda a vida.
E depois de ser ovacionado pela tarefa árdua com que governa o país. Virou-se para esse mesmo país e enalteceu o esforço do povo, vincando a celebre frase de que os sacrifícios pedidos abrangem todos, porque só assim o barco chega a bom porto.
Mais palmas e sorrisos de orelha a orelha, principalmente das figuras conhecidas porque eram estas, as constantemente focadas pelas câmaras televisivas.
Foram vários os discursos de figuras que passam a ser determinantes dentro do PSD, mas todos eles batendo na mesma tecla: o trabalhar em prol do partido e como consequência abrindo assim os horizontes para que o país, avance nos objectivos traçados pelo governo, numa conjugação de esforços onde a união faz a força.
E ainda a respirar optimismo já que as sondagens, são convincentes na nula alternativa de uma oposição ainda em frangalhos por uma governação que deixou o país em cacos. Era vê-los de peito feito como os salvadores da pátria, cientes do caminho a seguir por um lado. E preocupados com as graves mazelas sociais (desemprego), que assola drasticamente o dia-a-dia de muitos portugueses.
No fundo é isto mesmo que se constata. O PSD governa, juntamente com o CDS e como tal, são eles que ditam as leis com que nós povo temos que lidar.
Venceram as eleições e por direito do voto, governam-nos como as suas cabeças pensam. E por outras vindas de fora, mas que cá dentro pensam mais do que as deles.
Claro que as promessas feitas na campanha foram por água abaixo. A realidade é sempre diferente daquilo que nos prometem e logo no dia seguinte à que trabalhar para que as promessas se ajustem à realidade e aí logo sabemos que é tudo radicalmente diferente.
Amanha tudo se esquece! Os promovidos a cargos dentro do partido, vao já preparar as próximas batalhas para vincar ainda mais a força do partido nas seguintes batalhas. Nada melhor que se vença e pelo andar da carruagem é o que irá suceder.
Assim o país cobre-se da cor governante e não deixará margem de manobra para quem se quer insurgir. Obrigando a um dar aos ombros do povo, porque se convence que sem alternativas, o melhor é esperar que algo mude e traga por entre rezas e preces, melhorias para um país, que já muitos, do lado de lá das nossas fronteiras nos vaticinam sem futuro para as próximas gerações.