Sábado bendito!
Entro
no transporte ainda a noite se acorrenta para não ser corrida. E regresso com
dia tao belo e o sol brilhando pelas planícies.
Depois de uma semana a sair com a noite a
findar o seu reino. E companheira do final de mais um dia, não deixando
observar a perfeição da Natureza e aos seres que nela habitam. Surge o sábado
no seu esplendor!
Como ao Sábado termino ao meio dia, deparo com
a beleza da clareza límpida do céu e do sol quentinho, mostrando a
magnificência do que antes não passava de um milhar de luzes enganando a noite.
E o dia tao luminoso oferece-me o que a noite
escondia!
Campos repletos de aves surpreendidas com a
chegada prematura da Primavera. Banqueteando-se com a sementeira dos
agricultores preparados para que a neve, normalmente abundante por esta altura.
Resguardar-se o que só mais para a frente brota e como praticamente não chegou.
Deixou o campo aberto para as aves, tirar a barriga de misérias, já que as
sementes não tiveram tempo de aproveitar a neve para se infiltrar na terra.
Polos industriais de fazer crescer água na
boca a Portugal sem capacidade para os edificar mesmo nas grandes metrópoles. É
tudo em grande escala. É tudo de enorme capacidade de produzir.
E nós na auto-estrada bem ao lado deste cenário.
Eu refastelado no transporte de espaços amplos,
onde o sol me acompanhava e este corpo espalmado pelo banco ainda perfumado de
pouco uso. Acompanhava as músicas da RFM, cá do burgo.
E o sol cobria todo o espaço onde circulávamos.
Nisto um Porsche descapotável rompe a atenção
que a beleza do cenário me atraía e rola uns segundos bem perto do vidro fosco
onde colo o nariz.
E vejo…. Um carrão, lindo como o sol que me
acompanha.
Mas prefiro o sol e o homem parece que se
apercebe e em duas aceleradelas desaparece da minha vista.
Chego a casa e num banho rápido e de um
almoço feito por um aprendiz de cozinheiro, que pouco ou nada sabe de tachos. Mas
esforça-se e não tarda, há-de lá chegar. Corro a procurar o sol antes que as
horas avancem e de sol só mesmo o por do sol!
Um tronco com cinquenta centímetros que
substitui o banco em frente a um parque infantil cá da casa, é onde poiso o
rabo para tomar o café e fumar um cigarrito, enquanto o sol ainda abre os
braços para me aquecer.
E agora que estou a terminar este relato de
um dia cheio de sol. A noite volta a aparecer mais uma vez deixando a cidade,
com milhentas luzes faiscantes e as estrelas a emergir formando desenhos de
milhares de formas que pela janela tento dar-lhes vida.
Sem comentários:
Enviar um comentário