domingo, 24 de junho de 2012

O sol e a Adrenalina


Este dia de calor que me faz ferver os desejos e como não os arrefeço, recuo no tempo e revivo momentos quentes.
Era um domingo, a esplanada ardia de gritaria juvenil e como o meu corpo ardia de adrenalina, procurei-te para afastar a solidão de um dia tão belo.
-Olá como estás!
Disseste tu disfarçando o que nos une. Como sabias que o teu amor por mim não chegava para me ligar totalmente a ti. Fazias tudo para te mostrares forte e indiferente.
-Olá, parei aqui e grande surpresa encontrar-te aqui.
Era mentira eu sabia que a encontrava ali.
Sentei-me em frente a ti, evitando o meu olhar preso a ti para nada sair de nós,   cavaqueando com as tuas colegas e juntos riamo-nos das piadas que nos surgiam dos temas que abordávamos.
Mas eu não estava ali para elas, estava ali para te ter!
Cheguei-me bem junto da mesa e propositadamente, encostei-me a uma delas, só assim podia chegar a ti!
Estiquei a perna e senti a tua.
Como o calor era tão belo e o sol despontava bem forte, foi fácil chegar ao teu corpo. Porque estavas de vestido e claro, senti o calor das tuas coxas.
Tirei o pé do chinelo e ele iniciou um percurso maravilhoso.
Tocou no teu tornozelo e senti em ti uma contracção.
Sabias o que eu queria e como também o querias, tratas-te de disfarçar e usando o teu ar racional, entretinhas as outras duas e eu tentava mostrar que estava a dar uma cantada á do meu lado, já a suspirar para que lhe tocasse com uma das mãos.
Assim o fiz e encontrando a bela perna dela, percorri a tua, com o meu pé e suavemente…. suavemente estava a custar a lá chegar.
O esforço que fazias para te conter era de louvar e rindo-te das piadas que da nossa mesa (ainda bem que estava num canto), saiam. Claro o objectivo era esse para disfarçar os meus desejos.
A tua amiga era atrevida e puxou a minha mão para ela, levando-a para o seu regaço.
Mas tu, sim tu! Sentiste o toque. E então, usando a maior cara de pau, não por cima da mesa. Mas por baixo dela, deixaste eu ir bem longe e encontrei a tua cuequinha, sentindo o teu tesouro já quente e massajei-o meigamente.
Que loucura! Todo o meu corpo treme e para disfarçar deixo que a tua amiga sinta que quero também lhe tocar.
-Aí que calor dizes tu!
-Pede uma água para mim, Catarina (chamava-se a do teu lado) e outra para mim (Amélia a do meu lado).
 - Cerveja, quero eu, para arrefecer este calor.
Fico tolo e sinto-te nas nuvens!
As bebidas chegam e tenho que me compor um pouco. Para não dar mais bandeira, da que já estou a dar.
Risos e mais risos, anedotas e mais bitaites lançados. Estamos alegres e a tua amiga parece que sente o meu calor interno e leva a minha mão para onde bem entender.
-Ai dizes tu!
- Que foi, diz a Catarina?
Nada beleza, é só um sentimento de adrenalina.
E continuamos a cavaqueirar, numa tarde cheia de sol e toques a raiar a loucura.
Assim ficamos mais uns longos minutos, ligados um ao outro, com o meu pé a vasculhar, transmitindo a fome que nessa altura era difícil de atenuar.
Por fim a tua amiga do lado precisou de ir á casinha e quando uma vai, outra segue-lhe o caminho. Ficamos os dois sozinhos.
E levando a minha mão à tua boca, deixei que me mordesses para não soltares um grito destemido, devido à minha ousadia. 
Foste à tua vida com as duas e eu fiquei, saboreando o teu andar feliz, olhando sobre o ombro, lançando-me um apaixonado sorriso. Agarrado às calças, esperando que tudo voltasse ao normal, para não sair dali com inchaço de dar bandeira a cem metros de distância.



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