sábado, 2 de janeiro de 2010

Os Primeiros Passos No Acreditar


O sol agradava e dava um brilho ao primeiro dia do ano, enchendo os rostos com um sorriso acolhedor, embora com os montes bem em cima continuando a enviar a água que na véspera e nos dias antes encharcou tudo em que caía e era vê-la a correr encosta abaixo, só parando nas ribeiras a transbordar que corriam de encontro ao rio da zona repleto de detritos e restos de árvores putrefactas que as águas revoltas e ameaçadoras arrancavam à sua passagem.
Depois de deixar a família em mais uma passagem do ano que junta já várias gerações e relembra quem já nos deixou. Regresso a casa e num passeio de final de dia, para aliviar tempo demais sentado na cavaqueira e nos excessos comestíveis. Fazemos contas à vida e traçamos objectivos para que este ano que já entrou com os dois pés e sem contemplações, seja bem melhor que o que se foi e verdade se diga um dos piores para todos nós portugueses.
A noite já vai longa e o presidente alerta para as dificuldades via TV, numa mensagem sem novidades, mas cheia de alertas, que mais ensombra o ano de todas as decisões, para resolver prementes questões. Senão é o desastre social para muitos portugueses já cansados de tanto apertar o cinto.
Queremos todos, empenho da parte dos nossos políticos acabados de sair de umas eleições, para se virarem de uma vez por todas para os graves problemas que este país atravessa.
Queremos todos, acções visíveis e postas em prática para que a justiça seja célere a condenar quem abala a vida dos pacatos cidadãos. Para não voltarem a destruir quem ainda consegue se erguer.
Queremos todos, decisões concretas para atenuar o drama do desemprego, que envia famílias para os cantos sombrios da penúria económica que fazem destroçar em poucos meses, anos de contínuo esforço. De união e amor em prol da família que se julgava imune a qualquer vendaval que se intrometesse.
São desafios desesperados de uma sociedade em constante movimento num salve-se quem poder, porque deixa para trás quem não consegue acompanhar esse andamento frenético, que protege os mais audazes e como se constata, sem pejo de moral os que mais roubam para se encherem à custa de golpes baixos e que se livram mais cedo ou mais tarde, em julgamentos que protegem os que mais tem e descarregam a lei que não é para todos, nos infelizes apanhados na rede invisível que os enviam para as celas da podridão.
Os desafios são para serem superados! E acreditar em quem nos governa é o risco que temos de correr.
Os políticos são o que são. Não adianta, voltar a malhar neles.
Mas como nem todos são iguais, vamos confiar que esses diferentes poderão levar este País para uma realidade mais virada para os cidadãos e quem sabe levantar as amarras que o não deixam flutuar rumo a encarar o futuro com a certeza de que a luz ao fundo do túnel será uma esperança a curto prazo.

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Passo para agradecer a visita e comentário que deixou no meu Rochedo.
Gostei de conhecer o seu blog e voltarei.
Um Feliz ano de 2010