sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Tsunami vai e Vem

SEXTA-FEIRA, dia onde o sol sente uma membrana, para não o deixar estender os tentáculos em direcção aos nossos corações, na esperança de os aquecer das sucessivas desilusões.
 O fim de semana está bem perto, para que todos possam descansar do aperto que este governo nos obriga, e possamos ir até à frescura de um cantinho para desanuviar e tentar ser feliz umas horitas.
A vida é dura e é dura, acredito, para todos!
Ainda por cima ouvindo, mesmo que não queiramos, as noticias que pintam este país de uma cor desmaiada, manchada. Fazendo lembrar um tsunami, que ao chegar a terra, rebenta as ondas de uma maneira tão furiosa, arrastando os detritos quilómetros bem dentro, deixando marcas vincadas para sempre, nas paredes internas das gentes, que povoam este país.
O tsunami vai e vem, consoante a fúria da natureza.
Mas marcas vincadas nas gentes, entram mas não saem. São tão profundas como o fundo mais negro dos oceanos, onde os tsunamis nascem, e iniciam a sua marcha em direcção ao caminho que desbaratam até perderam a força, seja no oceano sem fim. Seja na costa para rebentar com as amarras humanas dos que são apanhados desprevenidos.
Claro que existem sempre uma dúzia de tuti-frutis que governam-se a seu belo prazer. 
Vangloriam-se pelas tribunas dos Simpósios e Conferencias, numa de salvadores da pátria, incutindo a dedicação ao país e dando o exemplo feliz, deles mesmos: vida intensa de trabalho desde quase o berço até já à sua avançada idade. Onde continuando com os seus belos discursos: parar é morrer!
E nós a vê-los enviar as economias que enchem, estou convencido disso, alguns barcos que atravessam o Tejo, em direcção às pastagens suíças, com sabor a chocolate da vaquinha, para branquear o dinheirinho.
Tudo isto numa rede de pesca artesanal. 
Onde se enrolam políticos e ex ministros. Banqueiros e Empresários, Jogadores de futebol e quem sabe de gamão. Mesmo que vindos do gamanço!
Enfim uma data de gente que não se cansam de incentivar aos restantes Portugueses: que é nas horas difíceis que surgem as grandes oportunidades. E que oportunidades!
As oportunidades de nos levar até imaginem, à Conchichina!
Onde é que fica isso? perguntam vocês!
Nem eu sei!
Só sei que é lá que muitos de nós iremos parar, porque já não à poiso, nem dentro nem fora deste país para de saco ás costas e cajado na mão, pedirmos trabalho que nos dê o pão!

   

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Está cada vez mais difícil, mas os senhores da troika continuam optimistas. Na douta opinião daquelas alimárias, a solução é simples: baixem-se os salários!
Bom fds