quinta-feira, 15 de março de 2012

Sinto-me pequeno


Esperar por algo que me realize e não peço muito, é tão duro que obriga a um esforço redobrado de contenção.
Sinto-me pequeno para ombrear com desafios tão difíceis.
Estou a afugentar a solidão que me persegue. Vou em busca de soluções para atenuar as desilusões.
Sou o culpado de me ver neste emaranhado de indecisões, mas espero algumas decisões que me possam encaminhar para realizar um percurso profissional, porque no difícil, conseguir algo, é gratificante.
Quem como eu, se iniciou cedo no trabalho e lá andou anos a fio a recolher dividendos com dedicação e valentia, sem apoios e ajudas. Pode do mesmo modo ir recuperar a mesma filosofia bem longe, para se reencontrar consigo mesmo e valorizar todo o seu querer.
Esta vida ingrata, feita para quem tem unhas e esgatanha quem lhe surge pela frente, deixando marcas que atormenta. Também abre brechas para pessoas como eu se infiltrarem e irem na procura de realizar ainda projectos com futuro.
Consideram-me velho para determinadas tarefas, olhando ao volume de jovens licenciados à mão de semear.  Mas ainda sou novo para galgar fronteiras e ir ao encontro das barreiras e derrubá-las de uma só vez.
Mas nem tudo é mau.
 Amigos, eu tenho. Pouquíssimos, um, não!
Dois talvez, e é a eles que vou buscar o consolo do desabafo.


domingo, 11 de março de 2012

Sol e Nada de Chuva

O sol brinda-nos aquecendo os encostos onde nos amparamos e ilumina os rostos amarelados pelas constantes avalanches de fracas notícias.
O dia nasceu lindo, quente. A convidar, um abrir de par em par as janelas das nossas casas, deixando os seus raios entrar como convidado especial.
Alegramo-nos pela lufada de sol quente para a época, esquecendo-nos da falta de chuva que deixa os agricultores e os que já se viram para as hortas caseiras. Cabisbaixos e a recorrer a novenas para implorar ao divino que abra os enormes braços do tamanho do mundo e obrigue o céu a pintar-se de cinzento para que a chuva seja o nosso grande provento.
É um facto! A chuva tarda em aparecer, secando os campos de pasto e os estômagos dos animais. E pior, vai aumentar os produtos agrícolas e encolher ainda mais os orçamentos dos portugueses.
Mas o importante é aproveitar este sol radioso e nada como uma ida à praia aqui tão perto para uma bela caminhada, sentindo a água do mar a relaxar os pés inchados de jornadas pelo alcatrão e o corpo sequioso de toques carinhosos, que a brisa da beira-mar nos aconchega até o sol se pôr.
Todos vão desaguar à praia para sentir este sol primaveril de temperaturas fora do normal.
São filas e filas de automóveis num andar calmo, porque chegar é uma questão de tempo e tempo ao Domingo é o que não falta para imensa gente.
De regresso saboreia-se um gelado aí que saudades aí,aí e num passo de caracol deixa-se o sol esconder-se para se regressar a casa e terminar um Domingo, num emaranhado de emoções quentes como o tempo, mas que se esfumam com o baixar da temperatura.

 

terça-feira, 6 de março de 2012

Estamos Vivos

O jogo inicia-se e desde logo, todos ainda com as memorias bem frescas, reparam com um ar de alívio, que o árbitro abre os braços sem ter a cabeleira a luzir, perante as câmaras.
O cabelo não tinha gel era liso como a neve que o Zenit, bem se apoderou na primeira volta. Para ganhar vantagem e apostar no autocarro que lhe resguardasse a baliza.

E sem gel não houve inclinações para favorecer o sistema do costume. Agora mais silencioso, mas com as armas de arremesso da praxe.
Fomos pragmáticos e conscientes da importância deste jogo. E logo que o golo surgiu, chegou o intervalo para acalmar as emoções e rever as posições.
Não metemos mais avançados mas sim estancamos o passar de um passo para dois, do adversário, praticamente sem soluções.
Sofremos, não pelo poderio adversário. Mas pelo andar do relógio que teimava em não acelerar e poderia dar que um ponteiro pudesse desviar uma bola que iria para a linha de canto e terminasse no fundo do poço onde cairíamos.
Por fim veio o golo da consolação, obtido pelo benjamim da afirmação, que cresce futebolisticamente a olhos vistos.
 Estamos nos quartos, com mérito e valentia, para azia dos amarrados ao terço a apregoar a nossa saída.

Continuamos na champions!
Venha quem vier! Sem árbitros portugueses, voaremos sempre mais altoooooooooooo!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tudo é um risco nesta Vida

Estou a terminar uma formação que já leva meses a fio e levou-me o porquito de barro estilhaçado pela casa fora, onde guardava as economias e não eram assim tão poucas, com resultados ainda não muito visíveis.
Estagiei uns tempos para chegar a este momento e apresentar-me a júri nas melhores condições possíveis.
Foi um risco. Tudo é um risco nesta vida, que nos afasta as saídas profissionais a cada dia que passa e nos obriga a investir o que temos e muitas das vezes o que pedimos, para puxar para nós a oportunidade tão desejada.
Foi uma formação com altos e baixos, mais baixos do que altos. O que se reflecte agora na hora da verdade.
Adquiri conhecimentos para chegar ao fim e dizer que ultrapassei todos os obstáculos, mas, ainda me falta o suco pretendido para enfrentar o laranjal onde apostei na colheita dos frutos.
As portas abrem-se e fecham-se como as dos bares a lembrar o faroeste.
Abrem-se na curiosidade de observar a minha aprendizagem e fecham-se quando mais necessito de um empurrão para superar os muitos anos desempenhando uma tarefa e hoje, difícil em retomar algo de novo e iniciado do zero.
Houve alturas de desistir e enfiar-me no primeiro buraco que encontrasse.
Houve alturas de alegria em que consegui terminar um trabalho do inicio ao fim, mas logo no dia seguinte algo me bloqueava o passo e a angustia de me sentir inútil, obrigava-me a caminhar cabisbaixo.
Deram-me uma oportunidade, daquelas que só deviam aparecer quando já possuía mãos para toda a obra e como as mãos ficavam pelo caminho fiquei-me pelo tempo de estágio, a aguardar outra possibilidade.
Estão a rarear neste momento penoso para oportunidades.
Vou continuar a correr para lhes bater nos calcanhares e surgir a que me possa levar a que o objectivo proposto a quando da iniciação desta formação, se concretize. E me realize num projecto que passa por investir num projecto meu,
Está difícil para projectos, já que neste país os apoios são folhas brancas, onde nós preenchemos o cabeçalho com os nossos dados, consumimos as linhas seguintes com os pagamentos para o estado e outros mais. Mas quando a folha nos deixa duas linhas, é que realmente, verificamos que estivemos a trabalhar arduamente, para nos virem roubar o nosso sustento.
Tudo está difícil, mas desistir é morrer. Procurar aplicar o que aprendi é a tarefa que me proponho a defender, porque tenho conhecimentos para algumas áreas, seja bem perto de casa, seja onde Cristo demorou a chegar para pregar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quero ser Quem sou


É angustiante permanecer num local onde, já nos sentimos a mais e teimamos em lá permanecer.
Porque será!
Porque apostamos demais num objectivo. Mas sem a direcção mais pretendida e a toda a força queremos vê-lo realizado. Sem antes nos apercebermos que o caminho ainda é longo para chegar à tão desejada finalidade.
Primeiro: à que tirar ilações se tenho a segurança necessária para me sentir confiante em atingir tal objectivo.
Segurança sinónimo de ter adquirido o traquejo que me exigem, que como sabemos é sempre o máximo, para a compensação ser a mínima.
Segundo: o estado de espírito não é o melhor, devido ao momento menos bom que atravesso. E como tal à que “fugir” desse local e parar. Para reflectir do porquê do meu estado de espírito se encontrar frágil.
Quero ser quem sou!
Porque momentos oscilantes, que nos entortam a esperança, não são tão diabólicos e assim sendo, não podem afastar a procura de outras soluções para o normal caminhar da vida.
Segui um apelo em forma de conselho, de quem me quer bem, para conseguir aliviar a pressão que de tempos a tempos me atormenta o raciocínio.
Comprimia-me o cérebro num colete-de-forças, não deixando fluir as ideias que num clic ganhavam forma, não há muito tempo atrás.
Comprimia-me os músculos, tornando pesado um simples esforço físico. Quando tempos não muito distantes eram o relaxe desses músculos que movimentavam a minha adrenalina.
Acredito que as soluções são sinónimo de respostas para tudo.
Por isso corro em busca da mente limpa. Porque me dará um sorriso estampado, com lábios carnudos.
Uma alegria a saltitar de uns para outros, girando em torno daqueles que me rodeiam.
Ternura para dar e receber, a qualquer instante do dia-a-dia.
E amor para oferecer esperando a felicidade de alguém que se entregue.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Amar é Descobrir todos os Caminhos


Necessitamos de um toque, ou de um gesto que nos estremeça e nos acaricie o ego, para acreditarmos em nós mesmos, principalmente vindo de quem nos é querido. Só nesse ambiente é que elevamos o nosso poder e ele assim, sim. Brotará como um lírio, mesmo que a Primavera ainda venha longe.
Realmente é uma necessidade, porque não podemos viver sem o abrigo do aconchego ternurento.
Do encosto carinhoso, que aquece o coração, aumentando-lhe as batidas, numa sensação de galopante batimento que quase o transporta para fora da membrana que o protege.
Do enlace infindável, que nos faz percorrer um arrepio electrizante dos pés à cabeça numa bênção faiscante que petrifica por gloriosos momentos.
Esta necessidade é a vida que nos mantém firmes para olharmos o dia nascer como um canteiro de flores, que aos primeiros raios solares enchem de cores, os caminhos que percorremos.
Faltando-nos este bolo com a cereja no seu topo.
 Falta-nos a alegria do sorriso estampado no rosto, dando lugar à compressão dos maxilares e a um aspecto chuchado.
Falta-nos a alegria do sono profundo que relaxa os músculos imensos, que proliferam pelo corpo. Fazendo-nos caminhar sem cansar como penas levados por um simples sopro.
Falta-nos a alegria de ideias frescas como alfaces colhidas de hortas caseiras. Que guiarão o cérebro macio, ao encontro dos objectivos pretendidos para interiorizar as exigências que nos exigem. A cada hora, a cada momento, vezes sem conta.
Realmente é este sumo refrescante que nos faz acreditar. Que o castelo que construímos pedra a pedra, umas mais pesadas do que outras. Mas que todas alinhadas deram um lar robusto e unido como elos de aço. Não abra brechas, porque uma pedra deslocada dará uma outra inclinada e nem com estacas se aguenta se não dermos as mãos numa corrente de energia que nos mantém protegidos numa sincronização perfeita.
   

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mourinho Precisa de os Vencer


O Real não vence o Barcelona!
O Mourinho não vence Guardiola!
Eis o epílogo do nosso futebol mundial que alimenta discussões.
Promove debates sob emoções.
 E termina até agora, no resultado do costume, o Real não vence o Barcelona!
Mourinho dá voltas e mais voltas na almofada de seda, com plumas virgens, num branco imaculado, como se asas de anjos se tratassem.
Mas não chega a nenhum veredicto para se sobrepor ao Barcelona quando, como por encanto, o diabo os obriga a cruzarem-se, duas, três, ou mais vezes numa época.
Os dias que antecedem esses duelos, são escalpelizados ao pormenor, tudo em volta de Mourinho para de uma vez por todas, saber se o” Especial One”, montou a verdadeira estratégia para derrotar os agora traumáticos Blugrana.
Mourinho lá vai afirmando “que será mais um jogo, especial sempre, mas no entanto será mais um jogo”.
Só que o dia D, aproxima-se e lá está, Mourinho vê-se às apalpadelas para descobrir o onze ideal para fazer frente ao Time Mundial.
Deve ser penoso até agora o dia do próprio jogo para Mourinho!
Deve estar ardentemente a pedir que a hora chegue, para ver se será desta vez que os Messi e companhia irão deitar a toalha ao chão.
Não foi desta, como também não foi na anterior e desconfio que nem será na próxima. Tão próxima que ainda esta não arrefeceu e assim sendo não aliviou os traumas.
E como por encanto, deixando no ar a ideia que será desta que… porque o Real inicia bem o jogo. E se o jogo só fosse de vinte e cinco minutos, o Real tinha superado o Barcelona e Mourinho cantava de galo.
Só que! Nem na própria casa, cheia como um ovo. Desconfio que os adeptos do Real, já se acomodaram a ver o Real a dar a esperança e o Barcelona a confirmar a certeza. Superam tamanho imbróglio futebolístico.
Entram a todo gás e lá vai o mais difícil marcar primeiro!
Não chega! Com o primeiro ou até mesmo com o segundo, o Barcelona num corrupio de passes ao primeiro toque num trio de estrelas terrestres, leva o perigo constantemente até às entranhas dos jogadores visitantes que água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
E leva-os a perder a cabeça, tornando-os agressivos com ou sem bola (mais esta), e o desancar nas pernas dos mais virtuosos torna-se a compensação por mais uma derrota.
E como se não chegasse, Mourinho leva com Guardiola. Ou melhor não leva. O que torna mais penoso o seu calvário, já que Guardiola remete-se à simplicidade que o caracteriza, dando os louros aos jogadores e esperando, pelo próximo embate, porque o futebol vive neste momento dos embates destes dois gigantes.