segunda-feira, 7 de abril de 2014

Arrasto-me na boa Vida




Levanto-me às horas que liberto os sonhos.
Nada existe de melhor, que esticar o corpo bem dentro do acolhimento noturno e deixar-se ficar, enquanto o dia se abre pelas frinchas do estore.
Não tenho horários a cumprir.
É o que dá regressar depois de meses obrigado ao levanta pela manhã e regressa ao leito ainda enrodilhado pela rapidez de o deixar. Já que os minutos avançam como segundos atrás da esperança.
 O meu corpo aliviado agradece.
Estende-se até ranger os ossos, depois de tanto tempo a encutinhar-se para resistir ao desgaste, mingando todo o meu corpo numa corcunda que se acentua, com o levanta sistemático de materiais que pesam duas vezes mais, do que carrego aos ombros.
Há boa vida, mesmo que seja por escassos dias.
Sabe tão bem este conforto aliado ao descomprimir de nada ser obrigado.
São as férias que todos merecem e logo eu que atravesso três fronteiras, onde manifesto a certeza de as voltar a passar. Para saborear os dias que me libertam de tantas obrigações e confusões.

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

As melhores férias são quando o corpo e a mente as pedem. Boas férias e bem vindo à terrinha!