terça-feira, 21 de agosto de 2012

Faltam poucos Dias para o Fim


As férias estão no começo do fim!
É hora de procurar queimar as ultimas energias, no prazer que as férias proporcionam. São milhares a encher as praias, num pé apressado, já que o carro ficou bem longe do rebentar da onda. Com a lancheira numa mão e o filho mais novo na outra, deixando várias vezes o chinelo para trás, que irrita o pai, ansioso para ocupar o areal bem perto do mar, já fortificado de guarda-sóis da Coca-Cola e da Olá.
 Espalmam-se em banhos de sol, com o mar sempre presente, onde a água nos oferece uma temperatura de presentear os mais renitentes. Colorindo os corpos com um bronze, mesmo aos mais resguardados, nestes dias cheios de sol, com calor intenso. Enchendo as explanadas, com imigrantes dos quatro cantos do mundo.
 Dezenas e dezenas de romarias que estão a meia dúzia de minutos, com cantores cheios de energia, procurando cativar a alegria dos presentes, não se cansando de pedir palminhas para cima, braços estendidos para as estrelas e bailados bem junto ao palco. Por fim lá vem o fogo-de-artifício, iluminando o céu, e deixando por segundos contar as estrelas numerosas, que enfeitam as noites belas deste querido mês de Agosto.
Já se correu para Fátima, numa paragem obrigatória. Pedindo a ajuda da Nossa Senhora, na protecção de mais um ano, para lá das fronteiras deste país, que logo que Setembro chegue, nos vai azucrinar com mais tentativas, para nos abafar ainda mais as parcas economias.
 E acima de tudo a união da família que sempre distante, se junta agora em momentos de alegria. São os avós, que se prontificam a ser os caseiros dos bens dos filhos, amealhados pelos euros ganhos na labuta lá longe.
São os netinhos que de ano para ano crescem como os feijões, obrigando os avós a esticar as mãos para os abraçar ao mesmo tempo que se emocionam perante a estatura dos garotos.
E claro os filhos que regressam neste Agosto, cheios de novidades e saudades, para abraçar os pais e gozarem um pouco das comodidades, do lar que ergueram bem juntinho ao coração dos progenitores.
 É gozar, é gozar. Antes que as lagrimazitas comecem a desabrochar nos rostos marcados pelas canseiras da vida. Porque o regresso está quase, quase a ser uma realidade.
Enquanto ainda resta alguns dias, à que aproveitar esta adrenalina e encher as ruas, de cidades, vilas e aldeias. Com a agitação popular, de saco às costas e chinelos de dedo, calcorreando as calçadas em direção ao consumo, cada vez mais minguo.

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

a Rentrée é como o despertar de um sonho, que amaina a dureza da vida.
Gostei!